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Pintinhos barulhentos: entenda por que eles pião tanto ao nascer

O comportamento sonoro de um pintinho recém-nascido costuma chamar atenção logo nas primeiras horas de vida.

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O comportamento sonoro de um pintinho recém-nascido costuma chamar atenção logo nas primeiras horas de vida. O piado constante não representa um detalhe aleatório. Ele funciona como uma forma de comunicação importante para a sobrevivência do filhote. Por meio desse som, o animal informa necessidades básicas, responde ao ambiente e estabelece contato com a mãe ou com o grupo. Isso acontece mesmo quando criadores mantêm os pintinhos em ambientes domésticos ou granjas.

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Quando observam pintinhos barulhentos, muitos criadores iniciantes associam o piado apenas à fome. No entanto, o quadro é mais amplo e complexo. O som também pode indicar frio, calor excessivo, sensação de isolamento ou dor. Em outras situações, o piado expressa simples tentativa de localização de outros animais. Portanto, entender por que o pintinho faz tanto barulho ao nascer ajuda a ajustar o manejo. Além disso, esse entendimento contribui para reduzir situações de estresse logo nos primeiros dias de vida.

Pintinhos – depositphotos.com / olli0815

Por que pintinho recém-nascido faz tanto barulho?

A palavra-chave central nesse tema é pintinho recém-nascido. O barulho que ele produz representa, na prática, sua principal ferramenta de expressão. Diferentemente de animais que já nascem mais independentes, o pintinho chega ao mundo com forte dependência de calor, alimento e proteção. Assim, ao piar, o filhote chama atenção para qualquer desequilíbrio nessas necessidades. Em ambientes naturais, esse piado orienta a galinha sobre onde o filhote está. Além disso, o som indica se existe algum problema imediato.

Em criadouros, o piado constante costuma indicar desconforto ambiental. Quando a temperatura do ambiente fica abaixo do ideal, o filhote intensifica o som. Em outras situações, excesso de claridade provoca inquietação e mais vocalizações. Falta de ração próxima ou bebedouros de difícil acesso também levam o pintinho a piar sem parar. Além disso, o recém-nascido ainda se adapta à respiração plena fora do ovo. Esse processo se reflete na frequência de vocalizações, principalmente nas primeiras 24 a 48 horas após a eclosão. Por isso, o cuidador deve observar com atenção esse período inicial.

Principais motivos do piado dos pintinhos ao nascer

Entre as causas mais comuns do barulho em pintinhos recém-nascidos aparecem fatores físicos e ambientais. Quando a temperatura do ambiente fica baixa, o filhote tende a se agrupar aos outros e a piar sem parar, em busca de calor. Já em calor excessivo, ele pode afastar-se da fonte de aquecimento e manter o bico aberto. Nessa situação, o pintinho emite sons igualmente intensos, demonstrando forte incômodo. A temperatura ideal gira em torno de 32?°C a 35?°C nos primeiros dias. Contudo, esse valor varia conforme a raça e o sistema de criação.

Outros motivos recorrentes incluem fome, sede e sensação de abandono. Um pintinho piando muito pode estar com o papo vazio ou com dificuldade para encontrar o bebedouro. Quando alguém separa o filhote do grupo, ele emite sons agudos e repetidos, tentando se orientar pelo som de outros pintinhos ou da mãe. Em casos de dor, como problemas nas patinhas, umbigo inflamado ou malformações, o som tende a ser mais insistente. Nesses casos, o piado ocorre mesmo em ambiente aparentemente adequado. Além disso, o filhote pode demonstrar apatia, falta de equilíbrio ou postura encolhida.

  • Frio ou calor: piado alto e constante, com busca ou fuga da fonte de calor.
  • Fome e sede: aproximação da área de ração ou água, acompanhada de inquietação.
  • Isolamento: piados agudos quando o pintinho está longe do grupo.
  • Dor ou desconforto físico: dificuldade para andar, postura anormal e som mais agudo.

Como identificar o tipo de piado do pintinho recém-nascido?

Embora o som pareça igual para ouvidos menos acostumados, o piado do pintinho barulhento varia conforme a situação. Em condições adequadas de temperatura e alimentação, o som tende a ser mais baixo, intermitente e “tranquilo”. Nesse caso, o filhote demonstra apenas atividade normal. Quando surge algum desconforto, o piado ganha intensidade e frequência. Além disso, o tom se torna mais agudo e urgente. Assim, o cuidador deve observar o conjunto de sinais para interpretar o que o filhote tenta sinalizar.

Alguns criadores utilizam o comportamento de grupo como referência prática. Se todos os pintinhos se aglomeram sob a fonte de calor, piando alto, o problema costuma ser frio. Em contrapartida, se eles se espalham nas bordas do espaço e continuam barulhentos, a tendência aponta para calor excessivo. Em caso de fome ou sede, a concentração de filhotes próxima dos comedouros e bebedouros, acompanhada de piados repetidos, geralmente indica que a oferta está insuficiente ou de difícil acesso. Além disso, restos de ração espalhados ou água suja agravam o quadro.

  1. Observar a posição em relação à fonte de calor.
  2. Verificar se todos têm acesso fácil à ração e à água.
  3. Avaliar se há pintinhos isolados, afastados do grupo.
  4. Notar se algum filhote mancando ou deitado demais pia de forma mais aguda.

Como reduzir o barulho excessivo dos pintinhos?

Para diminuir o excesso de barulho em pintinhos recém-nascidos, a principal estratégia envolve adequar o ambiente. Um espaço limpo, seco, sem correntes de ar e com fonte de calor ajustável ajuda a estabilizar o comportamento. Além disso, o cuidador deve monitorar a temperatura com termômetro, não apenas pela sensação. A cama precisa permanecer seca e fofa, evitando que o filhote escorregue. Ração inicial de boa qualidade e água limpa, em bebedouros apropriados para pintinhos, reduzem a ocorrência de piados relacionados a fome e sede.

A rotina também influencia o nível de barulho. Manter horários regulares de oferta de alimento, evitar ruídos muito altos e manipulações bruscas diminui o estresse. Em pequenas criações, muitos responsáveis recorrem ao uso de caixas ou criadeiras fechadas nas laterais, mas com ventilação adequada. Esse tipo de estrutura oferece sensação de proteção e segurança. Além disso, luz suave durante a noite ajuda o pintinho a se orientar sem agitação excessiva. Em situações em que, mesmo com ambiente regulado, o pintinho continua piando de forma intensa, o responsável deve observar sinais físicos de problema. Se necessário, ele deve buscar orientação de um profissional especializado, como um médico-veterinário ou zootecnista.

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Com atenção aos detalhes do manejo, o barulho característico dos primeiros dias tende a diminuir gradualmente. O piado permanece como forma de comunicação, mas deixa de indicar alerta constante. Dessa forma, o som passa a expressar apenas interação e atividade normal do grupo. Assim, o criador garante bem-estar aos pintinhos e melhora o desenvolvimento dos filhotes.

Pintinhos – depositphotos.com / ezumeimages

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