Carminha, a gata de ‘O Agente Secreto’, é premiada nos EUA com o Bicho de Ouro
"O Agente Secreto", de Kleber Mendonça Filho, conquistou não só dois Globos de Ouro como também prêmio Golden Beast, dedicado à gata Carminha. Saiba mais sobre esta premiação curiosa para bichos.
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O reconhecimento internacional de produções brasileiras tem ganhado novos contornos, e um exemplo recente é o longa “O Agente Secreto”, que levou duas estatuetas no Globo de Ouro. Além disso, o filme teve até a premiação de um animal. A obra dirigida por Kleber Mendonça Filho recebeu destaque em Nova York com o prêmio Golden Beast, dedicado à gata Carminha, intérprete das personagens Liza e Elis. Criado em 2019, o Golden Beast surgiu justamente para destacar performances de animais em cena que contribuam de forma decisiva para a narrativa, preenchendo uma lacuna pouco explorada nas grandes premiações. Esse tipo de honraria, voltada a um animal de cena, ainda é pouco comum nas grandes cerimônias, mas sinaliza uma ampliação do olhar sobre a atuação no cinema.
A entrega do Golden Beast ocorreu durante o The New York Film Festival, quando a programação do evento decidiu homenagear a performance felina na produção. A estatueta, em formato de gato dourado e identificada com o nome das personagens, foi entregue ao diretor do filme. Assim, a menção pública ao prêmio nas redes sociais reforçou a importância simbólica desse reconhecimento dentro da jornada do longa, que já vinha sendo comentado pela presença marcante da gata em cena. Ao longo dos últimos anos, cada edição do festival tem destacado, por meio do Golden Beast, animais que se tornaram verdadeiros “coadjuvantes de luxo” em produções de diferentes países. Assim, ajuda a consolidar o troféu como uma referência específica para a atuação animal.
O que torna “O Agente Secreto” um destaque em festivais?
“O Agente Secreto” tem se consolidado como um dos títulos brasileiros mais comentados do período recente por reunir elementos que chamam a atenção da crítica internacional. São eles, direção autoral, elenco de peso e soluções visuais que exploram bem a linguagem cinematográfica. Entre esses recursos está a participação de Carminha, uma gata sem raça definida, que aparece com dois rostos graças ao uso de CGI (Imagens Geradas por Computador). Portanto, esse efeito digital contribui para criar uma presença quase enigmática na tela, ajudando a compor o clima do filme.
O uso de animais em papéis relevantes não é novidade na história do cinema, mas a forma como o longa trabalha a figura de Liza e Elis chama atenção. A personagem felina não surge apenas como elemento cênico, e sim como parte importante da narrativa. A combinação entre adestramento, paciência no set e pós-produção digital parece ter sido determinante para que o resultado final fosse percebido pelos curadores dos festivais.
Outro ponto que fortalece a presença de “O Agente Secreto” em festivais é a atuação de Wagner Moura, indicado em categorias de melhor ator em outras premiações. A construção de um protagonista dramático, somada a uma direção já conhecida por projetos anteriores de Kleber Mendonça Filho, ajuda o filme a transitar com naturalidade entre mostras especializadas e premiações de maior visibilidade, como o Globo de Ouro.
Por que o prêmio Golden Beast chama tanta atenção?
O Golden Beast ganhou visibilidade por ser um troféu raro no circuito de festivais internacionais. Instituído em 2019 no âmbito do The New York Film Festival, o prêmio nasceu de uma iniciativa da curadoria para reconhecer performances animais que exigem trabalho integrado de direção, equipe técnica, treinadores e, em muitos casos, artistas de efeitos visuais. Portanto, a honraria costuma ser atribuída a animais que se destacam pelo desempenho em cena. Trata-se de algo que não faz parte da maioria das programações competitivas tradicionais. No caso de “O Agente Secreto”, o prêmio foi concedido pela própria equipe de programação do festival de Nova York, o que indica reconhecimento interno da curadoria em relação ao resultado artístico da participação de Carminha.
Além da estatueta entregue ao diretor, a repercussão do prêmio foi ampliada pela tutora da gata, Kamila Alves, que celebrou publicamente o feito. Assim, a reação mostra como a participação de animais em produções de grande circulação envolve também o trabalho de quem acompanha o animal nos bastidores, desde o treinamento até a adaptação ao ambiente de filmagem. Portanto, Carminha ajuda a consolidar um pequeno panteão de animais-celebridade dentro do circuito de festivais. Esse tipo de reconhecimento abre espaço para debates sobre bem-estar animal, profissionalização desse segmento e inclusão de novas categorias em futuras premiações.
- Valorização da atuação de animais em produções audiovisuais;
- Criação de troféus específicos, como o Golden Beast;
- Ampliação do prestígio de filmes que ousam na linguagem visual;
- Reconhecimento de equipes técnicas e tutores envolvidos no trabalho com o animal.
“O Agente Secreto” e as premiações como o Globo de Ouro
Além do destaque no The New York Film Festival, “O Agente Secreto” segue seu percurso em outras premiações relevantes. O longa venceu duas categorias do Globo de Ouro: Melhor Filme em Língua Não Inglesa e Melhor Ator em Filme de Drama, para Wagner Moura. Essas conquistas reforçam a posição do filme no cenário internacional e ampliam sua visibilidade junto ao público de diferentes países.
A presença do longa em categorias principais mostra como a produção nacional tem ocupado espaço em premiações tradicionalmente dominadas por títulos norte-americanos e europeus. Estar entre os indicados ajuda a difundir o cinema brasileiro, fortalecer o nome de Kleber Mendonça Filho no circuito mundial e abrir caminho para futuras coproduções, distribuição mais ampla e novas oportunidades para profissionais envolvidos.
- Destaque em festival especializado, com o Golden Beast para Carminha;
- Indicações ao Globo de Ouro em categorias centrais;
- Participação de elenco reconhecido internacionalmente;
- Uso criativo de CGI e construção visual marcante;
- Repercussão em veículos de mídia e entre profissionais do setor.
Qual o impacto de “O Agente Secreto” para o cinema brasileiro?
O percurso de “O Agente Secreto” em festivais e premiações, incluindo o prêmio Golden Beast para a gata Carminha, contribui para reforçar a presença do cinema brasileiro em vitrines internacionais. O reconhecimento de elementos específicos, como a atuação de um animal e o uso de tecnologia digital, mostra que as produções nacionais conseguem dialogar com tendências globais sem abrir mão de identidade própria.
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À medida que o filme acumula prêmios e indicações, aumenta também o interesse por outras obras brasileiras e por profissionais ligados ao projeto. Esse movimento pode favorecer a circulação de novos títulos, estimular investimentos no setor e fortalecer parcerias com plataformas de streaming e canais de televisão. O resultado é um ambiente mais favorável para que diferentes gêneros, formatos e narrativas do audiovisual brasileiro encontrem espaço dentro e fora do país.