Este filme entrou para o Guinness com o beijo mais longo
Beijo mais longo de Hollywood em “Kids in America”: duração recorde, bastidores do filme, elenco e outros beijos históricos do cinema
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O longa “Kids in America”, lançado em 2005, entrou para a história de Hollywood por um motivo específico: o beijo mais longo já exibido em um filme comercial da indústria. A produção independente de comédia adolescente ficou conhecida menos pelo desempenho nas bilheterias e mais pela sequência romântica que chamou a atenção da imprensa especializada. Assim, o título passou a ser citado em listas e reportagens sobre recordes curiosos do cinema.
Na trama, o beijo entre os personagens interpretados por Gregory Smith e Stephanie Sherrin dura cerca de seis minutos contínuos na tela. O portal ABC News registrou, à época do lançamento, que a produção divulgava a cena como “o beijo mais longo da história de Hollywood” e destacava a duração estendida da tomada. Desde então, veículos como USA Today e Entertainment Weekly passaram a citar o filme quando abordam beijos marcantes do cinema, consolidando essa marca em materiais de referência sobre cultura pop.
O que acontece em “Kids in America”?
O filme acompanha um grupo de estudantes do ensino médio em uma cidade norte-americana fictícia. Eles se revoltam contra a diretora autoritária da escola, que tenta censurar apresentações artísticas e controlar o comportamento dos alunos. A partir dessa premissa, a narrativa mistura romance adolescente, sátira política e humor escolar. Desse modo, o roteiro aborda temas como liberdade de expressão, participação estudantil e choque de gerações.
A produção adota um tom crítico em relação a políticas educacionais rígidas nos Estados Unidos do início dos anos 2000. Por isso, o enredo incorpora discursos, protestos e referências a casos reais de censura em colégios. Apesar do contexto político, o filme mantém estrutura típica de comédia juvenil. Assim, inclui festas, conflitos amorosos, rivalidades dentro da escola e uma trilha sonora voltada ao público jovem.
Beijos longos no cinema: quais outros exemplos se destacam?
O beijo de “Kids in America” aparece com frequência em comparações com outras cenas prolongadas. O clássico “From Here to Eternity” (1953), por exemplo, traz um beijo intenso na praia entre Burt Lancaster e Deborah Kerr. A sequência não se prolonga por tantos minutos, mas se tornou uma das imagens mais reproduzidas da história do cinema. Em 2003, a American Film Institute incluiu a cena em uma lista de momentos românticos marcantes de Hollywood.
Outros títulos também chamam atenção pela duração ou pelo impacto estético do beijo. Em “The Notebook” (2004), Ryan Gosling e Rachel McAdams protagonizam um beijo embaixo de chuva que recebeu o prêmio de Melhor Beijo no MTV Movie Awards, em 2005. Já em “Spider-Man” (2002), o beijo de cabeça para baixo entre Tobey Maguire e Kirsten Dunst se tornou uma imagem recorrente em campanhas promocionais e retrospectivas da franquia.
- “From Here to Eternity” (1953) – clássico em preto e branco, com beijo na praia.
- “The Notebook” (2004) – romance baseado em livro de Nicholas Sparks.
- “Spider-Man” (2002) – beijo invertido, em cena de super-herói.
- “Kids in America” (2005) – recorde de beijo mais longo em filme de Hollywood.
Como foi a produção de “Kids in America” e qual foi o resultado nas bilheterias?
“Kids in America” chegou aos cinemas dos Estados Unidos em outubro de 2005. O filme contou com orçamento modesto para os padrões de Hollywood, estimado em cerca de 5 milhões de dólares, segundo dados compilados por sites especializados em bilheteria, como Box Office Mojo e The Numbers. A produção utilizou locações simples, elenco jovem e uma equipe reduzida, o que ajudou a manter os custos controlados.
Nas bilheterias, porém, o longa obteve desempenho limitado. De acordo com registros do Box Office Mojo, a arrecadação doméstica ficou bem abaixo do investimento inicial, o que impediu que o título se transformasse em sucesso comercial. Ainda assim, o filme ganhou circulação no mercado de vídeo doméstico e em canais de TV a cabo, principalmente durante a segunda metade da década de 2000. Por causa disso, muita gente passou a conhecer a obra fora do circuito de estreia.
- Produção independente, com orçamento moderado.
- Lançamento restrito em salas de cinema.
- Baixa arrecadação nas bilheterias.
- Maior alcance após o lançamento em vídeo e TV.
Quem é Gregory Smith e qual a trajetória de Stephanie Sherrin?
Gregory Smith, nascido em 1983, já tinha carreira consolidada na televisão quando estrelou “Kids in America”. O ator canadense ganhou reconhecimento ao interpretar Ephram Brown na série “Everwood” (2002–2006), exibida pelo canal The WB. A produção recebeu atenção da crítica e do público, o que projetou o nome do intérprete para outras oportunidades em Hollywood.
Após “Kids in America”, Smith ampliou o currículo com participações em filmes e, principalmente, em séries de TV. Em 2010, ele assumiu papel principal em “Rookie Blue”, drama policial produzido em parceria entre Canadá e Estados Unidos. A série permaneceu no ar até 2015 e consolidou o ator como rosto frequente em produções seriadas. Além disso, ele passou a dirigir episódios de televisão, incluindo capítulos de “Arrow” e “Legends of Tomorrow”, de acordo com registros do IMDb.
Stephanie Sherrin, por sua vez, integrou o elenco de “Kids in America” em fase inicial de carreira. A atriz participou de produções menores para cinema e televisão, com destaque para aparições em séries como “Law & Order: Special Victims Unit”. Ela seguiu trajetória mais discreta em comparação com o colega de elenco, mas manteve presença constante em papéis de apoio e participações especiais. Em entrevistas para veículos locais de entretenimento, a intérprete costuma mencionar “Kids in America” como um marco pessoal, justamente por causa da cena de beijo que entrou para o livro de curiosidades do cinema.
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Com o passar dos anos, “Kids in America” permaneceu fora da lista dos grandes sucessos de bilheteria, porém preservou um espaço específico na memória dos fãs de filmes adolescentes e de recordes cinematográficos. O beijo mais longo da história de Hollywood em uma produção comercial segue como ponto de referência em reportagens, listas temáticas e debates sobre a construção de cenas românticas na tela grande. Dessa forma, o longa de 2005 continua a aparecer em retrospectivas e materiais de cultura pop, mesmo duas décadas após o lançamento.