Carnaval

Rita Lee na Sapucaí: Mocidade homenageia a diva da alegria e da rebeldia

Rita Lee, ícone do rock brasileiro e figura central da cultura pop nacional, será tema de enredo no Carnaval do Rio de Janeiro em 2025. A escola Estação Primeira de Mangueira, uma das agremiações mais tradicionais do samba carioca, levará a história da cantora para a Marquês de Sapucaí. A homenagem revisita a trajetória da […]

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Rita Lee, ícone do rock brasileiro e figura central da cultura pop nacional, será tema de enredo no Carnaval do Rio de Janeiro em 2025. A escola Estação Primeira de Mangueira, uma das agremiações mais tradicionais do samba carioca, levará a história da cantora para a Marquês de Sapucaí. A homenagem revisita a trajetória da artista, destaca seu papel na música e reforça sua imagem como símbolo de irreverência, liberdade e criatividade.

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A escolha de Rita Lee como enredo reflete um movimento recente das escolas de samba. Elas ampliam o foco para além das figuras ligadas diretamente ao universo do samba. Assim, a Mangueira aposta na força da memória afetiva ligada às músicas da artista, que atravessam gerações. Além disso, a escola aposta na possibilidade de dialogar com temas como arte, comportamento, direitos individuais e diversidade cultural. Dessa forma, a escola busca construir um desfile que conecta o legado de Rita à identidade popular do Carnaval carioca.

História da Estação Primeira de Mangueira

Estação Primeira de Mangueira surgiu em 1928 e figura entre as escolas de samba mais antigas e premiadas do Rio de Janeiro. Com a tradicional cor verde e rosa, a agremiação se tornou referência no mundo do samba pela qualidade de seus enredos e pela força de suas baterias. Além disso, consolidou essa imagem pela presença marcante de grandes nomes, como Cartola e Jamelão. Ao longo das décadas, a escola se firmou como uma espécie de “símbolo” do Carnaval carioca, com forte ligação com o Morro da Mangueira e com a cultura das favelas.

Em mais de nove décadas de desfiles, a Mangueira acumulou diversos campeonatos no Grupo Especial. A escola se notabilizou por enredos que valorizam figuras históricas, personalidades da música e temas ligados à identidade brasileira. Nos últimos anos, a agremiação ganhou destaque por apresentações que abordam também questões sociais, raciais e políticas. Sempre, a escola faz isso por meio de uma leitura artística e simbólica, marca presente em seus desfiles mais comentados.

Quantos títulos tem a Mangueira e quais são suas conquistas?

A palavra-chave central aqui é Mangueira, reconhecida como uma das maiores campeãs do Carnaval carioca. A escola soma 20 títulos oficiais no Grupo Especial do Rio de Janeiro, conquistados em diferentes fases da história do desfile. Esses campeonatos mostram a regularidade e a capacidade de renovação da agremiação. Assim, a Mangueira atravessa gerações mantendo relevância e competitividade.

Ao longo desses campeonatos, vários enredos marcaram a história da escola. Muitos exaltaram heróis negros e aspectos da religiosidade popular. Outros, por sua vez, traçaram perfis biográficos de artistas e personalidades brasileiras. Dessa maneira, a Mangueira construiu uma reputação de escola que alia tradição e inovação. Essa postura se reflete diretamente na escolha de Rita Lee como personagem central para o desfile.

Por que Rita Lee será homenageada pela Mangueira?

A homenagem à Rita Lee destaca a relevância da cantora na música brasileira e na cultura de massa. Considerada a “rainha do rock brasileiro”, Rita construiu uma carreira iniciada nos anos 1960, com o grupo Os Mutantes. Em seguida, a artista seguiu em trajetória solo, com discos que se tornaram referência no pop nacional. Suas canções abordam amor, comportamento, cotidiano urbano e temas sociais, frequentemente com humor e ironia. Além disso, Rita utiliza linguagem direta e próxima do público.

A Mangueira pretende apresentar na Sapucaí um enredo que dialoga com a alegria e a rebeldia presentes na obra da artista. A ideia transforma em fantasia, alegorias e samba-enredo elementos como:

  • As fases da carreira, dos Mutantes ao sucesso solo;
  • Figuras recorrentes em suas músicas e letras marcantes;
  • Referências visuais à moda, cabelos coloridos e figurinos ousados;
  • Temas de liberdade, direitos individuais e comportamento urbano.

Com isso, a escola aproxima o universo do rock e do pop da linguagem do samba. Assim, o desfile produz um diálogo entre diferentes expressões da música brasileira. Além disso, a Mangueira abre espaço para novas leituras sobre gênero, juventude e contracultura. A presença de Rita Lee na avenida, mesmo de forma simbólica, ressalta o impacto de sua obra no imaginário coletivo desde a década de 1970 até os dias atuais.

Quem foi Rita Lee e qual é seu legado?

Rita Lee Jones nasceu em São Paulo, em 1947, e se tornou uma das compositoras e intérpretes mais conhecidas do país. A artista integrou o grupo Os Mutantes, que ganhou destaque no movimento tropicalista ao misturar rock, psicodelia e música brasileira. Depois disso, Rita deixou a banda e iniciou uma carreira solo de grande alcance popular. Com álbuns que venderam milhões de cópias, a cantora emplacou músicas em trilhas sonoras, rádios e programas de televisão.

Entre as canções mais conhecidas estão “Ovelha Negra”, “Lança Perfume”, “Mania de Você”, “Agora Só Falta Você” e “Erva Venenosa”, entre muitas outras. Essas músicas ajudaram a construir a imagem de Rita como artista que explora temas do cotidiano com linguagem acessível. Ao mesmo tempo, a cantora trata de assuntos como independência feminina, relacionamentos e estilo de vida urbano. Além disso, muitas letras incorporam crítica social e questionamento de padrões morais.

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Dessa forma, a homenagem da Mangueira a Rita Lee na Marquês de Sapucaí em 2025 reúne dois símbolos fortes da cultura brasileira. De um lado, surge uma escola de samba de grande tradição. De outro, aparece uma artista que atravessou décadas com sua produção musical. O desfile tende a apresentar, em forma de samba, fantasia e alegoria, uma leitura da vida e da obra da cantora. Assim, o espetáculo reforça sua imagem de referência na música e na identidade popular do país.

BLOCO DE CARNAVAL – depositphotos.com / A.Paes

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