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16 indicações ao Oscar e um recorde: o impacto de ‘Pecadores’ no cinema

"Pecadores" chegou à temporada do Oscar de 2026 como um marco histórico para o cinema contemporâneo. O longa de Ryan Coogler bateu recorde de indicações na história do Oscar. Saiba mais sobre o filme.

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“Pecadores” chegou à temporada do Oscar de 2026 como um marco histórico para o cinema contemporâneo. O longa de Ryan Coogler tornou-se o filme com mais indicações da história da premiação. Ao todo, ele recebeu 16 indicações e ultrapassou produções já vistas como referência em número de nomeações. Assim, a façanha colocou o terror da Warner Bros. no centro do debate sobre representatividade, gênero cinematográfico e critérios da Academia de Artes e Ciências Cinematográficas.

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Até então, o recorde de indicações pertencia a três títulos consagrados: A Malvada (1950), Titanic e o musical La La Land, cada um com 14 nomeações. Em 2026, além de “Pecadores”, a lista de destaques inclui “Uma Batalha Após a Outra”, com 13 indicações, e produções como “Frankenstein”, “Marty Supreme” e “Valor Sentimental”, todas empatadas com nove menções. Nesse cenário, o filme de Coogler se destaca não apenas pela quantidade de categorias, mas pelo tipo de reconhecimento obtido em áreas técnicas e artísticas.

A narrativa acompanha dois irmãos gêmeos, interpretados por Michael B. Jordan, que tentam abrir um bar de blues no interior dos Estados Unidos na década de 1930 – Divulgação

O que torna “Pecadores” o filme mais indicado da história do Oscar?

A palavra-chave central desse fenômeno é “Pecadores”, que aparece em grande parte das discussões sobre premiações em 2026. O longa foi lembrado em praticamente todos os segmentos estratégicos: melhor filme, melhor direção, melhor ator para Michael B. Jordan, melhor ator coadjuvante para Delroy Lindo e melhor atriz coadjuvante para Wunmi Mosaku. Ademais, a produção também se firmou nas categorias de roteiro original, direção de elenco, design de produção e canção original.

Na área técnica, “Pecadores” consolidou sua força ao receber indicações para melhor trilha sonora original, figurino, cabelo e maquiagem, montagem, efeitos visuais, fotografia e som. Portanto, esse conjunto de indicações mostra como o longa foi encarado como uma obra completa, com destaque tanto para a construção dramática quanto para a realização visual e sonora. Além disso, a performance de Michael B. Jordan, associada à direção de Ryan Coogler, reforçou a presença do filme nas conversas sobre o principal prêmio da noite.

Como “Pecadores” se encaixa na história dos filmes de terror no Oscar?

O protagonismo de “Pecadores” reacende um debate antigo: a relação entre filmes de terror e o Oscar. Historicamente, o gênero sempre ocupou uma posição periférica na premiação, apesar do impacto cultural de várias produções. No entanto, em anos recentes a Academia passou a lidar com esse tipo de narrativa de forma diferente, abrindo espaço para obras que misturam horror com crítica social, suspense psicológico e elementos dramáticos mais complexos.

Em 2025, a presença de “A Substância” na categoria principal já indicava uma mudança gradual na forma como avalia-se o terror. Antes disso, alguns títulos romperam a barreira do preconceito de gênero, como “O Exorcista”, indicado a melhor filme em 1974, e “Corra!”, vencedor de melhor roteiro original em 2018 e também concorrente ao prêmio principal. Portanto, nessa linha, “Pecadores” aparece como continuação de uma trajetória em que o terror deixa de ser visto apenas como entretenimento de nicho e passa a disputar espaço com dramas históricos, biografias e musicais.

“Pecadores” e o impacto histórico na categoria de melhor fotografia

Entre as 16 indicações, uma delas carrega um peso simbólico especial, a nomeação de Autumn Durald Arkapaw a melhor fotografia. Afinal, a diretora de fotografia se tornou a primeira mulher negra a concorrer na categoria em toda a história do Oscar. Esse feito ganha ainda mais relevância diante do número reduzido de mulheres indicadas na área: até 2025, apenas Rachel Morrison (Mudbound), Ari Wegner (Ataque dos Cães) e Mandy Walker (Elvis) haviam sido lembradas.

Nessa disputa, Autumn divide espaço com o brasileiro Adolpho Veloso, indicado pela fotografia de “Sonhos de Trem”, produção da Netflix. Assim, a presença de profissionais de diferentes países e formações reforça a ampliação da diversidade dentro de um segmento historicamente dominado por homens brancos. A indicação de Arkapaw, associada ao desempenho de “Pecadores” em categorias técnicas, aponta para uma mudança gradual nos parâmetros de reconhecimento da Academia.

Qual é a história contada por “Pecadores”?

O enredo de “Pecadores” combina elementos de drama histórico, terror e crítica social. A narrativa acompanha dois irmãos gêmeos, interpretados por Michael B. Jordan, que tentam abrir um bar de blues no interior dos Estados Unidos na década de 1930. O contexto é marcado por perseguição racial, ameaças da comunidade local e tensões políticas, em um período de forte segregação.

À medida que o estabelecimento se aproxima da inauguração, um grupo de vampiros decide interromper os planos dos protagonistas, transformando a história em um embate entre sobrevivência e resistência. Assim, o uso de criaturas sobrenaturais funciona como metáfora para violências estruturais, ampliando o alcance temático do filme. Portanto, essa combinação de horror com recorte histórico ajuda a explicar por que “Pecadores” apareceu como um título relevante para a temporada de prêmios.

Outros destaques da corrida ao Oscar de 2026

Embora “Pecadores” concentre a maior parte das atenções, outros filmes também ocupam posições importantes na lista de indicados. “Uma Batalha Após a Outra” aparece logo atrás, com 13 nomeações, demonstrando forte presença em categorias artísticas e técnicas. Ademais, “Frankenstein”, “Marty Supreme” e “Valor Sentimental” registraram nove indicações cada, consolidando um cenário competitivo em diferentes frentes.

O cinema brasileiro também marca presença em 2026 com “O Agente Secreto”. O longa recebeu indicação a melhor filme, melhor filme internacional, melhor ator para Wagner Moura e melhor direção de elenco. Essas indicações fortalecem a participação do Brasil na premiação, que nos últimos anos passou a ter mais títulos discutidos em circuitos internacionais.

O protagonismo de “Pecadores” reacende um debate antigo: a relação entre filmes de terror e o Oscar – Divulgação/Warner Bros. Pictures

Quais fatores ajudam a explicar o recorde de “Pecadores”?

Alguns elementos podem ser destacados para entender o desempenho de “Pecadores” na temporada de prêmios:

  • Combinação de gêneros: o filme mistura terror, drama e comentário social, ampliando o interesse de diferentes públicos.
  • Força do elenco: nomes como Michael B. Jordan, Delroy Lindo e Wunmi Mosaku contribuem para a visibilidade da produção.
  • Equipe técnica reconhecida: fotografia, trilha sonora, figurino e efeitos visuais foram apontados como pontos centrais da obra.
  • Relevância temática: a abordagem da perseguição racial e do contexto dos anos 1930 dialoga com debates atuais sobre desigualdade e violência.

Além disso, o histórico do diretor Ryan Coogler em projetos de grande repercussão internacional tende a influenciar a atenção dada ao longa durante a campanha de premiações.

O lugar de “Pecadores” na memória do Oscar

O recorde de 16 indicações coloca “Pecadores” em uma posição singular na linha do tempo do Oscar. A produção entra para o grupo de obras frequentemente citadas quando se fala em desempenho histórico na premiação, ao lado de títulos que marcaram diferentes eras do cinema. O desfecho da cerimônia de 2026 ainda determinará quantas estatuetas serão efetivamente conquistadas, mas o impacto do filme já é considerado significativo pelo número de categorias em que aparece.

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Independente do total de prêmios recebidos, “Pecadores” reforça a tendência de abertura do Oscar a formatos e gêneros antes tratados com reservas, além de contribuir para a visibilidade de profissionais negros e de outras nacionalidades em áreas-chave da produção. Esse movimento, somado à presença de filmes como “O Agente Secreto” e “Sonhos de Trem”, sugere um período de maior diversidade na principal premiação do cinema mundial.

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