Kohl: do Egito Antigo aos delineadores modernos
Kohl: do Egito Antigo aos delineadores modernos. Descubra história, riscos do chumbo, alternativas seguras e beleza com proteção ocular
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O kohl aparece há milênios na história da beleza. Povos antigos registram esse cosmético em pinturas, esculturas e relatos escritos. A região do Egito Antigo se tornou o símbolo mais conhecido desse traço escuro em torno dos olhos.
Homens, mulheres e até crianças usavam o kohl no dia a dia e em rituais. Assim, o produto ganhava funções que iam além da estética. Em muitos contextos, o traço marcante nos olhos indicava status social, proteção espiritual e até cuidados com a saúde ocular.
Do que o kohl antigo era feito e como se aplicava?
Os egípcios produziam o kohl principalmente com minerais moídos. Entre eles, a galena se destacava, pois fornecia um tom preto intenso. Esse mineral contém sulfeto de chumbo, e os artesãos manipulavam o pó de forma manual. Além disso, usavam óxidos de manganês, carvão vegetal, cinzas e outras rochas trituradas para variar as cores.
Os fabricantes misturavam esse pó com gorduras animais, óleos vegetais ou resinas. Dessa forma, criavam uma pasta que fixava melhor na pele. Em seguida, armazenavam o kohl em pequenos potes ou tubos ornamentados. Muitas vezes, esses recipientes vinham acompanhados de uma haste fina de madeira, osso ou metal.
As pessoas aplicavam o kohl deslizando a haste ao longo da linha d’água e da pálpebra. O movimento marcava o contorno dos olhos e alongava o olhar. Além do efeito visual, alguns grupos acreditavam que o cosmético afastava mau-olhado, espíritos e doenças. Em climas quentes e com muita luz solar, o traço escuro também ajudava a reduzir o reflexo da claridade.
Quais riscos o kohl tradicional oferece hoje?
Apesar da forte presença cultural, o kohl tradicional levanta preocupações em 2025. Muitos produtos artesanais ainda utilizam compostos com chumbo e outros metais pesados. A pele absorve essas substâncias, e o contato direto com a mucosa dos olhos intensifica essa exposição.
Com o uso frequente, o organismo pode acumular chumbo. Esse acúmulo causa riscos, principalmente em crianças e gestantes. Profissionais de saúde relacionam o contato prolongado com sintomas de intoxicação, como anemia, alterações neurológicas e problemas de desenvolvimento. Além disso, o kohl com metais pesados pode irritar a superfície ocular.
Olhos sensíveis respondem com vermelhidão, ardência e lacrimejamento. Em alguns casos, o produto contamina a região com micro-organismos. Dessa forma, aumenta a chance de conjuntivites e outras infecções. Como muitos kohls tradicionais não passam por controle sanitário, o consumidor não encontra informações confiáveis no rótulo. Assim, o risco de uso inseguro permanece alto.
Quais alternativas modernas substituem o kohl com segurança?
A indústria cosmética adaptou o efeito do kohl às exigências atuais de segurança. Marcas de maquiagem investem em fórmulas testadas e com menor potencial de irritação. Dessa forma, o traço escuro e marcante continua presente, mas com menos risco para os olhos.
- Delineadores líquidos: criam linhas precisas e intensas. As fórmulas à base de água ou polímeros filmógenos secam rápido e resistem ao suor. Muitas versões passam por testes oftalmológicos.
- Lápis retráteis ou tradicionais: permitem traços suaves ou esfumados. Produtos hipoalergênicos evitam fragrâncias e conservantes agressivos. Assim, pessoas com olhos sensíveis encontram opções mais seguras.
- Kohl sem chumbo: algumas marcas usam o nome “kohl” apenas para indicar o estilo do traço. Nesses casos, substituem metais pesados por pigmentos orgânicos ou minerais aprovados.
Ao escolher um cosmético para a área dos olhos, a pessoa pode seguir alguns cuidados simples. Assim, reduz o risco de reações indesejadas e mantém a aparência desejada.
- Ler o rótulo com atenção e verificar a presença de chumbo ou metais pesados.
- Preferir produtos com indicação “oftalmologicamente testado” ou “hipoalergênico”.
- Evitar compartilhamento de delineadores e lápis para reduzir contaminações.
- Retirar toda a maquiagem dos olhos antes de dormir, com produtos adequados.
Tradição, beleza e segurança podem caminhar juntas?
O kohl simboliza uma herança cultural que atravessa fronteiras e épocas. A imagem dos olhos marcados no Egito Antigo ainda inspira produções de moda, cinema e maquiagem artística. No entanto, o contexto atual exige mais atenção aos ingredientes e à fiscalização sanitária.
Quando pessoas buscam versões modernas do kohl, conseguem preservar o estilo dramático do traço. Ao mesmo tempo, reduzem o contato com substâncias tóxicas. Assim, a maquiagem deixa de representar apenas um costume antigo e passa a incorporar conhecimento científico e normas de segurança.
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Em síntese, a história do kohl mostra como um simples traço nos olhos pode reunir espiritualidade, identidade e cuidado estético. Hoje, o equilíbrio entre tradição, beleza e proteção ocular depende da escolha informada. Com produtos adequados e uso responsável, o olhar continua marcado, mas a saúde permanece em primeiro plano.