Por que não devemos usar tecidos sintéticos no calor forte?
Descubra por que não devemos usar tecidos sintéticos no calor forte e conheça os melhores tecidos naturais, como algodão e linho
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Em dias de calor intenso, a escolha da roupa pode influenciar diretamente no conforto, na hidratação do corpo e até na saúde da pele. Tecidos diferentes reagem de maneiras distintas ao suor, à ventilação e à temperatura ambiente. Por isso, entender por que os tecidos sintéticos são menos indicados no calor forte e quais são as melhores alternativas naturais ajuda a montar um guarda-roupa mais adequado para o clima.
Ao contrário do que muitas pessoas imaginam, não é apenas a cor da roupa que interfere na sensação térmica. A composição do tecido, a forma como os fios são entrelaçados e até a espessura do material têm impacto na transpiração e na troca de calor com o ambiente. Por esse motivo, materiais como algodão, linho e viscose costumam ser citados com frequência quando o assunto é roupa leve para dias quentes.
Por que evitar tecidos sintéticos no calor forte?
Tecidos sintéticos, como poliéster, nylon, acrílico e elastano em grande quantidade, tendem a ter baixa respirabilidade. Isso significa que o ar circula pouco entre a pele e o ambiente externo. Em dias de calor forte, o corpo transpira mais para tentar regular a temperatura, e quando o tecido não permite que esse suor evapore de forma adequada, a sensação de abafamento aumenta.
Outra característica comum dos sintéticos é a dificuldade de absorção da umidade. Em vez de reter o suor e ajudar a evaporá-lo, muitos desses materiais fazem com que o suor “escorra” pela pele ou fique preso entre o tecido e o corpo. Essa combinação pode favorecer mau odor, irritações e desconforto ao longo do dia, especialmente em regiões com alta umidade do ar.
Além disso, tecidos sintéticos podem esquentar mais sob o sol, principalmente quando são escuros ou muito fechados. Em ambientes externos, essa retenção de calor pode intensificar a sensação de temperatura elevada. Em algumas pessoas, o uso prolongado desses materiais em dias quentes está associado ao surgimento de alergias, coceiras e brotoejas, devido ao atrito somado ao suor acumulado.
Quais são os melhores tecidos para usar no calor?
Entre as opções, o algodão costuma ser o mais lembrado. Trata-se de uma fibra natural, que permite boa circulação de ar e absorve o suor, ajudando o corpo a manter a temperatura mais estável. Roupas 100% algodão, em tramas mais abertas e em cores claras, costumam ser bem toleradas em dias muito quentes.
Outro tecido muito utilizado é o linho, também de origem natural. Ele é leve, tem toque mais “seco” e costuma permitir uma ventilação intensa, sendo bastante presente em roupas de verão, especialmente camisas, vestidos e calças amplas. Embora amasse com facilidade, essa característica está ligada justamente à sua estrutura mais solta, que ajuda a pele a “respirar”.
A viscose, embora seja um tecido artificial, é produzida a partir de fibras de origem vegetal e é conhecida por ser fresca e fluida. Em climas quentes, quando bem confeccionada e em peças mais soltas, pode oferecer bom conforto térmico. Já o bambu tem ganhado espaço como fibra têxtil por ser macio, respirável e com boa capacidade de absorver a umidade.
- Algodão: fibra natural, respirável, boa absorção de suor.
- Linho: muito ventilado, ideal para roupas amplas de verão.
- Viscose: leve e fresca, com bom caimento em dias quentes.
- Bambu: fibra macia, com boa troca de calor e conforto.
Algodão é suficiente ou há mais opções ideais para o calor?
Embora o algodão seja um dos tecidos mais recomendados para o calor, ele não é a única alternativa interessante. Em algumas situações, a combinação de fibras pode trazer benefícios adicionais. Misturas de algodão com linho, por exemplo, mantêm a respirabilidade e reduzem um pouco o amassado do linho puro. Já a junção de algodão com uma pequena porcentagem de elastano pode oferecer mais mobilidade, sem comprometer muito a ventilação.
Outras fibras naturais ou de origem vegetal também merecem atenção, como o cânhamo, utilizado em alguns países em peças de verão pela resistência e pela boa troca de calor. Tecidos chamados de “eco-friendly” ou sustentáveis, produzidos a partir de celulose ou de resíduos vegetais, vêm sendo usados em roupas leves e têm como característica comum a preocupação com conforto térmico e impacto ambiental reduzido.
Para quem pratica atividades físicas no calor, há ainda tecidos tecnológicos desenvolvidos para tirar o suor da pele e espalhá-lo pela superfície do tecido, facilitando a evaporação. Mesmo sendo, em grande parte, sintéticos, eles são criados especificamente para lidar com alta transpiração, o que os diferencia de tecidos sintéticos comuns usados em roupas do dia a dia.
- Priorizar fibras naturais (algodão, linho, cânhamo, bambu).
- Optar por peças mais soltas, que favoreçam a circulação de ar.
- Evitar sintéticos fechados, especialmente em roupas justas.
- Em atividades físicas, dar preferência a tecidos tecnológicos próprios para esporte.
- Observar sempre a composição na etiqueta antes da compra.
Como escolher o tecido certo para enfrentar o calor?
Na prática, a escolha de tecidos para o calor forte passa por algumas verificações simples. A leitura da etiqueta é um primeiro passo importante, já que ela indica se a peça é 100% algodão, mistura com linho, viscose ou se contém grande porcentagem de poliéster e outros sintéticos. Em geral, quanto maior o percentual de fibras naturais, maior a tendência de conforto térmico.
Além da composição, o tipo de modelagem e a espessura do tecido também influenciam. Peças leves, soltas e com tramas mais abertas permitem melhor circulação de ar, mesmo quando não são feitas somente de algodão. Roupas justas, com várias camadas e em tecidos fechados, tendem a reter mais calor, independentemente da fibra utilizada.
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Assim, ao combinar tecidos como algodão, linho, viscose e bambu com cortes mais amplos e cores claras, é possível enfrentar períodos de calor forte com maior conforto, reduzindo a sensação de abafamento e favorecendo a transpiração natural do corpo. Essa atenção aos materiais escolhidos ajuda a planejar um uso mais adequado das roupas ao longo do ano, especialmente em regiões de clima quente.