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Bouvet: mistérios e isolamento na ilha mais remota do mundo

Ilha Bouvet, a mais remota do mundo: descubra sua localização isolada no Atlântico Sul, história e a quem pertence oficialmente

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Entre as muitas ilhas espalhadas pelos oceanos, a Ilha Bouvet costuma ser citada como uma das localidades mais isoladas do planeta. Cercada por mar aberto em todas as direções, sem população permanente e com acesso extremamente limitado, o pequeno território desperta curiosidade de pesquisadores, navegadores e interessados em geografia polar. Sua história mistura relatos de expedições, erros de cartografia e acordos internacionais que ajudaram a definir a quem pertence essa porção de terra perdida no Atlântico Sul.

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Os primeiros registros da Ilha Bouvet remontam ao século XVIII, quando navegadores europeus cruzavam rotas perigosas entre os hemisférios. Em 1739, o explorador francês Jean-Baptiste Charles Bouvet de Lozier avistou uma massa de terra em meio à névoa e ao mar agitado. A posição anotada na época não era precisa, o que levou a décadas de incerteza sobre a real localização da ilha. Durante muito tempo, mapas mostravam o território em coordenadas imprecisas, e algumas expedições sequer conseguiam reencontrá-lo, aumentando o mistério em torno da região.

Onde fica a Ilha Bouvet, a ilha mais remota do mundo?

A Ilha Bouvet está situada no oceano Atlântico Sul, em uma zona de clima subantártico, cercada pela poderosa Corrente Circumpolar Antártica. Fica aproximadamente a meio caminho entre a costa da Antártida e o extremo sul da África, a milhares de quilômetros de qualquer grande massa continental. A localidade mais próxima é a Ilha Gough, território britânico também remoto, ainda assim distante centenas de quilômetros. Esse isolamento geográfico contribui para que a Ilha Bouvet seja frequentemente descrita como uma das ilhas mais remotas do mundo.

Desabitada e sob domínio da Noruega, a ilha no Atlântico Sul funciona como um laboratório natural para estudos climáticos e marinhos – NASA/International Space Station

A quem pertence a Ilha Bouvet e qual seu status político?

Apesar de desabitada, a Ilha Bouvet tem definição clara de soberania. Desde o início do século XX, o território está sob administração da Noruega. O país realizou expedições científicas, levantamentos topográficos e formalizou a reivindicação, que foi reconhecida internacionalmente. Hoje, a ilha é considerada um território dependente norueguês, sem população fixa, governado a partir do continente europeu. Sua gestão leva em conta acordos ambientais e normas que restringem atividades econômicas intensivas, preservando o ecossistema local.

Por que a Ilha Bouvet continua desabitada e tão isolada?

Várias características ajudam a explicar por que ninguém vive de forma permanente na Ilha Bouvet. Em primeiro lugar, o clima é rigoroso, com temperaturas baixas, ventos fortes e presença frequente de neblina e tempestades. Além disso, a maior parte de sua superfície é coberta por gelo e geleiras, o que limita espaços para construção e agricultura. As encostas são íngremes e o acesso por barco é arriscado, pois a costa tem poucas áreas seguras para desembarque. Assim, a ilha recebe apenas visitas ocasionais de missões científicas e, às vezes, de equipes que monitoram fauna marinha e condições climáticas.

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Ao longo dos anos, a Ilha Bouvet tem sido usada principalmente como ponto de estudo de ecossistemas polares, correntes oceânicas e mudanças ambientais. Focas, pinguins e aves marinhas utilizam suas praias e rochedos como áreas de reprodução e descanso. Para pesquisadores, o ambiente isolado funciona como um laboratório natural, permitindo observar processos ecológicos com interferência humana mínima. Mesmo tão distante de centros urbanos, o pequeno território ajuda a compreender melhor as relações entre oceanos, clima global e biodiversidade, mantendo seu papel discreto, porém relevante, no mapa do mundo.

Difícil de alcançar e envolta em neblina, Bouvet mistura mistério histórico, geografia extrema e preservação ambiental – Wikitravel/Wikipedia Commons

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