Saúde

Covid-19 e as superbactérias: aviso para pandemia

Covid-19 provoca superbactérias; descubra como elas podem causar a próxima pandemia e veja formas de reduzir esses riscos crescentes

Publicidade
Carregando...

A discussão sobre os efeitos indiretos da Covid-19 ganhou novo fôlego com uma reportagem do jornal El País. O texto destacou um alerta recorrente entre especialistas em saúde pública. A pandemia estaria favorecendo o surgimento e a disseminação de superbactérias resistentes a antibióticos. Esse fenômeno aparece hoje como um dos temas centrais no debate sobre a próxima grande crise sanitária global.

Fique por dentro das notícias que importam para você!

SIGA O ESTADO DE MINAS NO Google Discover Icon Google Discover SIGA O EM NO Google Discover Icon Google Discover

Segundo o noticiário, hospitais e sistemas de saúde passaram por forte pressão desde 2020. Esse cenário criou condições favoráveis para o uso intensivo de antibióticos. Em muitos casos, equipes médicas prescreveram esses medicamentos para tratar infecções secundárias em pacientes com Covid-19. Com isso, microrganismos oportunistas ganharam espaço e desenvolveram resistência a vários fármacos de uso comum.

Covid-19 – depositphotos.com / HayDmitriy

Covid-19 e superbactérias: qual é a ligação apontada pelo El País?

O El País destacou que a palavra-chave dessa discussão é “resistência antimicrobiana”. A Covid-19 não cria bactérias do nada. Porém, a doença agrava fatores que já preocupavam autoridades sanitárias. Durante a fase mais crítica da pandemia, muitos hospitais superlotaram. Assim, médicos recorreram com frequência a antibióticos de amplo espectro para prevenir ou tratar pneumonia bacteriana em pacientes graves.

Essa prática ampliou a pressão seletiva sobre as bactérias. Em outras palavras, microrganismos mais frágeis morreram. Já os mais resistentes sobreviveram e se multiplicaram. Além disso, vários pacientes permaneceram intubados por longos períodos em unidades de terapia intensiva. Esses ambientes favorecem infecções hospitalares e contatos sucessivos com diferentes antibióticos. O resultado, segundo o noticiário, aparece em cepas mais agressivas e difíceis de combater.

Como essas superbactérias podem abrir caminho para a próxima pandemia?

O jornal ressaltou que a resistência a antibióticos já preocupa a Organização Mundial da Saúde há anos. Entretanto, a Covid-19 acelerou esse processo. Especialistas citados pelo El País alertaram para um cenário possível nas próximas décadas. Bactérias comuns podem voltar a causar doenças graves por não responderem mais aos tratamentos disponíveis. Dessa forma, infecções antes controláveis podem gerar surtos amplos em vários países.

Para ilustrar o risco, a reportagem mencionou alguns pontos centrais:

  • O aumento do uso de antibióticos em pacientes com Covid-19 internados.
  • A concentração de pessoas vulneráveis em UTIs e enfermarias.
  • A circulação de bactérias multirresistentes em hospitais sobrecarregados.
  • A dificuldade de controlar a higiene em ambientes sob pressão constante.

Esses fatores, combinados, criam um terreno fértil para o surgimento de superbactérias. Caso essas cepas se espalhem além dos hospitais, podem atingir a comunidade em geral. Nessa situação, infecções simples podem evoluir de forma rápida. E tratamentos tradicionais podem deixar de funcionar. Esse é o ponto em que o noticiário relaciona as superbactérias à ideia de uma possível futura pandemia bacteriana.

Quais medidas especialistas associam à prevenção desse cenário?

O El País também deu espaço para propostas de enfrentamento. Pesquisadores defenderam uma mudança de comportamento no uso de antibióticos. Hospitais precisam reforçar protocolos de prescrição. Profissionais de saúde devem usar esses medicamentos apenas quando houver indicação clara. Além disso, equipes precisam reavaliar rotinas de limpeza e de controle de infecções dentro das unidades.

Outra frente citada envolve investimentos em pesquisa e desenvolvimento. Laboratórios buscam novos antibióticos e terapias alternativas. Paralelamente, autoridades sanitárias discutem políticas de vigilância mais rígidas. Com sistemas de monitoramento, é possível identificar bactérias resistentes de forma precoce. Dessa forma, serviços de saúde podem isolar casos, rastrear contatos e ajustar protocolos rapidamente.

Covid 19 – depositphotos.com / IgorVetushko

Por que a resistência antimicrobiana preocupa tanto após a pandemia?

O noticiário reforçou que a experiência com a Covid-19 deixou várias lições. Uma delas envolve a importância da preparação antecipada. A comunidade científica já alertava para o avanço da resistência antimicrobiana antes de 2020. Mesmo assim, muitos países trataram o tema como problema distante. A pandemia mostrou que agentes invisíveis podem alterar rotinas sociais, econômicas e políticas em pouco tempo.

Agora, autoridades de saúde analisam o risco das superbactérias com mais atenção. A resistência não afeta apenas pacientes graves em hospitais. Esse fenômeno interfere em cirurgias, tratamentos oncológicos e procedimentos simples. Sem antibióticos eficazes, qualquer intervenção médica se torna mais arriscada. Por isso, o debate sobre a “próxima pandemia” não se limita a vírus desconhecidos. Ele inclui também bactérias bem conhecidas, porém muito mais resistentes.

O que muda para sistemas de saúde após o alerta do El País?

Em síntese, o noticiário descreveu um cenário de transição. O mundo saiu da fase aguda da Covid-19. No entanto, carrega agora as consequências indiretas da crise. Entre elas, destaca-se essa expansão silenciosa de superbactérias. Sistemas de saúde, assim, enfrentam um duplo desafio. Precisam reduzir filas e cuidar das demandas represadas. Ao mesmo tempo, devem evitar o uso indiscriminado de antibióticos e reforçar medidas de prevenção.

Siga nosso canal no WhatsApp e receba notícias relevantes para o seu dia

Essa combinação de fatores coloca a resistência a antibióticos no centro das discussões de saúde global em 2025. O alerta divulgado pelo El País não encerra o tema. Pelo contrário, amplia o debate e incentiva novas pesquisas. A partir daí, governos, profissionais da saúde e instituições científicas tendem a revisar práticas, prioridades e estratégias para reduzir o risco de uma próxima grande crise relacionada às superbactérias.

Tópicos relacionados:

covid saude

Acesse o Clube do Assinante

Clique aqui para finalizar a ativação.

Acesse sua conta

Se você já possui cadastro no Estado de Minas, informe e-mail/matrícula e senha. Se ainda não tem,

Informe seus dados para criar uma conta:

Digite seu e-mail da conta para enviarmos os passos para a recuperação de senha:

Faça a sua assinatura

Estado de Minas

Estado de Minas

de R$ 9,90 por apenas

R$ 1,90

nos 2 primeiros meses

Aproveite o melhor do Estado de Minas: conteúdos exclusivos, colunistas renomados e muitos benefícios para você

Assine agora
overflay