The Cure conquista o primeiro Grammy após 50 anos de carreira
Depois de meio século de estrada, a banda inglesa The Cure finalmente entrou para a lista de vencedores do Grammy.
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Depois de meio século de estrada, a banda inglesa The Cure finalmente entrou para a lista de vencedores do Grammy. O grupo, liderado por Robert Smith desde os anos 70, recebeu o prêmio em uma das categorias ligadas ao rock. Assim, o troféu coroou uma trajetória marcada por discos influentes, uma estética própria e um público fiel em diferentes gerações. A conquista chamou a atenção não apenas de fãs antigos, mas também de quem acompanha a história recente da indústria musical.
A premiação chegou em um momento em que o legado do The Cure já alcançava amplo reconhecimento entre críticos, músicos e pesquisadores da cultura pop. Mesmo assim, o fato de o primeiro Grammy surgir após cerca de 50 anos de carreira reacendeu debates sobre o papel da banda. Muitos analistas discutem a contribuição do grupo para a consolidação do rock alternativo, do pós-punk e da vertente gótica. Para diversos observadores, o troféu funciona como um marco simbólico em uma discografia influente. Além disso, essa produção ajudou a moldar o som dos anos 80 e 90.
The Cure conquista o primeiro Grammy: qual é o peso desse prêmio?
O Grammy que o The Cure recebeu em 2025 representa um reconhecimento institucional tardio. A premiação valoriza uma banda que, por décadas, transitou entre o status de cult e o sucesso de massa. Dessa forma, o prêmio reforça a importância do grupo na formação de subgêneros como rock alternativo e post-punk. Além disso, o Grammy consolida a presença da banda no cânone do rock. Embora o The Cure tenha recebido indicações em outras ocasiões, o grupo apenas agora se juntou ao seleto grupo de artistas que ostentam a estatueta.
Para a indústria, o Grammy do The Cure sinaliza um movimento de revisão histórica. Nesse processo, executivos, jurados e curadores revisitam artistas veteranos e finalmente premiam trabalhos de grande impacto cultural. O troféu também recoloca o nome da banda em evidência nas plataformas de streaming, em rádios especializadas e em grandes festivais internacionais. Assim, o prêmio amplia o alcance das músicas para um público mais jovem. Muitos desses ouvintes conheciam apenas alguns hits isolados, porém agora exploram álbuns inteiros. Além disso, a conquista estimula novos documentários, livros e pesquisas sobre a trajetória do grupo.
Como começou a história do The Cure?
A história do The Cure começou em 1976, na cidade de Crawley, no sul da Inglaterra. O grupo surgiu em meio ao efervescente cenário do punk britânico, mas rapidamente se distanciou das fórmulas mais diretas do gênero. Em vez disso, o The Cure adotou letras introspectivas, climas sombrios e arranjos cheios de texturas. Dessa maneira, a banda se aproximou do post-punk e, posteriormente, se tornou um dos pilares do chamado rock gótico. O álbum de estreia, “Three Imaginary Boys” (1979), já demonstrava uma identidade própria. Essa identidade ainda se encontrava em construção, mas se mostrava distinta da maioria das bandas contemporâneas.
Ao longo dos anos 80, o The Cure consolidou sua sonoridade em discos considerados fundamentais para a música britânica. Álbuns como “Seventeen Seconds” (1980), “Faith” (1981) e “Pornography” (1982) marcaram uma fase mais sombria. Em seguida, trabalhos posteriores, como “The Head on the Door” (1985), trouxeram canções mais acessíveis e ampliaram o público. A década seguinte confirmou a relevância da banda, com o lançamento de “Disintegration” (1989). Críticos frequentemente citam esse disco como um dos grandes marcos do rock alternativo. Além disso, muitos músicos de diferentes gêneros apontam “Disintegration” como referência direta em suas próprias obras.
Quem são os principais integrantes do The Cure?
Ao longo de quase cinco décadas, o The Cure passou por diversas mudanças de formação. Apesar disso, a figura central sempre permaneceu a mesma: Robert Smith, vocalista, guitarrista e principal compositor. Muitos fãs reconhecem Smith pela maquiagem marcante, cabelos desgrenhados e voz inconfundível. Com esse visual característico, ele se tornou um símbolo da banda e um ícone da cultura alternativa. Ao redor dele, diferentes músicos contribuíram para a construção da identidade sonora do grupo.
Entre os integrantes mais marcantes, destacam-se:
- Simon Gallup – baixista que desenvolveu algumas das linhas de baixo mais emblemáticas do repertório. Ele se destacou especialmente na fase pós-punk e gótica, criando grooves profundos e hipnóticos.
- Porl/Pearl Thompson – guitarrista que ajudou a criar camadas melódicas e atmosferas complexas em vários álbuns. Além disso, Thompson explorou timbres experimentais e contribuiu para a estética visual da banda.
- Laurence “Lol” Tolhurst – membro fundador que atuou inicialmente na bateria e depois nos teclados. Ele participou dos primeiros anos decisivos da banda e influenciou o clima minimalista das gravações iniciais.
- Boris Williams – baterista importante na fase mais pop e expansiva dos anos 80. Com levadas precisas e cheias de dinâmica, ele sustentou hits que alcançaram o grande público.
Mesmo com as trocas de músicos, o The Cure manteve sua essência centrada na visão artística de Robert Smith. Essa coerência explica a coesão estilística ao longo de uma carreira tão extensa. Além disso, a banda sempre buscou experimentar sem romper completamente com suas raízes melancólicas. Por isso, muitos fãs antigos continuam acompanhando os novos lançamentos, enquanto ouvintes recentes descobrem discos clássicos.
Quais são os principais hits do The Cure?
A discografia do The Cure reúne canções que atravessaram décadas e continuam presentes em rádios, trilhas sonoras e playlists digitais. Algumas faixas se tornaram verdadeiros cartões de visita da banda e ajudam a explicar sua longevidade. Entre os maiores sucessos, frequentemente citados por fãs e especialistas, estão:
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- “Boys Don’t Cry” – lançada ainda no início da carreira, tornou-se um dos hinos do rock alternativo. A música combina melodia cativante, refrão memorável e uma letra que discute masculinidade e vulnerabilidade.
- “A Forest” – canção que sintetiza a atmosfera sombria e hipnótica da fase pós-punk do grupo. A linha de baixo repetitiva, aliada à guitarra etérea, cria um clima de mistério que cativa gerações.
- “Just Like Heaven” – uma das músicas mais conhecidas mundialmente. O grupo mistura romantismo, melancolia e um clima pop, resultando em uma faixa que aparece em filmes, séries e campanhas publicitárias.
- “Lovesong” – faixa que alcançou grande destaque nas paradas norte-americanas. Além disso, a música se manteve como uma das baladas mais lembradas do rock dos anos 80, gerando diversas regravações.
- “Friday I’m in Love” – hit dos anos 90, com clima mais leve e melodia imediata. Muitos ouvintes associam a canção à face mais acessível do The Cure, que equilibra alegria e sensibilidade.
Essas músicas, entre muitas outras, ajudam a explicar por que a banda continuou relevante mesmo diante das mudanças do mercado fonográfico. Elas atravessaram o vinil, o CD, o download digital e o streaming, mantendo-se presentes em diferentes gerações de ouvintes. Além disso, diversas bandas de indie rock, emo e pop alternativo citam o The Cure como influência direta. O primeiro Grammy do The Cure, recebido após 50 anos de carreira, funciona como um ponto de destaque em uma trajetória já consolidada. Agora, esse reconhecimento adiciona um novo capítulo de visibilidade e reforça a permanência do grupo na história da música.