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Bocejar é viral: a ciência por trás do efeito contagioso

Bocejo contagioso intriga cientistas e revela conexões sociais profundas; descubra agora por que bocejamos quando vemos outra pessoa bocejar

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O bocejo aparece de forma inesperada em diferentes situações do dia a dia. Muitas pessoas percebem que basta alguém bocejar por perto para o gesto se espalhar pelo ambiente. Esse comportamento levanta uma pergunta recorrente. Por que o bocejo é contagioso em humanos e até em alguns animais?

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Pesquisas recentes indicam que o bocejo não está ligado apenas ao sono ou ao tédio. Ele também se relaciona com funções sociais do cérebro. Assim, o bocejo contagioso pode revelar processos de comunicação silenciosa entre indivíduos. Estudos em 2025 ainda buscam respostas completas para esse fenômeno.

bocejar -depositphotos.com / HayDmitriy

O que é o bocejo e como ele funciona?

O bocejo é um movimento amplo de abertura da boca, acompanhado por uma inspiração profunda. Em seguida, ocorre uma expiração mais lenta. O corpo realiza esse ato de forma automática. Ele surge em momentos de cansaço, mudança de estado de alerta ou alterações de temperatura corporal.

Assim, pesquisadores sugerem que o bocejo ajuda a regular funções fisiológicas. Entre elas aparecem a oxigenação, a circulação sanguínea e a temperatura do cérebro. Quando a boca se abre, músculos da face, do pescoço e da cabeça se ativam. Dessa forma, o organismo recebe estímulos que podem aumentar o nível de vigília em certos contextos.

Além disso, o bocejo costuma surgir em fases de transição. Isso ocorre ao acordar, antes de dormir ou em períodos de monotonia prolongada. Alguns estudos associam esse gesto à necessidade de ajuste do estado mental. Assim, o indivíduo se prepara para uma nova condição de atenção.

Por que o bocejo é contagioso?

A expressão “bocejo contagioso” descreve a tendência de imitar o gesto após ver alguém bocejar. Essa reação pode acontecer também por ouvir o som do bocejo. Até mesmo a simples leitura da palavra “bocejo” aumenta a chance de o ato aparecer. Esse padrão indica que o cérebro reage a sinais sociais discretos.

Cientistas investigam possíveis explicações para esse contágio. Uma das principais hipóteses envolve a empatia. Quando o cérebro reconhece o estado de outra pessoa, ele tende a reproduzir expressões faciais. Assim, o bocejo contagioso pode surgir como reflexo de identificação com o outro.

Outra linha de estudo considera os chamados “neurônios-espelho”. Essas células nervosas se ativam tanto durante uma ação própria quanto ao observar alguém realizando o mesmo gesto. Dessa maneira, o sistema nervoso poderia copiar o bocejo de forma automática. Em humanos, esse efeito aparece com mais frequência entre pessoas com laços afetivos próximos.

O que a ciência já sabe sobre o bocejo contagioso?

Pesquisas realizadas desde o fim do século XX ampliaram o conhecimento sobre o bocejo contagioso. Estudos controlados mostraram que esse tipo de bocejo surge com maior intensidade a partir da adolescência. Isso coincide com o amadurecimento de áreas cerebrais ligadas à compreensão social.

Inlusive, trabalhos comparativos também identificaram o bocejo contagioso em outros animais. Entre eles surgem chimpanzés, bonobos, cães e alguns pássaros. Em muitos casos, o contágio acontece com mais frequência entre indivíduos do mesmo grupo. Assim, os cientistas relacionam o fenômeno a mecanismos de vínculo social e coordenação coletiva.

Além disso, diferentes pesquisas apontam um padrão interessante. O bocejo contagioso aparece com menor frequência em pessoas com certas condições neurológicas. Entre elas, o transtorno do espectro autista e algumas formas de epilepsia. Esses achados reforçam a possível conexão entre bocejo, empatia e leitura emocional.

bocejar – depositphotos.com / VaDrobotBO

Bocejo contagioso tem alguma função social?

Várias teorias procuram explicar a utilidade desse comportamento. Uma delas propõe que o bocejo sincroniza estados de alerta em grupos. Assim, quando uma pessoa boceja, outras podem ajustar o próprio nível de atenção. Esse mecanismo ajudaria na coordenação de atividades coletivas em situações antigas de sobrevivência.

Outra hipótese destaca o aspecto comunicativo do gesto. O bocejo pode sinalizar cansaço, transição de atividades ou mudança de turno. Em sociedades humanas antigas, esse sinal visual teria ajudado na organização de períodos de descanso. Em animais sociais, o mesmo efeito facilitaria a manutenção da coesão do grupo.

Embora nenhuma teoria tenha consenso total, muitas convergem em um ponto. O bocejo contagioso parece ir além de uma simples resposta ao sono. Ele indica algum tipo de diálogo não verbal entre cérebros em interação constante.

Quais fatores influenciam o bocejo contagioso?

Assim, diversos elementos podem aumentar ou reduzir o contágio do bocejo. Pesquisas destacam alguns fatores principais, entre eles:

  • Vínculo social: o bocejo contagioso ocorre mais entre amigos e familiares.
  • Estado emocional: níveis elevados de estresse podem alterar a frequência do bocejo.
  • Idade: crianças pequenas raramente apresentam bocejo contagioso, ao contrário de adolescentes e adultos.
  • Contexto: ambientes silenciosos e repetitivos costumam favorecer o surgimento do gesto.
  • Saúde neurológica: algumas condições podem reduzir a sensibilidade aos estímulos sociais.

Estudos também investigam a influência de imagens e vídeos. Em muitos experimentos, a simples exibição de rostos bocejando já provoca a reação. Assim, o cérebro reage tanto a sinais presenciais quanto a representações visuais.

Como os estudos sobre bocejo contagioso avançam?

Desde 2020, novas tecnologias de imagem cerebral permitem observar o bocejo em tempo real. Pesquisadores monitoram quais áreas se ativam durante a observação e a execução do gesto. Esses dados ajudam a mapear redes neurais ligadas à empatia e à imitação.

Além dos exames de imagem, laboratórios utilizam registros fisiológicos detalhados. Entre eles, medem batimentos cardíacos, temperatura da pele e microexpressões faciais. Com isso, buscam entender como o bocejo contagioso se encaixa em um conjunto maior de respostas sociais.

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Aliás, o interesse em torno do bocejo contagioso permanece em alta. O tema envolve neurociência, psicologia, etologia e até comunicação. Embora ainda existam muitas perguntas em aberto, o fenômeno oferece uma janela para compreender como cérebros interagem. Assim, um gesto simples continua ajudando a revelar aspectos complexos do comportamento social humano.

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