O que seu filho adolescente realmente vê nas redes sociais?
Adolescente nas redes: estudo revela o que seu filho realmente vê online, impactos emocionais e riscos ocultos que pais precisam conhecer
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Um novo levantamento citado pela rede CNN em 2025 chama a atenção para o que adolescentes do sexo masculino consomem nas redes sociais e como esse conteúdo influencia percepções, comportamentos e saúde mental. O estudo, realizado com jovens em idade escolar, investigou com mais detalhes que tipo de vídeos, imagens e mensagens aparecem com frequência nos feeds desses garotos e de que maneira isso molda a forma como enxergam temas como masculinidade, relacionamentos, corpo, sucesso e poder. A pesquisa também buscou entender de quais plataformas vêm os maiores impactos e quais grupos de influência mais aparecem para esse público.
De forma geral, o estudo indica que o ambiente digital dos meninos adolescentes é marcado por uma mistura de entretenimento, conteúdo motivacional, discursos sobre masculinidade e uma presença constante de influenciadores. Parte desse material circula em tom de humor ou de “conselhos de vida”, porém carrega mensagens sobre dominância, competição, aparência física e status financeiro. Segundo o levantamento, esse conjunto de conteúdos, muitas vezes filtrado por algoritmos que reforçam interesses anteriores, acaba criando uma bolha em que certas ideias se repetem e se tornam referência principal para muitos desses jovens.
O que o estudo revela sobre redes sociais e adolescentes?
De acordo com a pesquisa destacada pela CNN, a palavra-chave central é conteúdo consumido por adolescentes nas redes sociais, em especial por meninos. O estudo mostra que plataformas baseadas em vídeos curtos têm papel dominante no cotidiano digital desse grupo, com muitos acessos diários e permanência prolongada. Os pesquisadores observaram que o fluxo é altamente personalizado: quanto mais o garoto interage com determinado tipo de material, mais esse tipo de postagem aparece, criando um ciclo contínuo de exposição.
Entre os temas mais recorrentes identificados pelo estudo estão:
- Masculinidade e comportamento “forte”, muitas vezes associado à ideia de não demonstrar fragilidade ou emoção;
- Corpo e aparência física, incluindo musculação, dietas extremas e padrões de beleza difíceis de alcançar;
- Sucesso financeiro rápido, com vídeos que prometem enriquecimento em pouco tempo;
- Relacionamentos e sexualidade, com conselhos simplificados ou estereotipados sobre como se portar com outras pessoas.
Os dados indicam ainda que influenciadores considerados “mentores” ou “modelos de vida” aparecem com grande frequência nesses feeds, em especial figuras associadas a discursos de autoaperfeiçoamento, desempenho físico e mental e “vida de alta performance”. Em vários casos, esses conteúdos misturam informações práticas com opiniões fortes e frases de impacto, o que aumenta o alcance e torna a mensagem mais memorável para o público jovem.
Quais são os possíveis impactos desse conteúdo no dia a dia dos meninos?
A análise do estudo aponta que a exposição prolongada a esse tipo de conteúdo nas redes sociais pode influenciar a forma como adolescentes interpretam o mundo e suas próprias experiências. Os pesquisadores identificaram relações entre o consumo frequente de postagens que exaltam força, controle e sucesso extremo e uma visão mais rígida sobre o que seria “ser homem”, o que pode limitar a abertura para falar sobre emoções, pedir ajuda ou reconhecer vulnerabilidades.
Em relação à saúde mental, o levantamento associa essa rotina digital a sentimentos como pressão por desempenho, comparação constante e busca por aprovação online. Em alguns casos, meninos relataram sentir que nunca estão “à altura” dos padrões exibidos em vídeos de corpo perfeito, rotina produtiva ininterrupta ou riqueza material. O estudo também sugere que uma parcela dos adolescentes passa a interpretar relações afetivas com base em modelos simplificados vistos nas redes, o que pode gerar expectativas pouco realistas sobre convivência, respeito e consentimento.
Os pesquisadores destacam ainda que a lógica de recomendação automática contribui para fortalecer conteúdos mais extremos ou polarizados. Quando o algoritmo identifica interesse em determinado assunto, tende a sugerir materiais relacionados, às vezes com tom mais radical. Isso pode levar alguns adolescentes a consumir mensagens que reforçam estereótipos de gênero, desconfiança em relação a determinados grupos sociais ou visões muito rígidas de certo e errado.
Como famílias e escolas podem lidar com o que os adolescentes veem nas redes?
Apesar de o estudo se concentrar na análise do que os meninos veem, os autores apontam caminhos para que adultos responsáveis possam atuar de forma mais informada. Em vez de focar apenas na limitação de tempo de tela, a recomendação é dar atenção à qualidade do conteúdo e à capacidade do adolescente de refletir sobre o que consome. A pesquisa sugere que conversas abertas, sem tom de julgamento, ajudam a entender quais influenciadores e páginas mais aparecem no feed e por que despertam interesse.
Algumas estratégias sugeridas por especialistas consultados incluem:
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- Mapear o ambiente digital: entender quais plataformas são mais usadas, que tipo de vídeos chegam com frequência e como o adolescente reage a eles;
- Estimular o pensamento crítico: questionar informações, checar fontes e discutir quando uma mensagem generaliza comportamentos ou reforça estereótipos;
- Diversificar referências: sugerir perfis e conteúdos que apresentem visões variadas, inclusive sobre masculinidade, saúde emocional e convivência;
- Observar sinais de alerta: mudanças bruscas de humor, isolamento, queda de desempenho escolar ou comentários frequentes de autodepreciação podem justificar atenção especializada;
- Incluir o tema no ambiente escolar: trabalhar educação digital, respeito e empatia em sala de aula, integrando o debate ao cotidiano dos estudantes.
Ao reunir esses dados, o estudo destacado pela CNN mostra que o que os meninos veem nas redes sociais em 2025 não se limita a entretenimento rápido. A pesquisa indica que esse conteúdo participa da formação de identidades, valores e expectativas de futuro. O ambiente digital, portanto, aparece como um campo relevante de observação para famílias, escolas e profissionais que acompanham adolescentes, oferecendo elementos para desenvolver uma educação midiática mais consistente e atenta ao impacto das redes na vida dessa geração.