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Periquito, cacatua ou papagaio, qual o mais fácil de cuidar?

Entre os tutores de aves, uma dúvida aparece com frequência: entre periquito, cacatua ou papagaio, qual é o mais fácil de cuidar como pet?

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Entre os tutores de aves, uma dúvida aparece com frequência: entre periquito, cacatua ou papagaio, qual é o mais fácil de cuidar como pet? A resposta não é única, porque cada espécie tem necessidades específicas de espaço, interação, alimentação e estímulos. Ainda assim, algumas características tornam o manejo diário mais simples ou mais complexo, especialmente para quem começa no universo das aves de estimação.

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Ao comparar essas três aves, entra em jogo não apenas o tamanho e a expectativa de vida, mas também o nível de socialização exigido, a intensidade dos sons que produzem e os custos de manutenção. Além disso, um tutor que passa pouco tempo em casa enfrenta um cenário diferente daquele que pode dedicar várias horas por dia à interação com o animal. Por isso, antes de escolher, vale entender o perfil típico de cada espécie e como ela se adapta à rotina doméstica.

Periquito, cacatua ou papagaio: qual é a palavra-chave dessa escolha?

A expressão “periquito, cacatua ou papagaio” resume o dilema de quem deseja um pássaro de companhia, mas não sabe qual espécie oferece o manejo mais simples. Em geral, o periquito aparece como a opção mais acessível para iniciantes, já que exige menos espaço, alimentação mais econômica e manejo mais direto. Mesmo assim, o periquito também precisa de enriquecimento ambiental, socialização e acompanhamento veterinário periódico.

O papagaio, por sua vez, se destaca pela capacidade de imitar sons e palavras, pela inteligência e pelo temperamento marcante. Portanto, o tutor precisa oferecer mais tempo de interação diária, brinquedos variados e uma rotina de estímulos para evitar estresse. Já a cacatua costuma exigir ainda mais atenção emocional, pois cria vínculos muito fortes com o tutor e desenvolve comportamentos indesejados se passar longos períodos sozinha. Assim, ao avaliar qual ave apresenta manejo mais fácil, muitos tutores acabam chegando à mesma palavra-chave: “disponibilidade”. Disponibilidade de tempo, de espaço e de recursos.

periquito – depositphotos.com / cristi180884

Qual é o mais fácil de cuidar: periquito, cacatua ou papagaio?

Quando o objetivo envolve escolher o pet com cuidados mais simples, muitos especialistas em comportamento de aves consideram o periquito a alternativa mais prática para a maioria das casas. Ele tem porte menor, faz menos sujeira e, normalmente, emite sons em volume mais baixo que cacatuas e papagaios. Além disso, o custo de uma gaiola adequada, de brinquedos e de alimentação costuma ser mais acessível, o que reduz a complexidade financeira do manejo diário.

Em comparação, o papagaio exige um compromisso de longo prazo, já que pode viver várias décadas. Ele precisa de uma área ampla, preferencialmente um viveiro, e de uma dieta variada com frutas, verduras, sementes e ração específica. Também requer estímulos mentais constantes, como brinquedos de forrageio e sessões diárias de interação. A cacatua, por ser uma ave de maior porte e com personalidade intensa, demanda ainda mais atenção, estrutura e manejo especializado. Muitas cacatuas também exigem treinamento de reforço positivo com maior frequência, justamente para evitar problemas de comportamento. Por isso, tutores experientes costumam considerá-la a opção menos indicada para iniciantes. Assim, em termos gerais, a hierarquia de facilidade costuma ficar: periquito (mais simples), papagaio (intermediário) e cacatua (mais exigente).

Principais diferenças de cuidados entre periquito, cacatua e papagaio

Para entender por que o periquito tende a ser o pet mais fácil entre essas três aves, vale observar alguns pontos práticos do dia a dia. Três aspectos pesam bastante nessa comparação: espaço disponível, nível de barulho tolerado em casa e tempo de interação que o tutor consegue oferecer.

  • Tamanho e espaço: periquitos se adaptam melhor a ambientes menores, desde que a gaiola mantenha proporção adequada ao número de aves e exista algum momento de voo supervisionado. Já papagaios e cacatuas precisam de viveiros amplos, poleiros em diferentes alturas e áreas seguras para escalada e exploração.
  • Barulho e rotina: papagaios e cacatuas podem vocalizar em volume considerável, o que gera incômodo em muitos apartamentos ou vizinhanças mais silenciosas. Periquitos também fazem barulho, porém, na maioria das vezes, em intensidade menor e com tons mais suaves. Ainda assim, o tutor precisa considerar horários de maior atividade, como manhã e fim de tarde.
  • Demanda emocional: cacatuas chamam atenção por uma forte necessidade de contato, muitas vezes quase constante. Se o tutor ignora essa demanda por longos períodos, a ave tende a desenvolver comportamentos como gritos insistentes ou arrancar penas. Papagaios também pedem interação diária, com conversas, brincadeiras e treinamento simples. Periquitos, embora sociáveis, lidam melhor com a ausência do tutor quando vivem em casal ou em grupo, o que reduz parte dessa dependência direta. Ainda assim, eles se beneficiam muito de brinquedos, espelhos, galhos naturais e mudanças periódicas no ambiente.

Como escolher entre periquito, cacatua ou papagaio como pet?

Ao decidir entre periquito, cacatua ou papagaio, a análise da rotina do futuro tutor tem papel central. Em residências menores, com pouco espaço para um viveiro grande, o periquito tende a se adaptar com mais facilidade. Já quem dispõe de quintal, varanda ampla ou área específica para aves pode considerar papagaios ou cacatuas, desde que se prepare para o compromisso de tempo e custos envolvidos.

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  1. Avaliar o tempo disponível: aves maiores, como papagaios e cacatuas, precisam de mais horas de interação diária, além de sessões de treino e brincadeiras ativas.
  2. Verificar o espaço físico: a estrutura deve permitir algum nível de voo ou, pelo menos, deslocamento confortável dentro do viveiro, com poleiros e brinquedos bem distribuídos.
  3. Considerar o orçamento: custos veterinários, alimentação balanceada, exames preventivos e brinquedos de desgaste podem subir bastante em aves grandes.
  4. Pensar no longo prazo: papagaios e cacatuas apresentam alta expectativa de vida e acompanham várias fases da vida da família. Por isso, o tutor precisa planejar quem cuidará da ave em mudanças significativas, como viagens longas ou mudanças de cidade.
  5. Analisar o nível de experiência: para quem começa no mundo das aves, o periquito normalmente oferece uma curva de aprendizado mais suave. Além disso, ele permite que o tutor aprenda sobre manejo, higiene, alimentação e sinais de saúde sem custos tão altos.

No cenário atual, em que muitas pessoas buscam animais de estimação que se adaptem à rotina urbana, o periquito costuma ocupar o lugar de opção mais prática entre as três espécies. Papagaios e cacatuas seguem como aves altamente interativas e inteligentes, porém associadas a um compromisso mais robusto de tempo, estrutura e conhecimento especializado. Diante disso, entender o próprio estilo de vida antes da escolha reduz problemas futuros e aumenta as chances de uma convivência harmoniosa entre tutor e ave.

periquito – depositphotos.com / niamwhan

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