Remédios populares contra o colesterol: benefícios e cuidados com as estatinas
As estatinas fazem parte de um grupo de medicamentos de amplo uso para reduzir o colesterol no sangue e prevenir eventos cardiovasculares, como infarto e AVC. Saiba os benefícios e cuidados com elas.
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As estatinas fazem parte de um grupo de medicamentos de amplo uso para reduzir o colesterol no sangue e prevenir eventos cardiovasculares, como infarto e AVC. Estão entre os remédios com mais prescrição no mundo e, no Brasil, fazem parte de programas de acesso com preços populares em farmácias conveniadas. Por esse motivo, aparecem com frequência em receitas médicas de pessoas de diferentes faixas etárias, sobretudo acima dos 40 anos.
Mesmo sendo remédios de uso comum, muitas pessoas têm dúvidas sobre o que são exatamente as estatinas, como funcionam e quais riscos podem trazer quando se faz uso sem a indicação adequada. Assim, a discussão sobre benefícios e limitações desse tipo de medicamento ganhou espaço em consultórios, serviços de saúde e na imprensa. Em especial, diante do aumento de diagnósticos de colesterol alto e doenças do coração.
O que são estatinas e como elas funcionam?
As estatinas são fármacos que atuam principalmente no fígado, órgão responsável por produzir boa parte do colesterol que circula no sangue. Dessa forma, esses medicamentos bloqueiam uma enzima envolvida na fabricação do colesterol, o que leva à redução do chamado colesterol LDL, conhecido popularmente como “colesterol ruim”. Com o tempo, essa queda ajuda a diminuir o acúmulo de gordura nas artérias.
No mercado brasileiro, alguns exemplos comuns são sinvastatina, atorvastatina, rosuvastatina, pravastatina e lovastatina. A maior parte deles está disponível em versões genéricas e em programas de desconto. Portanto, trata-se de uma classe de remédios com preços acessíveis para grande parte da população. Normalmente, o uso é diário e por longo prazo, muitas vezes por anos, sempre se associando a mudanças de estilo de vida, como alimentação equilibrada e prática regular de atividade física.
Quais são os principais benefícios das estatinas?
A palavra-chave ligada às estatinas é prevenção. Estudos clínicos realizados ao longo de décadas mostram que, em pessoas com alto risco cardiovascular, esses medicamentos ajudam a evitar complicações graves. Portanto, entre os principais benefícios observados estão:
- Redução do risco de infarto agudo do miocárdio em pessoas com doença cardíaca já diagnosticada;
- Diminuição da chance de AVC isquêmico (derrame provocado por entupimento de vasos);
- Menor probabilidade de necessidade de procedimentos como angioplastia e cirurgia de ponte de safena;
- Auxílio no controle do colesterol LDL em pessoas com níveis muito elevados ou com histórico familiar de doença cardíaca precoce.
Em pacientes que já sofreram um infarto ou AVC, as estatinas são um tratamento de base, com impacto relevante na redução de novos eventos. Ademais, para pessoas com alto risco — como diabéticos, indivíduos com pressão alta descontrolada ou com placas de gordura nas artérias — a medicação também costuma ser indicada como forma de evitar a progressão da doença. Esse efeito protetor é um dos motivos pelos quais esses remédios se tornaram tão presentes nas prateleiras e nas prescrições do dia a dia.
Quais são os efeitos colaterais e riscos das estatinas?
Apesar dos benefícios, as estatinas podem causar efeitos adversos. Na maioria dos casos, os sintomas são leves e manejáveis, mas exigem acompanhamento. Os mais relatados são:
- Dores musculares ou sensação de peso nas pernas e braços;
- Cansaço diferente do habitual;
- Alterações em exames de fígado (aumento de enzimas hepáticas);
- Risco discreto de aumento da glicemia em pessoas predispostas ao diabetes.
Em situações raras, podem ocorrer problemas musculares mais graves, que exigem interrupção imediata do remédio. Por isso, médicos costumam solicitar exames periódicos e avaliar queixas musculares de forma detalhada. A intensidade e a frequência dos efeitos colaterais variam conforme a dose, o tipo de estatina, a idade da pessoa e a presença de outras doenças ou medicamentos em uso simultâneo.
Quando o uso de estatinas pode ser inadequado?
Com a ampla disponibilidade e o custo relativamente baixo, há casos em que as estatinas são indicadas de forma pouco criteriosa. Um uso considerado inadequado pode ocorrer, por exemplo, quando:
- O colesterol está apenas discretamente elevado, sem outros fatores de risco relevantes;
- A pessoa não passou por avaliação global de risco cardiovascular (como histórico familiar, tabagismo, pressão alta, obesidade e diabetes);
- O tratamento com remédios substitui completamente medidas de mudança de estilo de vida, como alimentação, controle do peso e exercício físico;
- Não há acompanhamento regular com exames e revisão da necessidade do medicamento ao longo do tempo.
Nesses contextos, o indivíduo se expõe a possíveis efeitos colaterais sem um ganho proporcional em proteção cardiovascular. Além disso, o uso prolongado em doses altas, sem necessidade clara, pode aumentar o risco de problemas musculares e alterações no fígado. A avaliação cuidadosa do perfil de risco, com base em diretrizes atualizadas, é considerada essencial antes de iniciar o tratamento.
Como equilibrar prós e contras das estatinas no dia a dia?
O ponto central no uso de estatinas é o equilíbrio entre benefícios e riscos. Em pessoas com alto risco de eventos cardíacos ou com doença já estabelecida, os dados científicos apontam que a proteção costuma superar de forma significativa os possíveis efeitos adversos. Já em indivíduos de baixo risco, a decisão tende a ser mais discutida, levando em conta estilo de vida, resultados de exames, idade e outras condições de saúde.
De maneira geral, recomenda-se que a pessoa em tratamento:
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- Mantenha acompanhamento médico regular e leve todas as medicações em uso às consultas;
- Informe qualquer dor muscular persistente, cansaço extremo ou alteração inesperada na rotina;
- Realize exames periódicos de sangue para monitorar colesterol, enzimas do fígado e glicemia;
- Associe o remédio a hábitos saudáveis, como dieta balanceada, prática de atividade física e controle do tabagismo.
Ao lado do acesso facilitado e dos preços populares, a informação clara sobre as estatinas, seus prós e contras, tende a ajudar na tomada de decisão mais consciente. A orientação especializada continua sendo a principal referência para definir quando esse tipo de remédio é realmente necessário e em qual dose deve ser utilizado.