Saúde

Convulsão, como teve Henri Castelli no BBB: de que forma um leigo pode agir com segurança

Quando alguém presencia uma crise convulsiva, como a que ocorreu com o ator Henri Castelli no BBB 26, a reação costuma ser de surpresa e incerteza. Saiba como um leigo pode agir diante de uma crise dessas.

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Quando alguém presencia uma crise convulsiva, como a que ocorreu com o ator Henri Castelli no BBB 26, a reação costuma ser de surpresa e incerteza. Em ambientes com câmeras e grande exposição, como um reality show, a cena ganha ainda mais repercussão. No entanto, a necessidade principal é a mesma em qualquer lugar: agir com calma, proteger a pessoa e acionar ajuda profissional. Assim, a conduta de primeiros cuidados pode ser simples, mesmo para quem não tem formação em saúde.

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No caso do reality, a produção informou que o ator de 47 anos sofreu uma crise convulsiva durante a primeira prova do líder desta edição, foi atendido e levado a um hospital. Após uma bateria de exames, recebeu alta e chegou a ser liberado para retornar ao programa. Porém, teve uma nova convulsão e foi novamente hospitalizado. Por fim, seguindo orientação da equipe médica, acabou deixando o BBB 26. A situação reforçou a importância de saber o que um leigo pode fazer diante de um episódio semelhante no dia a dia.

A principal orientação para quem presencia uma crise é simples: proteger sem conter. – depositphotos.com / DragosCondreaW

O que é uma convulsão e por que ela assusta tanto?

A convulsão é uma manifestação clínica de uma atividade elétrica anormal no cérebro. Assim, ela pode se apresentar com perda de consciência, movimentos involuntários dos braços e pernas, rigidez muscular, olhar fixo, babação ou respiração ruidosa. Em muitos casos, dura poucos minutos, mas a intensidade dos sintomas costuma impactar quem está em volta. No entanto, apesar da aparência dramática, nem toda convulsão leva a risco imediato de morte, desde que alguns cuidados básicos sejam tomados rapidamente.

As causas são variadas: epilepsia, febre alta, quedas, infecções, alterações metabólicas, uso ou interrupção de medicamentos e outras condições médicas. Em programas de TV, eventos esportivos ou locais com esforço físico intenso, como provas de resistência, fatores como fadiga, desidratação e estresse podem atuar como gatilhos em pessoas predispostas. Por isso, entender como agir em uma convulsão torna-se uma habilidade útil em qualquer cenário.

O que um leigo deve fazer ao presenciar uma convulsão?

A principal orientação para quem presencia uma crise é simples: proteger sem conter. Ou seja, ajudar a manter a pessoa segura, sem tentar bloquear os movimentos. Porém, algumas medidas básicas ajudam a reduzir o risco de lesões enquanto a crise acontece.

  • Manter a calma: falar de forma tranquila, afastar curiosos e focar na segurança da pessoa em crise.
  • Afastar objetos perigosos: tirar cadeiras, mesas, copos, celulares e qualquer item duro ou cortante próximo.
  • Proteger a cabeça: colocar algo macio sob a cabeça, como uma blusa dobrada ou mochila, para evitar impactos no chão.
  • Abrandar o ambiente: se possível, diminuir barulho e luz intensa, o que ajuda após o término da convulsão.

Outro ponto essencial é controlar o tempo da crise. Assim, deve-se observar quando os movimentos começam e terminam ajuda na avaliação de gravidade. Ademais, crises rápidas, com menos de cinco minutos, são mais comuns. Por outro lado, crises prolongadas exigem socorro imediato. Mesmo sem relógio em mãos, ter uma noção aproximada já contribui para o relato à equipe médica.

O que não fazer durante uma convulsão?

Alguns mitos sobre convulsão ainda circulam, e certas atitudes bem-intencionadas podem piorar a situação. Por isso, conhecer o que se deve evitar é tão importante quanto saber o que pode ser feito.

  • Não colocar nada na boca: não se deve introduzir colher, pano, dedo ou qualquer objeto. Existe risco de quebra de dentes, engasgo ou lesão na boca.
  • Não tentar segurar os braços ou pernas: segurar com força pode causar machucados ou fraturas, além de não interromper a crise.
  • Não oferecer água, comida ou remédios durante a convulsão: a pessoa não está em condições de engolir com segurança, o que aumenta o risco de aspiração.
  • Não sacudir a pessoa: chacoalhar não reverte a crise e pode trazer mais danos, especialmente se houver trauma prévio.

Também não se recomenda tentar “acordar” a pessoa a qualquer custo. Afinal, a recuperação costuma ser gradual, com sonolência, confusão e cansaço, o que é esperado em muitos casos. Por isso, forçar que a pessoa fique de pé ou caminhe logo após o episódio pode causar quedas.

Quando chamar o serviço de emergência?

Mesmo sem treinamento médico, qualquer pessoa pode reconhecer sinais de alerta que justificam acionar o atendimento de urgência. Em espaços públicos, eventos esportivos ou produções televisivas, como o BBB 26, equipes de saúde costumam estar de prontidão. No entanto, fora desses ambientes, a responsabilidade recai sobre familiares, colegas de trabalho ou transeuntes.

  1. Crise com duração maior que 5 minutos ou convulsões que se repetem sem recuperação completa entre elas.
  2. Dificuldade para respirar após a crise, lábios muito arroxeados ou ausência de movimento respiratório.
  3. Primeiro episódio de convulsão na vida, sem histórico conhecido.
  4. Queda com possível trauma de cabeça, pescoço ou grandes sangramentos.
  5. Gestante, criança muito pequena ou pessoa com doença grave conhecida envolvida no episódio.

Ao falar com a central de emergência, é útil informar a duração aproximada da crise e a descrição dos movimentos. Além disso, se houve perda de consciência, se a pessoa bateu a cabeça e se já teve convulsões antes, se essa informação estiver disponível.

Como cuidar da pessoa após o término da convulsão?

Quando os movimentos cessam e a crise termina, começam os cuidados na chamada fase pós-crítica. Nesse momento, a pessoa costuma estar desorientada, cansada e pode não se lembrar do que aconteceu. Por isso, o papel de quem prestou ajuda é garantir um ambiente seguro e tranquilo até a chegada de apoio profissional ou até que ela esteja em condições de se levantar com segurança.

  • Posicionar de lado (posição lateral de segurança), se a pessoa ainda estiver inconsciente, para facilitar a saída de saliva e reduzir risco de engasgo.
  • Afrouxar roupas apertadas, principalmente na região do pescoço.
  • Falar de forma calma e clara, explicando brevemente que houve uma convulsão e que os cuidados já estão sendo tomados.
  • Observar sinais diferentes, como dor intensa, assimetria de rosto ou fraqueza em apenas um lado do corpo, que devem ser relatados à equipe médica.

Em ambientes controlados, como o de um reality show, a pessoa é geralmente encaminhada para avaliação hospitalar, como ocorreu com Henri Castelli. No cotidiano, mesmo que a crise pare sozinha, recomenda-se uma avaliação do indivíduo por um profissional de saúde, especialmente se for o primeiro episódio ou se as crises se repetirem em curto espaço de tempo.

Alguns mitos sobre convulsão ainda circulam, e certas atitudes bem-intencionadas podem piorar a situação – depositphotos.com / DragosCondreaW

Por que a atitude de leigos é tão importante em casos como o de Henri Castelli?

O episódio do BBB 26, em que Henri Castelli deixou o programa após duas crises convulsivas e avaliação médica, ilustra como a resposta rápida de quem está por perto pode influenciar a segurança de quem passa pela situação. Antes mesmo da chegada de profissionais, são as ações de leigos que reduzem riscos de quedas, traumas e sufocamento.

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Em locais com grande circulação de pessoas, é comum que alguém testemunhe uma convulsão pela primeira vez. Ter conhecimento básico sobre como agir em uma convulsão ajuda a evitar medidas inadequadas, baseadas em mitos, e favorece um cuidado mais seguro até a chegada de socorro especializado. Dessa forma, experiências amplamente divulgadas, como a do ator no BBB 26, acabam funcionando também como alerta público para a importância da informação em primeiros cuidados.

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