Saúde

Anvisa aprova lenacapavir injetável: nova arma semestral na prevenção ao HIV

Lenacapavir injetável previne HIV com dose semestral aprovada pela Anvisa; conheça eficácia, uso preventivo, limitações e custo

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O lenacapavir injetável surge como uma das novidades mais comentadas na área de prevenção ao HIV no Brasil. Após aprovação pela Anvisa, o medicamento começou a chamar atenção por prometer uma proteção de longa duração, aplicada apenas a cada alguns meses. A medicação passa a integrar o arsenal de estratégias de prevenção, ao lado de métodos já conhecidos, como preservativos e a profilaxia pré-exposição em comprimidos diários.

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Embora a expectativa em torno do lenacapavir seja grande, o uso do produto segue critérios específicos e não substitui automaticamente as formas tradicionais de prevenção. A indicação depende de avaliação médica, do perfil de risco de cada pessoa e da disponibilidade da medicação na rede pública ou privada. O debate agora se concentra em questões práticas: para que exatamente ele serve, em quais situações deve ser utilizado e quanto deve custar ao usuário final.

O que é o lenacapavir injetável e para que ele serve?

O lenacapavir é um antirretroviral de longa ação, administrado por injeção subcutânea, desenvolvido inicialmente para o tratamento do HIV e posteriormente estudado para prevenção. Na indicação preventiva, o objetivo principal é reduzir o risco de infecção pelo vírus em pessoas sem HIV, mas que apresentam maior exposição, como quem tem múltiplos parceiros sexuais, dificuldade de uso consistente de preservativo ou uso irregular da PrEP oral.

O medicamento age bloqueando uma parte essencial do ciclo de vida do vírus, conhecida como cápside, impedindo que o HIV se multiplique no organismo caso haja exposição. Em vez de comprimidos diários, a proposta é uma injeção em intervalos prolongados, o que pode favorecer a adesão de pessoas que têm dificuldade de manter um uso contínuo de medicamentos. Por ser de longa duração, o lenacapavir é visto como uma opção de prevenção “de fundo”, que acompanha a rotina sem necessidade de ingestão diária de pílulas.

Na prevenção, a palavra-chave é lenacapavir injetável, frequentemente associada à expressão “PrEP de longa ação”. Em alguns contextos, o medicamento tem sido descrito como um “implante químico” de proteção periódica, embora não se trate de um implante físico, mas de uma injeção com efeito prolongado.

Quando o lenacapavir injetável deve ser usado para prevenção do HIV?

A indicação do lenacapavir para prevenção do HIV não é genérica; ela costuma ser direcionada a grupos com maior vulnerabilidade à infecção. Fazem parte desse grupo, em geral, pessoas que:

  • Têm relações sexuais sem preservativo com frequência;
  • Possuem parceiros com HIV sem tratamento regular ou com carga viral desconhecida;
  • Apresentam dificuldade de aderir à PrEP em comprimido diário;
  • Estão inseridas em contextos de alta incidência de HIV, como determinadas populações-chave.
Indicado principalmente para pessoas com maior vulnerabilidade ao vírus, o medicamento integra a chamada PrEP de longa ação, mas não substitui o uso combinado de preservativos e acompanhamento médico – depositphotos.com / SyhinStas

O uso do lenacapavir injetável para prevenção costuma seguir etapas. Em linhas gerais, o percurso inclui:

  1. Avaliação médica inicial – Exames para confirmar que a pessoa é HIV negativo no momento do início e para checar outras infecções sexualmente transmissíveis.
  2. Definição do esquema – Planejamento das datas de aplicação, combinadas com outros métodos de prevenção, como preservativos.
  3. Acompanhamento regular – Retornos periódicos para novos testes de HIV, avaliação de efeitos adversos e reforço da adesão.

É importante destacar que o lenacapavir não substitui práticas de redução de risco já estabelecidas. A recomendação técnica costuma reforçar o uso combinado de estratégias, integrando medicamento, preservativos e acompanhamento de saúde sexual.

Lenacapavir é eficaz para quem já tem HIV positivo?

Uma dúvida frequente é se o lenacapavir injetável para prevenção poderia ser usado por pessoas que já vivem com HIV. Na prática, há uma distinção clara entre o uso preventivo e o uso terapêutico. Para quem já recebeu diagnóstico positivo, o lenacapavir não atua como profilaxia, mas pode fazer parte de esquemas de tratamento específicos, sobretudo em casos de resistência a múltiplos medicamentos.

Estudos internacionais vêm avaliando o lenacapavir como opção para pessoas com HIV que não respondem bem aos esquemas tradicionais. Nesses cenários, ele é combinado com outros antirretrovirais, compondo um regime de tratamento personalizado. Portanto, para quem já é HIV positivo, o uso do lenacapavir deixa de ser “prevenção” e passa a ser “tratamento”, com objetivos clínicos distintos, como redução da carga viral e recuperação do sistema imunológico.

Para evitar confusões, especialistas têm ressaltado que o lenacapavir injetável para prevenção não deve ser iniciado em pessoas com infecção já estabelecida, pois isso pode favorecer falhas terapêuticas e resistência medicamentosa. Por esse motivo, a testagem para HIV antes da primeira aplicação e nos retornos é considerada etapa obrigatória.

Quanto custa o lenacapavir injetável e como está o acesso no Brasil?

Após a aprovação pela Anvisa, o passo seguinte envolve definição de preço, negociação com o governo e possível incorporação em programas públicos de saúde. O valor do lenacapavir injetável costuma ser elevado no mercado internacional, já que se trata de uma tecnologia recente e de longa ação. Em alguns países, o custo anual por pessoa se mantém em faixa considerada alta por gestores de saúde pública.

No Brasil, o preço final ao consumidor pode variar conforme:

  • Definição de preço máximo pela Câmara de Regulação do Mercado de Medicamentos (CMED);
  • Negociações entre fabricante, governo e planos de saúde;
  • Possível oferta pelo SUS, total ou parcialmente financiada.

Até que haja incorporação formal em protocolos públicos, o acesso tende a se concentrar em serviços privados, clínicas especializadas e centros de pesquisa. A discussão atual gira em torno da viabilidade de inclusão do lenacapavir para prevenção do HIV na rede pública, considerando custo, impacto na redução de novas infecções e comparação com outras estratégias disponíveis, como a PrEP oral já oferecida gratuitamente.

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A medida em que avançarem as negociações e as diretrizes de uso forem refinadas, o lenacapavir injetável tende a ocupar um espaço específico na prevenção combinada ao HIV no país, voltado principalmente a pessoas com maior exposição ao vírus e dificuldade de adesão a esquemas diários. A expectativa é que informações mais detalhadas sobre preço, formas de acesso e grupos prioritários sejam ampliadas à medida que a implementação se consolide.

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