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Hipnose funciona mesmo? O que a ciência confirma e o que é puro mito

Ao longo dos últimos anos, a hipnose saiu dos palcos e dos programas de entretenimento. Ela agora ganha espaço em consultórios e em pesquisas acadêmicas. Mesmo assim, ainda circulam muitas dúvidas sobre o que é verdade e o que é fake quando se fala das vantagens da hipnose. Parte do público associa o tema à […]

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Ao longo dos últimos anos, a hipnose saiu dos palcos e dos programas de entretenimento. Ela agora ganha espaço em consultórios e em pesquisas acadêmicas. Mesmo assim, ainda circulam muitas dúvidas sobre o que é verdade e o que é fake quando se fala das vantagens da hipnose. Parte do público associa o tema à perda total de controle. Outra parte acredita que a técnica pode “resolver tudo” de forma mágica. No entanto, essa visão não corresponde ao que a ciência observa.

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No contexto clínico, os profissionais entendem a hipnose como um estado de atenção focada e maior receptividade a sugestões. Eles conduzem esse processo de forma estruturada e treinada. Portanto, a hipnose não representa um “transe misterioso”. Ela reúne um conjunto de técnicas que influenciam percepção, memória e comportamento. Tudo acontece dentro de limites bem definidos. Por isso, compreender o que a hipnose realmente faz e quais são suas aplicações se torna essencial. Assim, você consegue separar benefícios reais de mitos persistentes.

Hipnose – depositphotos.com / IgorVetushko

Hipnose funciona mesmo? O que a ciência já conseguiu demonstrar

A palavra-chave hipnose funciona aparece com frequência em pesquisas de quem busca alternativas para lidar com dor, ansiedade ou hábitos difíceis de mudar. Atualmente, estudos de universidades e de centros de pesquisa mostram resultados positivos em diversos contextos. Eles apontam que a hipnose pode trazer benefícios, especialmente quando você a combina com outras abordagens, como psicoterapia ou tratamentos médicos convencionais. Dessa forma, a técnica atua como ferramenta complementar, e não como substituição total das estratégias já consolidadas na área da saúde.

Pesquisas de neuroimagem mostram que, durante um estado hipnótico, o cérebro passa por uma modulação específica. Áreas ligadas à atenção, à dor e à imaginação funcionam de modo diferente em comparação ao estado de vigília comum. Essa mudança ajuda a explicar por que algumas pessoas relatam redução significativa de desconforto físico ou emocional após sessões bem conduzidas. Contudo, a eficácia varia muito de pessoa para pessoa. Assim, ninguém pode garantir uma resposta uniforme para todos.

Na prática clínica, profissionais aplicam a hipnose em diversos contextos, por exemplo:

  • Controle e manejo de dor crônica ou dor aguda em situações específicas;
  • Apoio em tratamentos para ansiedade, fobias e estresse;
  • Auxílio no abandono de hábitos, como tabagismo, em conjunto com outros métodos;
  • Preparação emocional para procedimentos médicos e odontológicos;
  • Reforço de estratégias de relaxamento, foco e autorregulação emocional.

Quais são as vantagens reais da hipnose comprovadas em estudos?

Quando especialistas discutem as vantagens da hipnose, a literatura científica destaca alguns pontos específicos. Em primeiro lugar, a hipnose pode melhorar a percepção de dor. Assim, o paciente sente menos incômodo ou lida melhor com ele em situações desafiadoras. Pesquisadores estudam esse efeito em cirurgias, partos e tratamentos odontológicos. Nesses casos, profissionais utilizam a hipnose com supervisão adequada e a associam a outras formas de analgesia, quando necessário.

Outra vantagem observada envolve o aumento do relaxamento e da capacidade de concentração. Em sessões estruturadas, a pessoa aprende a direcionar a atenção de forma mais intensa para imagens mentais e sensações de conforto. Além disso, o profissional oferece sugestões terapêuticas alinhadas com os objetivos do paciente. Esse processo favorece o enfrentamento de sintomas de ansiedade e tensão. Desse modo, a hipnose funciona como recurso adicional dentro de um plano de cuidado amplo.

No âmbito comportamental, muitos relatos e pesquisas apontam benefício da hipnose como parte de programas para mudança de hábitos. O profissional pode utilizá?la para reforçar a motivação e trabalhar crenças limitantes. Além disso, a técnica pode apoiar a adesão a objetivos de saúde, como manter uma rotina de exercícios ou reduzir o consumo de determinadas substâncias. No entanto, você precisa considerar um ponto importante. A hipnose, isoladamente, raramente sustenta mudanças duradouras sem ajustes de rotina e acompanhamento adequado.

  • Vantagens mais citadas em pesquisas:
    • Redução da intensidade da dor em determinados quadros clínicos;
    • Melhora da qualidade do sono em alguns casos;
    • Auxílio no controle de sintomas de ansiedade e fobias;
    • Apoio em processos de reabilitação e adesão a tratamentos.

Quais mitos sobre hipnose ainda enganam muita gente?

Muitos mitos ainda circulam e geram desconfiança quando alguém pergunta “hipnose funciona mesmo?”. Um dos equívocos mais comuns envolve a ideia de que a pessoa hipnotizada perde totalmente a vontade própria. Segundo essa crença, qualquer um poderia manipulá?la para qualquer ato. No entanto, as evidências científicas mostram outro cenário. Mesmo em estado hipnótico, o indivíduo mantém senso crítico básico. Assim, ele não aceita sugestões que entrem em choque direto com seus valores ou com a própria segurança.

Outro mito frequente afirma que a hipnose permite “apagar” memórias ou criar lembranças perfeitas de acontecimentos remotos. Pesquisas mostram que memórias recuperadas sob hipnose podem sofrer distorções. Elas podem também se misturar com fantasias e com expectativas. Isso torna arriscado o uso desse recurso como prova de fatos em investigações formais. Por esse motivo, o uso da hipnose em contextos jurídicos enfrenta forte questionamento e diversas restrições.

Além disso, muitas pessoas acreditam que qualquer profissional de saúde ou terapeuta pode aplicar hipnose sem formação específica. Na prática, o uso responsável exige treinamento sólido e contínuo. O profissional precisa de conhecimento de psicologia básica, ética e técnicas de comunicação. Ele também deve reconhecer situações em que a técnica não se mostra indicada, como em determinados quadros psiquiátricos. A falta desse preparo aumenta o risco de falsas promessas e de expectativas irreais.

  1. Mitos comuns sobre hipnose:
    1. “Hipnose é controle total da mente alheia”.
    2. “Qualquer problema psicológico pode ser resolvido com poucas sessões”.
    3. “A pessoa hipnotizada revela segredos contra a vontade”.
    4. “Hipnose substitui exame médico e tratamento convencional”.

Como diferenciar informação séria de fake news sobre hipnose?

Diante da mistura de relatos pessoais, propaganda e entretenimento, você precisa de critérios claros para diferenciar o que é verdade do que é fake sobre as vantagens da hipnose. Informações baseadas em evidências costumam citar pesquisas, universidades ou diretrizes de entidades de saúde. Além disso, essas fontes deixam claro que a hipnose atua como recurso complementar. Elas também ressaltam que os resultados podem variar conforme o caso e o perfil de cada pessoa.

Promessas de cura rápida e garantias absolutas de sucesso já indicam um sinal de alerta. Discursos que desestimulam o acompanhamento médico ou psicológico também merecem cuidado. Conteúdo sério costuma explicar limites e possíveis contraindicações. Ele também enfatiza a importância de uma avaliação individual antes de qualquer abordagem com hipnose. Da mesma forma, profissionais responsáveis reforçam que a técnica não substitui diagnóstico nem medicação prescrita.

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Para quem se interessa em entender melhor se a hipnose funciona em um caso específico, a recomendação mais segura envolve a busca por fontes confiáveis. Você pode consultar sociedades profissionais, conselhos de classe e serviços de saúde reconhecidos. Além disso, vale conversar com o médico ou psicólogo que já acompanha o caso. O debate atual gira menos em torno de “acreditar ou não”. Hoje, os especialistas discutem principalmente como integrar a hipnose, de forma criteriosa, ao conjunto de ferramentas já disponíveis na medicina e na psicologia.

Hipnose – depositphotos.com / IgorVetushko

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