Wise ou Nomad: o guia completo para viajantes inteligentes
Viajar com conta digital internacional: descubra vantagens, tarifas, câmbio e compare Nomad x Wise, com prós, contras e dicas práticas
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Viajar com uma conta digital internacional tem se tornado uma alternativa recorrente para quem busca reduzir custos e ganhar praticidade fora do país. Em vez de depender apenas de cartão de crédito tradicional e casas de câmbio, muitos viajantes utilizam contas globais para pagar despesas do dia a dia, fazer saques e transferências. Esse tipo de solução promete câmbio mais transparente, menos tarifas escondidas e maior controle sobre o dinheiro durante a viagem.
Esse cenário ganha relevância em 2025, especialmente para quem costuma ir com frequência aos Estados Unidos, Europa ou faz compras em sites estrangeiros. As contas digitais internacionais, como Nomad e Wise, permitem manter saldo em moeda estrangeira, enviar recursos a terceiros e até receber pagamentos. A escolha entre uma e outra passa por fatores como tarifas, usabilidade, segurança e objetivo do uso, seja turismo, intercâmbio ou trabalho remoto.
O que é uma conta digital internacional e por que ela importa na viagem?
A conta digital internacional funciona como uma conta bancária em moeda estrangeira, geralmente em dólar ou euro, acessada por aplicativo. O usuário faz a conversão do dinheiro a partir da moeda local e passa a operar com saldo em outra moeda. Na prática, isso permite planejar a viagem com antecedência, comprando moeda aos poucos e evitando surpresas com variações cambiais próximas à data do embarque.
Entre as principais vantagens de viajar com conta digital internacional estão a redução de IOF em comparação ao cartão de crédito internacional, a transparência na taxa de câmbio e a facilidade para fazer pagamentos no exterior por meio de cartão físico ou virtual. Além disso, muitas plataformas oferecem extrato em tempo real, notificação de gastos e suporte em português, o que tende a facilitar o controle financeiro de quem está em outro país.
Para quem passa longos períodos fora, como estudantes ou profissionais em trabalho remoto, a conta global pode também servir como meio de receber pagamentos, enviar dinheiro para familiares e dividir despesas com amigos. Em muitos casos, essas soluções integram transferências internacionais com custo menor que o de bancos tradicionais.
Quais as vantagens de se viajar com uma conta digital internacional?
Ao analisar as vantagens de uma conta digital internacional para viagens, alguns pontos se destacam de forma recorrente. Esses benefícios tendem a ser percebidos tanto em viagens curtas de turismo quanto em estadias mais longas, como intercâmbios e residências temporárias em outro país.
- Câmbio mais competitivo: muitas contas usam câmbio comercial, com margem mais baixa que a das casas de câmbio físicas e, em alguns casos, mais atrativa que a taxa usada pelos bancos tradicionais.
- IOF reduzido: operações de compra de moeda para conta internacional costumam ter IOF menor do que o IOF aplicado em compras com cartão de crédito internacional.
- Controle de gastos em tempo real: o aplicativo mostra saldo e movimentações imediatamente, o que ajuda a manter o orçamento sob controle durante a viagem.
- Cartão físico e virtual: é possível usar o cartão para compras presenciais e online, bem como cadastrar em carteiras digitais, o que facilita pagamentos sem contato.
- Saques em caixas eletrônicos: muitas contas permitem sacar na moeda local em redes parceiras, o que reduz a dependência de casas de câmbio.
Além disso, a possibilidade de fazer top up rápido a partir da conta em real ajuda quem precisa ajustar o orçamento durante a viagem. A transparência das taxas e o detalhamento das cobranças também auxiliam na comparação com outras opções, como cartão de crédito ou dinheiro em espécie.
Nomad x Wise: quais são as principais diferenças?
Entre as soluções disponíveis no mercado para quem deseja viajar com conta internacional, Nomad e Wise aparecem com frequência nas buscas. Ambas permitem movimentar recursos em moeda estrangeira, mas possuem propostas e estruturas diferentes, o que impacta o uso em viagem.
A Nomad é voltada, principalmente, para quem deseja ter uma conta em dólar com características de banco norte-americano. Já a Wise se apresenta como uma plataforma de conta multimoeda e remessas internacionais, oferecendo dados bancários em diferentes países, além de conversão entre várias moedas. Essa diferença de foco influencia o perfil de viajante que tende a se beneficiar mais de cada solução.
Quais são os prós e contras da Nomad para viagens?
No contexto de viagem, a Nomad destaca-se por oferecer uma conta em dólar com acesso a cartão de débito internacional, emitido por instituição parceira nos Estados Unidos. Para quem viaja com frequência para esse país ou concentra gastos em dólar, a estrutura da Nomad pode ser especialmente útil.
- Principais pontos positivos da Nomad:
- Conta em dólar com dados bancários nos EUA, facilitando pagamentos e recebimentos naquela jurisdição.
- Cartão de débito internacional aceito em estabelecimentos que operam com bandeiras globais.
- Foco em experiências ligadas aos Estados Unidos, como investimentos em ativos listados naquele mercado (sujeito às regras da plataforma).
- Aplicativo em português, pensado para o público brasileiro.
- Pontos de atenção e limitações:
- Foco principal em dólar; outras moedas podem exigir conversões adicionais a depender da rota disponível.
- Eventuais tarifas de saque ou uso em determinadas redes de caixas eletrônicos no exterior.
- Menor variedade de moedas em comparação a plataformas globais multimoeda.
Para quem mantém relação constante com os Estados Unidos, a Nomad pode funcionar como espécie de “conta americana de bolso”, útil para gastos locais, reservas de hotéis, compras em lojas físicas e online, bem como eventuais recebimentos em dólar.
Quais são os prós e contras da Wise na hora de viajar?
A Wise opera como uma conta multimoeda, com possibilidade de manter saldos em diversas moedas e converter entre elas com taxa de câmbio próxima da utilizada no mercado financeiro. Para viagens pela Europa, Ásia ou para quem transita por diferentes destinos no mesmo período, essa característica tende a ser relevante.
- Principais pontos positivos da Wise:
- Conta multimoeda, permitindo manter saldo em várias moedas, como dólar, euro e libra.
- Taxas de câmbio e tarifas exibidas de forma detalhada antes da confirmação da operação.
- Dados bancários locais em alguns países, facilitando recebimentos internacionais.
- Cartão internacional com uso em diversos países e possibilidade de pagamento direto na moeda local.
- Pontos de atenção e limitações:
- Cobrança de tarifas em algumas conversões e transferências, que variam conforme a moeda e o país.
- Processos de verificação de identidade que podem levar algum tempo em determinadas situações.
- Necessidade de atenção às taxas de saque em caixas eletrônicos de algumas redes.
A Wise costuma ser utilizada tanto por viajantes quanto por profissionais que recebem em moeda estrangeira ou fazem pagamentos recorrentes para o exterior. A flexibilidade das moedas disponíveis pode ser relevante para itinerários que envolvem mais de um continente.
Como escolher entre Nomad e Wise para a próxima viagem?
A decisão entre Nomad ou Wise depende sobretudo do destino principal, da frequência das viagens e do tipo de operação financeira que será realizada. Para viagens concentradas nos Estados Unidos, com foco em gastos em dólar e eventuais necessidades de uma conta local, a Nomad tende a oferecer uma estrutura mais alinhada. Já para roteiros variados, que envolvem múltiplas moedas, a Wise pode apresentar maior flexibilidade.
Uma forma prática de avaliar é listar quais operações serão mais utilizadas: pagamento em cartão, saques, recebimento de recursos, transferências internacionais ou conversão entre moedas. A partir daí, torna-se possível comparar as tabelas de tarifas de cada serviço, simulando situações comuns de viagem, como pagamento de hospedagem, restaurantes e transporte.
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Independentemente da escolha entre conta digital internacional, cartão de crédito tradicional ou dinheiro em espécie, a recomendação geral é conhecer com antecedência todas as taxas envolvidas. Dessa forma, o viajante tende a montar uma combinação de meios de pagamento que equilibre custo, segurança e praticidade durante o período fora do país.