Saúde

Conjuntivite: causas, sintomas e tratamentos explicados

Conjuntivite: o que é, causas, sintomas e tratamento eficaz para aliviar a vermelhidão, coceira e prevenir complicações oculares

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A conjuntivite é uma inflamação da conjuntiva, a fina membrana transparente que recobre a parte branca dos olhos e a parte interna das pálpebras. Essa alteração ocular é bastante comum e pode atingir pessoas de todas as idades, em qualquer época do ano. Em muitos casos, a condição é benigna e autolimitada, mas merece atenção porque pode ser contagiosa, causar desconforto importante e, em situações específicas, comprometer a visão se não for tratada de forma adequada.

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Embora seja frequentemente associada a surtos em escolas, ambientes de trabalho e locais com grande circulação de pessoas, a conjuntivite também aparece em contextos isolados, relacionada a alergias, irritação por produtos químicos ou uso prolongado de lentes de contato. O reconhecimento precoce dos sinais e a busca por orientação profissional ajudam a evitar complicações e a reduzir o risco de transmissão para outras pessoas.

O que é conjuntivite e quais são os tipos mais comuns?

De forma geral, a conjuntivite é qualquer processo inflamatório ou infeccioso que atinja a conjuntiva. Essa inflamação leva à dilatação dos vasos sanguíneos locais, resultando no aspecto de “olho vermelho”, um dos sinais mais característicos. A condição pode afetar apenas um olho ou ambos, e a intensidade dos sintomas varia conforme a causa.

Os especialistas costumam dividir a conjuntivite em alguns tipos principais: infecciosa (viral ou bacteriana), alérgica e irritativa (também chamada de química ou tóxica). A conjuntivite viral está frequentemente ligada a quadros de infecção respiratória, enquanto a bacteriana aparece muito em crianças e em situações de higiene ocular inadequada. Já a forma alérgica é comum em pessoas com histórico de rinite, asma ou outras alergias.

A inflamação é comum, geralmente benigna, mas exige atenção para evitar contágio e complicações – depositphotos.com / Milkos

Quais são as principais causas da conjuntivite?

As causas da conjuntivite estão diretamente relacionadas ao tipo de agente agressor que entra em contato com a superfície ocular. Na conjuntivite viral, os responsáveis mais frequentes são os adenovírus, que também podem provocar resfriados e dores de garganta. Esses vírus se espalham facilmente por meio das mãos, secreções oculares, objetos compartilhados, piscinas mal tratadas e até pela tosse ou espirro, quando há contato indireto com os olhos.

Na conjuntivite bacteriana, bactérias como Staphylococcus e Streptococcus destacam-se como causadoras. Elas podem ser transmitidas por contato direto com secreções contaminadas, uso de toalhas em comum ou manipulação dos olhos com as mãos sujas. Já a conjuntivite alérgica não envolve microrganismos, mas sim reação do organismo a substâncias como poeira, pólen, pelos de animais, ácaros, cosméticos, maquiagens, colírios ou lentes de contato. Há ainda a conjuntivite irritativa, desencadeada por substâncias químicas, produtos de limpeza, fumaça, cloro em excesso em piscinas e exposição a poluentes.

Quais são os sintomas da conjuntivite e como reconhecê-la?

Os sintomas da conjuntivite variam conforme a causa, mas alguns sinais são bastante característicos. O olho vermelho, a sensação de areia ou corpo estranho e o incômodo ao piscar aparecem em praticamente todos os tipos. Em muitos casos, há lacrimejamento intenso, coceira, secreção e sensibilidade à luz (fotofobia), o que pode atrapalhar atividades cotidianas como leitura, trabalho em frente ao computador e exposição a ambientes muito iluminados.

De modo geral, a conjuntivite viral costuma apresentar secreção aquosa ou esbranquiçada, associada a sintomas gripais, como dor de garganta e mal-estar. A conjuntivite bacteriana, por sua vez, tende a produzir secreção mais espessa, amarelada ou esverdeada, que pode “colar” as pálpebras ao acordar. Já na conjuntivite alérgica, o destaque é a coceira intensa, acompanhada de olhos inchados, vermelhos e lacrimejando, frequentemente em ambos os olhos. Em qualquer cenário, o hábito de coçar os olhos costuma piorar o quadro.

Conjuntivite não é tudo igual: pode ser viral, bacteriana, alérgica ou irritativa – depositphotos.com / dmvasilenko

Como é feito o diagnóstico da conjuntivite?

O diagnóstico é essencialmente clínico, realizado por profissional de saúde, em especial pelo oftalmologista. A avaliação inclui a observação direta dos olhos, análise do tipo de secreção, identificação de sinais associados, como edema das pálpebras, presença de pontos de dor ou diminuição da visão. Em muitos casos, apenas a história do paciente e o exame físico já permitem definir o tipo provável de conjuntivite.

Em situações mais complexas, atípicas ou que não melhoram com o tratamento inicial, o especialista pode solicitar exames complementares, como cultura da secreção ocular ou testes específicos para agentes virais, bacterianos ou alergênicos. Essa investigação é particularmente importante quando há suspeita de doenças sexualmente transmissíveis, comprometimento da córnea ou quando o paciente é imunossuprimido.

Qual é o tratamento da conjuntivite e quando buscar ajuda?

O tratamento da conjuntivite depende diretamente da causa identificada. Na conjuntivite viral, a abordagem é, na maior parte das vezes, de suporte: uso de compressas frias limpas, lubrificantes oculares (lágrimas artificiais) e cuidados rigorosos com a higiene das mãos. A infecção costuma regredir sozinha em alguns dias a poucas semanas. Em alguns casos, o médico pode indicar colírios específicos, especialmente quando há grande inflamação.

Para conjuntivite bacteriana, é comum o uso de colírios ou pomadas com antibióticos, sempre prescritos por profissional habilitado, respeitando dose e tempo de uso recomendados. Na forma alérgica, os antialérgicos em colírios ou comprimidos e os estabilizadores de mastócitos costumam ser utilizados, além da orientação para evitar o contato com o agente desencadeante sempre que possível. Independentemente do tipo, costuma-se recomendar que o paciente evite compartilhar toalhas, fronhas, maquiagens e colírios, além de suspender momentaneamente o uso de lentes de contato.

Quais cuidados diários ajudam a prevenir a conjuntivite?

A prevenção da conjuntivite envolve principalmente medidas de higiene e proteção ocular. Alguns hábitos são apontados com frequência por especialistas:

  • Lavar as mãos com água e sabão várias vezes ao dia, especialmente após usar transporte público ou frequentar locais movimentados.
  • Evitar coçar ou esfregar os olhos, mesmo em casos de coceira intensa.
  • Não compartilhar toalhas, travesseiros, maquiagens, colírios ou lentes de contato.
  • Manter lentes de contato limpas, respeitando prazos de troca e orientações do fabricante.
  • Usar óculos de proteção em ambientes com produtos químicos ou poeira intensa.
  • Redobrar os cuidados em surtos comunitários, como afastamento temporário de piscinas ou locais muito aglomerados quando houver recomendação de autoridades de saúde.

Quando a conjuntivite pode ser um sinal de alerta?

Alguns sinais indicam necessidade de avaliação rápida pelo oftalmologista. Entre eles, estão dor ocular intensa, piora súbita da visão, sensibilidade exagerada à luz, dificuldade para abrir os olhos, presença de pontos brancos na parte transparente do olho (córnea) ou ausência de melhora após alguns dias de tratamento orientado. Em pessoas com doenças crônicas, gestantes, crianças pequenas e idosos, a observação de sintomas oculares também requer atenção especial.

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A compreensão do que é a conjuntivite, de suas causas, sintomas e possibilidades de tratamento permite reconhecer a doença com mais facilidade e adotar medidas de cuidado adequadas. A orientação profissional continua sendo o caminho indicado para confirmar o diagnóstico, definir a melhor conduta e reduzir riscos de complicações e de transmissão para outras pessoas.

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