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Entenda por que seu carro novo pode não ter faróis de neblina

Nos últimos anos, muitos motoristas perceberam que modelos zero quilômetro chegam às concessionárias sem faróis de neblina.

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Nos últimos anos, muitos motoristas perceberam que modelos zero quilômetro chegam às concessionárias sem faróis de neblina. Esse detalhe, antes comum até em versões intermediárias, agora aparece com mais frequência apenas em configurações mais caras ou em pacotes opcionais. Essa mudança gera dúvidas sobre segurança, custos e também sobre a estratégia das montadoras no mercado brasileiro.

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Esse movimento não ocorre por acaso. Ele se liga a uma combinação de fatores, que envolve redução de gastos de produção, mudanças no design dos veículos, novas tecnologias de iluminação e uma revisão das prioridades em segurança. Assim, ao entender por que o carro novo não traz faróis de neblina, o consumidor passa a avaliar melhor o que realmente importa no uso diário e em quais itens de iluminação vale investir.

Carro – depositphotos.com / ArturVerkhovetskiy

Por que tantos carros novos não saem mais com faróis de neblina?

O principal motivo para a ausência de faróis de neblina em muitos modelos de entrada e intermediários está na busca por redução de custos. Em um cenário de pressão por preços mais competitivos e margens apertadas, cada componente retirado ajuda a baratear a produção. Como o farol de neblina não integra a lista de itens de segurança obrigatória no Brasil, as montadoras ganham mais liberdade para eliminá-lo das versões básicas.

Além disso, ocorre uma mudança de foco nos equipamentos de série. Em vez de incluir faróis auxiliares, muitas fabricantes priorizam itens como central multimídia, conectividade com celular, câmeras e sensores de estacionamento, que costumam pesar mais na decisão de compra. Dessa forma, o farol de neblina migra para pacotes opcionais ou versões topo de linha, tornando-se um elemento mais “de nicho” do que padrão de mercado.

Outra razão surge da própria padronização global. Montadoras desenvolvem projetos para vários países e, muitas vezes, buscam simplificar o número de versões. Nesse contexto, elas concentram faróis de neblina apenas em configurações específicas, a fim de reduzir complexidade de estoque e de montagem.

Faróis de neblina ainda são realmente necessários?

A discussão sobre a necessidade dos faróis de neblina ganhou força com a evolução dos sistemas de iluminação. Muitos carros atuais trazem faróis com projeção, tecnologia LED ou até sistemas automáticos de acendimento e ajuste de facho. Esses recursos melhoram a visibilidade em diversas condições climáticas e, portanto, reduzem a dependência dos faróis auxiliares tradicionais.

Além disso, muitos motoristas usam o farol de neblina de forma inadequada. Alguns condutores o acionam em qualquer situação, mesmo sem chuva intensa ou neblina, o que provoca ofuscamento em outros usuários da via. Como o objetivo original desse tipo de farol consiste em melhorar a visão em condições específicas — como cerração densa, fumaça ou chuva forte — o ganho prático no dia a dia urbano e em rodovias bem iluminadas nem sempre se mostra significativo.

  • Cenários em que o farol de neblina ajuda: rodovias de serra, áreas rurais, regiões de clima úmido com nevoeiro recorrente.
  • Cenários em que o impacto é reduzido: trajeto urbano, vias bem iluminadas, uso predominante em horário diurno.

Além disso, regulagem correta dos faróis principais e manutenção em dia da lente e das lâmpadas geralmente garantem boa visibilidade. Assim, em muitos casos, o motorista obtém mais resultado com ajuste e revisão periódica do que com a simples presença de faróis de neblina.

Faróis de neblina x novas tecnologias de iluminação

Outro motivo para muitos carros saírem da fábrica sem faróis de neblina está na adoção de sistemas de iluminação mais sofisticados. Faróis de LED, por exemplo, oferecem melhor distribuição de luz, maior alcance e consumo menor de energia em comparação com lâmpadas halógenas convencionais. Em alguns modelos, essa tecnologia já inclui um recorte do facho que reduz o ofuscamento em situações de chuva e neblina leve.

Além disso, montadoras investem em:

  • Farol automático: acende os faróis principais quando a luminosidade externa cai, aumentando a segurança sem necessidade de intervenção do condutor.
  • Acendimento em curvas (função cornering): algumas versões usam o próprio farol baixo ou o farol auxiliar direcional para iluminar o interior das curvas, reduzindo a relevância de um farol de neblina fixo.
  • Sistemas de facho alto automático: alternam entre luz alta e baixa conforme o trânsito em sentido contrário, ampliando a visibilidade em rodovias.

Com essas soluções, parte do papel que antes cabia aos faróis de neblina passa para os faróis principais. Isso reforça a decisão de muitas fabricantes de retirar o item da lista de série. Além disso, algumas marcas integram funções de neblina diretamente no farol principal, por meio de modulação de facho ou uso de segmentos específicos de LED.

Faróis de neblina influenciam na segurança do carro?

Em termos de legislação, os faróis de neblina não entram na lista de itens obrigatórios no Brasil. O Código de Trânsito define como essenciais o farol baixo, a luz de posição, a iluminação de placa, além de setas e lanternas de freio. Isso significa que, do ponto de vista legal, um carro sem farol de neblina atende normalmente às exigências para circular.

Na prática, a influência desse componente na segurança depende muito do tipo de uso do veículo. Para quem roda em regiões com neblina intensa, serras frequentes ou estradas pouco iluminadas, o farol de neblina aumenta a visibilidade do solo e do contorno da pista, o que ajuda na condução em baixa velocidade. Já para quem utiliza o carro principalmente em ambiente urbano, o ganho costuma ficar abaixo da percepção geral do público.

  1. Em condições climáticas extremas, o farol de neblina facilita a identificação de faixas e obstáculos.
  2. Em uso urbano comum, o farol baixo em bom estado e bem ajustado tende a ser suficiente.
  3. O excesso de luz mal regulada gera ofuscamento e prejudica outros condutores.

Além disso, especialistas em segurança viária destacam que postura defensiva, respeito à velocidade e conservação dos pneus influenciam bem mais na segurança geral. Assim, o farol de neblina funciona como complemento, não como protagonista.

Vale a pena instalar faróis de neblina depois de comprar o carro?

Com a retirada dos faróis de neblina de muitas versões de fábrica, algumas pessoas consideram a instalação posterior em lojas especializadas. Antes de tomar essa decisão, vale avaliar três pontos principais: necessidade real de uso, qualidade do conjunto a instalar e impacto na parte elétrica e estética do veículo.

Instalações fora do padrão da montadora muitas vezes exigem adaptações na fiação, acionamento por botões adicionais e recorte de para-choque, o que interfere na originalidade do carro. Há ainda a questão da compatibilidade com sistemas eletrônicos, principalmente em veículos mais modernos, que utilizam módulos de controle sensíveis a alterações na carga elétrica.

  • Quando tende a fazer mais sentido: uso frequente em regiões de serra, viagens noturnas em áreas rurais, necessidade específica de visibilidade extra.
  • Quando pode não compensar: uso essencialmente urbano, faróis de LED ou projetor de boa qualidade já instalados, orçamento limitado para personalizações.

Nesses casos, vale também consultar o manual do veículo e, se possível, a própria concessionária. Assim, o proprietário verifica kits originais ou homologados, que costumam oferecer melhor integração estética e elétrica.

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Entender por que o carro novo não traz faróis de neblina ajuda o consumidor a enxergar esse item com mais racionalidade. Em vez de encarar a ausência como um defeito, ele pode avaliar o contexto de uso, as tecnologias presentes no modelo e, se necessário, planejar uma adaptação bem feita. Dessa forma, o motorista alinha a personalização às normas de trânsito e às recomendações técnicas, sem comprometer a segurança e a confiabilidade do veículo.

carro – depositphotos.com / VadimVasenin

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