Saúde

Cirurgia de catarata: como funciona e recuperação

A cirurgia de catarata deixou de ser um procedimento raro e agor faz parte da rotina de muitos hospitais, tanto públicos quanto privados Saiba como funciona o procedimento pelo qual passou o presidente Lula e a sua recuperação.

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A cirurgia de catarata deixou de ser um procedimento raro e agor faz parte da rotina de muitos hospitais, tanto públicos quanto privados. Trata-se de uma intervenção que serve para remover o cristalino opaco, que causa embaçamento progressivo da visão e dificuldade para atividades cotidianas, como ler, dirigir ou reconhecer rostos. Assim, é um procedimento planejado, realizado de forma programada, e que hoje tem recuperação rápida quando seguem-se as orientações médicas.

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O tema voltou a ganhar atenção nacional após o presidente Luiz Inácio Lula da Silva ser submetido a uma cirurgia de catarata no olho esquerdo na manhã de 30 de janeiro, em um hospital de Brasília. De acordo com a agenda oficial, o governante recebeu alta logo em seguida, poucas horas após o procedimento. Assim, isso ilustra como essa técnica está consolidada na prática oftalmológica moderna.

Óculos e colírios não conseguem reverter a catarata já instalada. Eles podem, em algumas fases, ajudar a contornar parte da dificuldade visual, mas não impedem a progressão da opacificação do cristalino – depositphotos.com / jayzynism

O que é catarata e por que a cirurgia é necessária?

A catarata caracteriza-se pela opacificação do cristalino, a lente natural localizada dentro do olho. Com o tempo, essa estrutura perde transparência, o que reduz a quantidade e a qualidade da luz que chega à retina. Assim, em grande parte dos casos, o problema associa-se ao envelhecimento. Porém, também pode estar associado a traumas, doenças como diabetes, uso prolongado de certos medicamentos ou fatores genéticos. Quando o grau de opacidade começa a interferir na rotina, o tratamento cirúrgico passa a ser a principal indicação.

Óculos e colírios não conseguem reverter a catarata já instalada. Eles podem, em algumas fases, ajudar a contornar parte da dificuldade visual, mas não impedem a progressão da opacificação do cristalino. Nesse cenário, a cirurgia de catarata surge como alternativa para restaurar a nitidez da visão, a profundidade e a percepção de cores, reduzindo o risco de quedas, acidentes domésticos e limitações no dia a dia. A decisão de operar costuma considerar sintomas, exame oftalmológico detalhado e condições clínicas gerais do paciente.

Como é feita a cirurgia de catarata passo a passo?

O procedimento padrão atual é conhecido como facoemulsificação, uma técnica minimamente invasiva que utiliza incisões pequenas na superfície do olho. Em geral, a cirurgia é realizada com anestesia local, na forma de colírios anestésicos ou infiltração na região dos olhos, muitas vezes associada a uma sedação leve para maior conforto. O paciente costuma permanecer acordado, mas sem dor, acompanhado por uma equipe especializada em oftalmologia e anestesia.

De forma simplificada, a cirurgia de catarata costuma seguir etapas como:

  1. Higienização da região ao redor dos olhos e colocação de campos estéreis.
  2. Aplicação de colírios para anestesiar e dilatar a pupila.
  3. Realização de pequenas incisões na córnea com instrumento cirúrgico preciso.
  4. Abertura controlada da cápsula que envolve o cristalino opaco.
  5. Fragmentação e aspiração da catarata com ponta de ultrassom (facoemulsificador).
  6. Implante de uma lente intraocular transparente no lugar do cristalino removido.
  7. Verificação da estabilidade da lente e da pressão interna do olho.

Na maioria dos casos, não é necessário dar pontos, porque as incisões são auto selantes. Ao final, o olho é protegido com um curativo ou escudo plástico, que permanece por algumas horas, conforme a orientação médica. Esse modelo de cirurgia, rápida e pouco invasiva, ajuda a explicar por que muitos pacientes, como ocorreu com o presidente Lula, recebem alta ainda no mesmo dia.

Quais cuidados o paciente precisa ter após a cirurgia de catarata?

O pós-operatório imediato da cirurgia de catarata costuma ser marcado por visão embaçada nas primeiras horas ou dias, sensação de corpo estranho leve e maior sensibilidade à luz. Esses sinais tendem a melhorar de forma gradual. Para favorecer a cicatrização e reduzir o risco de infecção, o oftalmologista prescreve colírios com antibióticos e anti-inflamatórios, além de orientações detalhadas sobre higiene e proteção ocular.

  • Evitar coçar ou apertar o olho operado.
  • Seguir rigorosamente o esquema de colírios e horários indicados.
  • Usar óculos escuros para reduzir o desconforto com a claridade.
  • Não carregar peso excessivo ou fazer esforço físico intenso nos primeiros dias.
  • Redobrar o cuidado com água e sabão na região dos olhos durante o banho.

O retorno às atividades cotidianas é progressivo. Em muitos casos, tarefas leves podem ser retomadas em poucos dias, enquanto atividades que exigem esforço maior, exposição a poeira ou risco de trauma ocular demandam um intervalo maior. Consultas de revisão permitem ao médico acompanhar a recuperação, ajustar eventuais prescrições de óculos e esclarecer dúvidas sobre a adaptação à nova lente intraocular.

O pós-operatório imediato da cirurgia de catarata costuma ser marcado por visão embaçada nas primeiras horas ou dias, sensação de corpo estranho leve e maior sensibilidade à luz – depositphotos.com / DragonImages

A cirurgia de catarata é segura para pessoas idosas?

Entre as dúvidas mais comuns está a segurança da cirurgia de catarata em pessoas de idade avançada, que representam a maioria dos pacientes com esse diagnóstico. A experiência em serviços oftalmológicos mostra que a idade, por si só, não é o principal fator limitante. O que pesa mais é a condição geral de saúde, o controle de doenças crônicas como hipertensão e diabetes e a avaliação pré-operatória feita pela equipe médica.

Exames de sangue, eletrocardiograma e avaliação clínica ajudam a reduzir riscos e a planejar a melhor estratégia anestésica. Em muitos idosos, a melhora visual após a retirada da catarata está associada a maior autonomia, redução de quedas e melhor orientação espacial. O encaminhamento para cirurgia, como no caso do presidente Lula, costuma ocorrer quando os benefícios esperados em termos de visão e segurança superam os riscos calculados do procedimento.

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Dessa forma, a cirurgia de catarata se consolidou, em 2025, como um dos procedimentos oftalmológicos mais realizados no mundo, com técnicas refinadas, recuperação geralmente rápida e forte impacto sobre a capacidade de enxergar com nitidez. A experiência de figuras públicas submetidas ao procedimento, com alta no mesmo dia, reforça a percepção de que se trata de uma intervenção planejada, baseada em protocolos consolidados e indicada para devolver qualidade à visão quando a catarata passa a limitar a rotina diária.

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