Saúde

Finasterida e Minoxidil: avaliando riscos, efeitos colaterais e precauções médicas

Os tratamentos medicamentosos para calvície masculina ganharam espaço nos últimos anos, principalmente com o uso de finasterida e minoxidil. Veja riscos, efeitos colaterais e precauções médicas.

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Os tratamentos medicamentosos para calvície masculina ganharam espaço nos últimos anos, principalmente com o uso de finasterida e minoxidil. Esses remédios costumam ser procurados por homens que desejam desacelerar a queda de cabelo ou estimular o crescimento dos fios. Porém, junto com os possíveis benefícios, existem contraindicações e cuidados importantes que é necessário avaliar antes do início da terapia.

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A calvície masculina, que tem o nome de alopecia androgenética, associa-se principalmente a fatores hormonais e genéticos. Apesar de serem amplamente prescritos, finasterida e minoxidil não têm indicação para todos os pacientes. O uso inadequado pode trazer riscos, especialmente em pessoas com certas doenças pré-existentes ou que utilizam outros medicamentos de uso contínuo.

A calvície masculina, que tem o nome de alopecia androgenética, associa-se principalmente a fatores hormonais e genéticos – depositphotos.com / arribalko

O que é finasterida e para quem ela não é indicada?

A finasterida é um medicamento oral que age bloqueando a conversão de testosterona em di-hidrotestosterona (DHT), hormônio diretamente associado à calvície masculina. Ao reduzir a DHT, o fármaco tende a diminuir a queda de cabelo em muitos casos. No entanto, essa modificação hormonal torna o remédio inadequado para determinados grupos e situações clínicas específicas.

Em geral, a finasterida é contraindicada para mulheres grávidas ou que possam engravidar, pois a exposição ao medicamento pode causar alterações no desenvolvimento de órgãos genitais de fetos do sexo masculino. Crianças e adolescentes também não costumam ser candidatos ao tratamento para calvície masculina com esse fármaco. Além disso, homens com histórico de alergia a finasterida ou a outros inibidores da 5-alfa-redutase devem evitar o uso.

Finasterida e calvície masculina: quais condições exigem atenção?

Ao tratar a calvície masculina com finasterida, algumas condições de saúde merecem análise cuidadosa. Doenças hepáticas, por exemplo, podem alterar o metabolismo do medicamento, aumentando o risco de efeitos indesejados. Por isso, pacientes com problemas no fígado, como hepatite crônica ou cirrose, precisam informar essa condição ao médico antes de iniciar o tratamento.

Outro ponto de atenção envolve exames de próstata. A finasterida reduz os níveis de PSA (antígeno prostático específico), exame utilizado como um dos marcadores para investigação de câncer de próstata. Em homens que já fazem esse acompanhamento, o uso do remédio pode mascarar resultados, exigindo interpretação diferenciada pelo urologista. Pacientes com histórico de câncer de próstata ou com sintomas urinários importantes também devem discutir o uso da medicação com mais cautela.

Quais são as principais contraindicações do minoxidil?

O minoxidil é utilizado principalmente na forma tópica, aplicado diretamente no couro cabeludo para estimular o crescimento capilar. Em algumas situações específicas, existe também a versão oral, sempre sob prescrição rigorosa. Ainda que seja considerado seguro para muitos pacientes, existem cenários em que o uso pode não ser adequado.

O fármaco foi originalmente desenvolvido como anti-hipertensivo, o que explica parte de suas contraindicações. Pessoas com hipotensão (pressão baixa), doenças cardiovasculares descompensadas ou histórico de arritmias podem ter aumento de risco de efeitos sistêmicos, especialmente quando se utiliza minoxidil oral ou em concentrações elevadas. Pacientes com alergia conhecida ao princípio ativo ou aos componentes da solução também devem evitar o produto.

Minoxidil para calvície masculina pode interagir com outros medicamentos?

Na calvície masculina, o minoxidil tópico tende a ter baixa absorção sistêmica, mas ainda assim algumas interações podem ocorrer. Em pacientes que utilizam remédios para controle da pressão arterial, como diuréticos ou betabloqueadores, o minoxidil oral pode potencializar o efeito hipotensor, favorecendo tonturas e quedas na pressão.

Outra questão envolve o uso concomitante de outros produtos no couro cabeludo, como ácidos, loções alcoólicas ou shampoos medicamentosos. A combinação sem orientação pode aumentar irritação, ressecamento ou descamação local. Em indivíduos com dermatites, psoríase ou infecções fúngicas na região, é recomendável avaliação dermatológica antes da inclusão do minoxidil na rotina.

Quais interações medicamentosas merecem atenção na calvície masculina?

Os tratamentos farmacológicos para alopecia androgenética podem se somar a outros remédios de uso contínuo, e essa combinação precisa ser analisada. No caso da finasterida, mesmo que a lista de interações relevantes seja menor em comparação com outros fármacos, é fundamental considerar que qualquer medicamento que altere o metabolismo hepático pode interferir em suas concentrações.

  • Pacientes que utilizam hormônios, como testosterona ou anabolizantes, podem ter resposta diferente ao tratamento para calvície masculina.
  • Remédios que afetam função hepática podem modificar a eliminação da finasterida.
  • Uso simultâneo de vários produtos tópicos no couro cabeludo pode intensificar irritações quando associado ao minoxidil.

Em situações de polifarmácia, como em pacientes idosos ou com múltiplas doenças crônicas, é recomendável que o profissional de saúde revise toda a lista de medicamentos, incluindo suplementos e fitoterápicos, antes de prescrever terapias para queda de cabelo.

Antes de iniciar qualquer remédio para calvície masculina, alguns passos costumam ser úteis para reduzir riscos e evitar contraindicações despercebidas – depositphotos.com / zeroteam13@gmail.com

Quais cuidados o paciente deve considerar antes de usar remédios para calvície masculina?

Antes de iniciar qualquer remédio para calvície masculina, alguns passos costumam ser úteis para reduzir riscos e evitar contraindicações despercebidas. O objetivo é adequar o tratamento ao perfil clínico de cada pessoa e não apenas ao grau de queda de cabelo.

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  1. Avaliação médica completa: histórico de doenças cardiovasculares, hepáticas, renais, endócrinas e urológicas deve ser revisado.
  2. Revisão de medicamentos em uso: incluir remédios de uso contínuo, de uso eventual, suplementos e produtos tópicos.
  3. Investigação de causas secundárias de queda de cabelo: distúrbios de tireoide, deficiência de ferro, estresse intenso e uso de medicamentos que causam queda capilar.
  4. Análise de exames laboratoriais e, quando necessário, de próstata: importante principalmente em homens a partir de determinada faixa etária.
  5. Orientação sobre efeitos adversos possíveis: para que o paciente reconheça sinais de alerta e saiba quando procurar atendimento.

O tratamento medicamentoso da calvície masculina, com finasterida, minoxidil ou outras opções, exige equilíbrio entre expectativa de resultado estético e segurança clínica. A avaliação personalizada, o acompanhamento periódico e a atenção às contraindicações e interações ajudam a tornar a terapia mais adequada à realidade de cada paciente, reduzindo riscos desnecessários.

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