Finanças

Mulheres que ganham mais do que seus maridos: como a renda feminina evoluiu nos últimos 50 anos

Descubra qual o percentual de mulheres que ganham tanto ou mais que seus maridos em casamentos heterossexuais nos últimos 50 anos

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Ao longo dos últimos 50 anos, a presença feminina no mercado de trabalho mudou de forma significativa e isso se refletiu diretamente na distribuição de renda dentro dos casamentos heterossexuais. O percentual de mulheres que ganham tanto quanto ou mais do que seus maridos aumentou de forma constante, acompanhando o avanço da escolaridade, da formalização do emprego e das transformações nas estruturas familiares.

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Dados de pesquisas internacionais e nacionais indicam que, nas décadas de 1970 e 1980, a proporção de casais em que a mulher era a principal provedora ou tinha salário equivalente ao do marido era relativamente baixa, concentrando-se em faixas próximas de um dígito em muitos países. Com o passar dos anos, esse cenário mudou de modo gradual, especialmente entre casais com maior escolaridade e que vivem em grandes centros urbanos, onde a participação feminina em profissões de maior remuneração se tornou mais comum.

Percentual de mulheres que ganham mais do que os maridos

Estudos de demografia econômica apontam que, em países como Estados Unidos, Canadá e parte da Europa, o percentual de mulheres que ganham mais do que os maridos passou de menos de 10% na década de 1970 para algo próximo de 25% a 30% nos anos 2010 e 2020. Em alguns recortes específicos, como casais jovens com ensino superior completo, esse percentual pode ser ainda maior. No Brasil, análises baseadas em microdados de pesquisas domiciliares indicam que a participação de lares em que a mulher é a principal responsável pela renda também cresceu, movendo-se de patamares baixos nas décadas de 1970 e 1980 para faixas próximas ou acima de 20% em áreas urbanas a partir dos anos 2000.

É importante observar que esse crescimento não é homogêneo. Ele varia conforme fatores como região, nível de escolaridade, raça e setor de atuação profissional. Mulheres com ensino superior e inseridas em serviços qualificados tendem a aparecer com mais frequência entre aquelas que igualam ou superam o rendimento do cônjuge. Já em áreas rurais ou em segmentos com alta informalidade, a renda feminina ainda costuma ser menor ou subnotificada, o que interfere nos percentuais registrados.

Em países da OCDE e também no Brasil, estudos indicam que a proporção de casais em que a renda feminina iguala ou supera a masculina saiu de patamares inferiores a 15% nos anos 1970 para faixas entre 35% e 45% após 2010 – depositphotos.com / XiXinXing

Qual o percentual de mulheres que ganham tanto ou mais do que seus maridos?

Quando se considera o grupo de mulheres que ganham tanto quanto ou mais do que os maridos, o percentual se torna mais amplo. Em vários países da OCDE, estimativas recentes apontam que entre 35% e 45% dos casamentos heterossexuais apresentam hoje uma renda feminina igual ou superior à masculina. Isso inclui tanto as mulheres que são ligeiramente melhor remuneradas quanto aquelas que respondem pela maior parte da renda familiar.

Em linhas gerais, a evolução ao longo de 50 anos pode ser sintetizada em três grandes fases:

  • Anos 1970–1980: baixa proporção, geralmente inferior a 15% dos casais em que a mulher ganhava tanto ou mais do que o marido;
  • Anos 1990–2000: crescimento gradual, com percentuais se aproximando ou ultrapassando 20%–30%, dependendo do país;
  • Após 2010 até 2025: consolidação de faixas em torno de 35%–45% de casais com rendimentos femininos iguais ou superiores, nos contextos com maior inserção feminina no mercado formal.

Esses números não significam que a desigualdade salarial deixou de existir. Em muitos mercados de trabalho, a média salarial masculina ainda é mais alta. No entanto, a distribuição dentro dos casamentos se tornou mais variada, com um número crescente de famílias em que a renda da esposa tem peso decisivo no orçamento doméstico.

O aumento não é homogêneo: mulheres com ensino superior e inseridas em setores qualificados aparecem com mais frequência como principais provedoras – depositphotos.com / XiXinXing

Quais fatores explicam esse crescimento ao longo de 50 anos?

Diversos elementos ajudam a entender por que o percentual de mulheres que ganham tanto ou mais do que seus maridos aumentou nas últimas décadas. Entre os principais fatores estão mudanças educacionais, reformas legais e transformações culturais relacionadas aos papéis de gênero e ao planejamento familiar.

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  1. Aumento da escolaridade feminina
    Nas últimas décadas, as mulheres passaram a ter acesso mais amplo ao ensino médio e superior. Em muitos países, elas se tornaram maioria nas universidades, o que ampliou a presença feminina em carreiras com salários mais altos.
  2. Maior participação no mercado formal
    A formalização do trabalho e o ingresso em setores antes dominados por homens, como áreas técnicas e gerenciais, contribuíram para que a renda feminina subisse em termos absolutos e relativos.
  3. Mudanças na estrutura familiar
    O adiamento do casamento, a redução do número de filhos e o aumento de lares chefiados por mulheres influenciaram a configuração econômica dos casais, favorecendo situações em que a renda da esposa iguala ou supera a do marido.
  4. Legislação e políticas públicas
    Normas sobre licença maternidade, direitos trabalhistas e combate à discriminação de gênero ajudaram a sustentar trajetórias profissionais mais longas e estáveis para muitas mulheres.

Ao se observar esse período de aproximadamente 50 anos, percebe-se um avanço consistente no percentual de mulheres que ganham tanto ou mais do que seus maridos em casamentos heterossexuais. Mesmo com diferenças entre países e grupos sociais, a tendência geral aponta para uma distribuição de renda mais equilibrada entre os cônjuges, resultado de mudanças profundas na educação, no trabalho e na organização das famílias.

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