Saúde

Leptospirose: conheça sintomas, causas e tratamento

Leptospirose: conheça sintomas, causas e tratamento, formas de contágio, prevenção eficaz e quando procurar ajuda médica imediata

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A leptospirose é uma infecção causada por bactérias do gênero Leptospira que pode atingir pessoas de diferentes idades e perfis, principalmente em áreas com alagamentos ou contato frequente com água e lama contaminadas. Em centros urbanos, o problema costuma aparecer com mais força em períodos de chuva intensa, quando o esgoto e o lixo acumulado favorecem a presença de roedores. Apesar de ser uma doença conhecida há décadas, ainda gera dúvidas sobre como é transmitida, quais são os sinais de alerta e quais cuidados são recomendados.

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O quadro clínico da leptospirose varia bastante. Em algumas pessoas, os sintomas são leves e lembram uma gripe comum; em outras, a infecção avança e compromete órgãos importantes, como fígado, rins e pulmões. Por isso, a informação clara sobre sintomas, causas e tratamento da leptospirose é considerada uma ferramenta essencial para reduzir complicações e óbitos, sobretudo em regiões onde enchentes e saneamento precário fazem parte da rotina.

O que é leptospirose e como essa infecção acontece?

A leptospirose é uma doença infecciosa aguda, de origem bacteriana, transmitida principalmente pela urina de animais infectados, em especial ratos. A bactéria permanece viável por dias na água ou no solo úmido, principalmente quando há sombra e pouca circulação de ar. O contágio em humanos ocorre quando essa água contaminada entra em contato com a pele lesionada, com pequenos ferimentos, arranhões ou mesmo com mucosas, como olhos, boca e nariz.

Além dos roedores, outros animais, como cães, suínos e bovinos, também podem carregar a bactéria da leptospirose e eliminá-la pela urina. Em áreas rurais, trabalhadores de fazendas, currais e abatedouros podem ter risco aumentado se não utilizarem equipamentos de proteção. Já em zonas urbanas, o perigo costuma estar associado a enchentes, esgoto a céu aberto, lixo acumulado e fossas mal vedadas. Vale destacar que a transmissão direta entre pessoas é rara, o que reforça o papel do ambiente contaminado como principal via de infecção.

Prevenção salva vidas: evite água de enchente, use botas e luvas e mantenha o lixo bem fechado. Informação e saneamento são as maiores armas contra a leptospirose – depositphotos.com / imagepointfr

Leptospirose: quais são os principais sintomas?

Os sintomas da leptospirose geralmente aparecem entre 7 e 14 dias após a exposição, mas esse período de incubação pode ser um pouco menor ou maior. Na fase inicial, o quadro lembra bastante uma virose: febre alta de início súbito, dor de cabeça intensa, dor muscular – principalmente em panturrilhas e região lombar – além de mal-estar e calafrios. Muitas pessoas relatam também olhos avermelhados e grande cansaço, o que pode confundir o diagnóstico com outras doenças febris.

Em parte dos casos, a leptospirose evolui para formas mais graves. Nessa etapa, podem surgir icterícia (pele e olhos amarelados), queda na produção de urina, náuseas, vômitos, diarreia e sangramentos, como hemorragia pulmonar ou pequenas manchas avermelhadas na pele. A forma grave, conhecida como síndrome de Weil, está associada a insuficiência renal e hepática e necessita de internação hospitalar. Diante de febre após contato com enchente ou água suspeita, a recomendação é buscar atendimento médico o quanto antes.

Como é feito o diagnóstico e o tratamento da leptospirose?

O diagnóstico da leptospirose é clínico e laboratorial. O profissional de saúde avalia o histórico de exposição a enchentes, contato com esgoto, trabalho em ambientes de risco e analisa os sintomas apresentados. Em seguida, exames de sangue podem apontar alterações em fígado e rins, além de detectar anticorpos específicos contra a Leptospira. Em alguns serviços, testes mais avançados ajudam a confirmar o agente causador, principalmente em surtos ou casos graves.

O tratamento da leptospirose baseia-se no uso de antibióticos, que devem ser iniciados o mais cedo possível para reduzir o risco de complicações. Medicamentos como penicilina e doxiciclina são frequentemente utilizados, conforme a indicação médica e o estágio da doença. Em formas leves, o manejo pode ser feito em casa, com repouso, hidratação adequada e controle da febre e da dor. Já nos casos graves, pode ser necessária internação para suporte intensivo, com hidratação venosa, diálise em casos de insuficiência renal e suporte respiratório quando há comprometimento pulmonar.

Quais são as principais formas de prevenção da leptospirose?

A prevenção da leptospirose passa, em primeiro lugar, pelo controle de roedores e pela melhoria das condições de saneamento básico. Medidas simples ajudam a reduzir o risco de contato com a bactéria, especialmente em períodos chuvosos. Entre as ações consideradas mais importantes estão o descarte correto do lixo, a vedação de caixas d’água e ralos, e a manutenção de quintais, terrenos e áreas comuns livres de entulhos e restos de alimentos, que servem de abrigo para ratos.

  • Evitar contato direto com água de enchente ou lama de esgoto sempre que possível.
  • Usar botas de borracha, luvas e roupas de proteção em situações de alagamento inevitável.
  • Não nadar, brincar ou permanecer em locais alagados após chuvas intensas.
  • Higienizar bem as mãos e partes do corpo que tiveram contato com água suspeita.
  • Procurar atendimento médico diante de febre após contato com enchente ou lama.

Em algumas situações específicas, como em profissionais expostos com frequência a ambientes de risco, pode ser indicada quimioprofilaxia com antibióticos, sempre sob orientação médica. Em cães, a vacinação contra leptospirose faz parte do calendário veterinário e ajuda a reduzir a circulação da bactéria no ambiente doméstico. A combinação de saneamento adequado, controle de vetores e informação qualificada tende a diminuir o impacto da leptospirose em áreas urbanas e rurais.

Febre alta, dor nas panturrilhas, cansaço extremo e olhos vermelhos após contato com água suja? Pode não ser só gripe – depositphotos.com / AllaSerebrina

Quando buscar ajuda e quais cuidados manter após a doença?

A recomendação é procurar um serviço de saúde sempre que houver febre alta, dor muscular intensa e histórico recente de exposição a enchentes, esgoto, lama ou água de origem duvidosa. Relatar ao profissional o contexto da exposição facilita o raciocínio clínico e agiliza a investigação laboratorial. O início precoce do tratamento tem relação direta com a redução de complicações.

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Após a fase aguda da doença, algumas pessoas podem permanecer por semanas com cansaço, dores pelo corpo e alterações em exames de sangue. O acompanhamento médico é importante para avaliar a recuperação de rins e fígado, além de orientar o retorno às atividades habituais. Em comunidades onde a leptospirose é recorrente, a experiência de cada episódio costuma reforçar a importância de medidas preventivas contínuas, voltadas tanto ao cuidado individual quanto à melhoria das condições ambientais.

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