Música

Menos é Mais faz pagode que desbanca o sertanejo no topo das paradas

Em 2025, o grupo de pagode Menos é Mais foi um dos principais fenômenos da música brasileira e emplacou duas das três músicas mais ouvidas. Saiba mais!

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Em 2025, o grupo de pagode Menos é Mais foi um dos principais fenômenos da música brasileira. Afinal, a banda alcançou um marco expressivo ao colocar duas faixas entre as três músicas mais tocadas do país, segundo dados do Pro-Música Brasil. A entidade reúne as maiores gravadoras e produtoras fonográficas do mercado nacional. As canções “P do Pecado (Ao Vivo)” e “Coração Partido (Corazón Partío) (Ao Vivo)” sintetizam a estratégia que elevou o grupo a outro patamar. Trata-se de uma combinação de pagode moderno, forte presença digital e diálogo direto com tendências atuais do consumo de música.

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O levantamento do Pro-Música indica que o desempenho do Menos é Mais não foi pontual, mas resultado de um projeto construído nos últimos anos. Asism, o grupo passou a liderar rankings de streaming, figurar entre os artistas mais ouvidos em plataformas como Spotify, Deezer e YouTube e a ocupar espaço constante em rádios e programas de televisão. Portanto, esses números reforçam o lugar do pagode no cenário popular brasileiro. Ademais, mostram como a banda conseguiu conectar diferentes públicos, de ouvintes tradicionais do gênero a uma audiência mais jovem e digital.

As canções “P do Pecado (Ao Vivo)”, com Simone Mendes, e “Coração Partido (Corazón Partío) (Ao Vivo)” sintetizam a estratégia que elevou o grupo Menos é Mais a outro patamar – Ricardo Ribeiro/Divulgação

Qual é o papel do pagode na música brasileira?

O pagode é um desdobramento do samba que ganhou força a partir da década de 1980, sobretudo no Rio de Janeiro, com rodas em quintais, bares e comunidades. Com letras românticas, temas do cotidiano e arranjos voltados para a melodia, o gênero se popularizou em todo o país nos anos 1990. O impulso se deu por grupos que levaram o estilo para rádio, TV e grandes palcos. Com o tempo, o pagode incorporou elementos de pop, R&B, funk e música eletrônica, mantendo a base percussiva do samba, mas abrindo espaço para novas sonoridades.

Historicamente, o pagode tem relevância cultural por funcionar como ponte entre diferentes classes sociais e regiões do Brasil. Assim, as letras acessíveis, o clima de roda e a forte presença em festas e eventos ajudaram o gênero a se fixar como trilha sonora de encontros familiares e celebrações. Atualmente, o pagode segue presente em playlists de streaming, produzindo artistas que transitam entre o público de samba tradicional e o universo do pop nacional. É esse o cenário no qual o Menos é Mais passou a ocupar posição de destaque.

Grupo Menos é Mais: como nasceu o fenômeno do pagode em 2025?

O Menos é Mais surgiu em Brasília e ganhou espaço inicialmente em rodas de samba e apresentações em bares, antes de conquistar alcance nacional. Assim, a banda investiu em registros ao vivo, aproximando o clima de show do público que consome música pela internet. Essa fórmula — repertório popular, arranjos de fácil identificação e gravações com energia de plateia — tornou-se uma marca do grupo. Com o avanço das plataformas digitais, o conjunto apostou em vídeos bem produzidos e em parcerias com artistas de diferentes gêneros, ampliando a base de ouvintes.

Entre os fatores que consolidaram o sucesso estão:

  • Sonoridade própria, que mistura pagode tradicional com elementos de pop e música romântica;
  • Estratégia de marketing digital, com presença constante em redes sociais e plataformas de vídeo;
  • Playlists editoriais e colaborativas, que colocaram o grupo em destaque em grandes serviços de streaming;
  • Parcerias estratégicas com nomes de outros estilos, aproximando o pagode de novos públicos;
  • Resgate de clássicos internacionais, adaptados ao formato de pagode, como no caso de “Coração Partido (Corazón Partío)”.

Por que “P do Pecado” e “Coração Partido” dominaram o ranking?

As músicas “P do Pecado (Ao Vivo)”, com participação de Simone Mendes, e “Coração Partido (Corazón Partío) (Ao Vivo)” sintetizam a fase atual do Menos é Mais. A primeira segue a tradição do pagode romântico com linguagem contemporânea, refrão marcante e arranjo que valoriza percussão, cavaco e voz em uníssono com o coro da plateia. A estrutura favorece a viralização em vídeos curtos, dancinhas e trechos compartilhados em redes sociais, o que contribui para alta rotatividade em plataformas digitais.

“Coração Partido (Corazón Partío) (Ao Vivo)” leva para o pagode um clássico internacional originalmente interpretado em espanhol. A adaptação mantém a essência dramática da canção, mas ganha balanço de samba, levada percussiva e clima de roda. Esse resgate de um hit latino em versão brasileira cria identificação com quem já conhecia a música original e, ao mesmo tempo, apresenta o repertório internacional a quem acompanha principalmente o pagode. O resultado é um ponto de encontro entre gerações e gostos musicais distintos.

Nos serviços de streaming, as duas faixas se beneficiaram de um conjunto de fatores combinados:

  1. Entrada em playlists de destaque, como “Top Brasil”, “Pagodeira” e similares em diferentes plataformas;
  2. Uso constante em conteúdos de criadores digitais, aumentando o alcance orgânico;
  3. Execução intensa em shows, programas de TV e rádios, reforçando a presença fora do ambiente online;
  4. Lançamento em formato ao vivo, que transmite a experiência do público cantando junto, característica valorizada no pagode;
  5. Repertório que combina sofrência, romantismo e batida dançante, alinhado ao gosto de boa parte do público brasileiro.

Como o marketing digital e as parcerias impulsionaram o pagode do Menos é Mais?

O fortalecimento do Menos é Mais também passa por uma estratégia clara de marketing digital. O grupo investiu em lançamentos planejados, teasers nas redes sociais, transmissões ao vivo e interação constante com fãs. Clipes e registros de shows foram otimizados para consumo em vídeo, com cortes pensados para compartilhamento rápido. A participação do público, seja em desafios, comentários ou pedidos de música, ajudou a criar uma base engajada, elemento central no desempenho em 2025.

As parcerias estratégicas com artistas de sertanejo, funk e pop contribuíram para levar o pagode a espaços onde antes ele aparecia com menor frequência. Colaborações em faixas, DVDs e apresentações especiais aproximaram a banda de outras cenas musicais, ampliando o alcance das canções. Essa abordagem colocou o Menos é Mais em festivais e eventos de grande porte, em line-ups que misturam diferentes estilos, reforçando o caráter híbrido do mercado musical atual.

O fortalecimento do Menos é Mais também passa por uma estratégia clara de marketing digital – Ricardo Ribeiro/Divulgação

Qual o impacto do sucesso do Menos é Mais para o pagode?

O desempenho de “P do Pecado (Ao Vivo)” e “Coração Partido (Corazón Partío) (Ao Vivo)” entre as músicas mais tocadas do Brasil, segundo o Pro-Música, sinaliza um momento de renovação para o pagode. A presença de um grupo do gênero no topo do consumo nacional indica que o estilo mantém relevância, mesmo diante da concorrência de ritmos como funk, sertanejo e pop urbano. Para o mercado, esse resultado reforça o potencial comercial de projetos baseados em registros ao vivo, repertório romântico e forte atuação digital.

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Para o pagode, o sucesso do Menos é Mais amplia a visibilidade de novos grupos, incentiva investimentos em produções do gênero e reaquece o interesse por rodas, festivais e projetos audiovisuais focados nesse estilo. A combinação entre tradição do samba, experimentação com clássicos internacionais e estratégias modernas de divulgação mostra um caminho possível para que o pagode siga ocupando espaço central na trilha sonora brasileira nos próximos anos.

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