Finanças

Fundos imobiliários: prós, contras e quando investir

Os fundos imobiliários ganharam espaço na carteira de muitos investidores nos últimos anos. Esse tipo de aplicação permite acesso ao mercado de imóveis com pouco dinheiro. Além disso, oferece renda mensal isenta de imposto para a pessoa física em muitos casos. Apesar disso, o FII não serve para todos os perfis. A escolha exige atenção […]

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Os fundos imobiliários ganharam espaço na carteira de muitos investidores nos últimos anos. Esse tipo de aplicação permite acesso ao mercado de imóveis com pouco dinheiro. Além disso, oferece renda mensal isenta de imposto para a pessoa física em muitos casos.

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Apesar disso, o FII não serve para todos os perfis. A escolha exige atenção a riscos, custos e volatilidade. Por esse motivo, muitas pessoas ainda têm dúvidas sobre a real utilidade desses fundos.

dinheiro – depositphotos.com / serezniy

O que são fundos imobiliários e como funcionam?

O fundo imobiliário reúne recursos de vários cotistas e aplica em ativos ligados ao setor. O gestor compra lajes corporativas, shoppings, galpões logísticos, hospitais ou títulos lastreados em imóveis. Então, o fundo distribui aos cotistas a maior parte do lucro gerado, em forma de rendimentos mensais.

O investidor compra cotas na bolsa, como se adquirisse ações. Dessa forma, consegue se expor a imóveis de grande porte com valores menores. As cotas podem se valorizar ao longo do tempo, mas também podem cair. Portanto, o retorno vem de dois caminhos principais: renda mensal e ganho de capital na venda das cotas.

Fundos imobiliários são uma boa aplicação financeira?

A resposta depende do objetivo, do prazo e da tolerância ao risco. Para quem busca renda frequente, o FII costuma se destacar. Muitos fundos pagam rendimentos todos os meses, o que atrai pessoas que desejam complementar salário ou aposentadoria.

Além disso, os fundos imobiliários oferecem diversificação. Em vez de comprar um único apartamento, o investidor participa de um portfólio com vários ativos. Isso dilui problemas de vacância em um imóvel específico. Ainda assim, a carteira não elimina todos os riscos.

Por outro lado, quem precisa de segurança máxima tende a preferir títulos públicos. As cotas de FII oscilam ao longo do pregão, por isso não servem como reserva de emergência. Assim, muitos especialistas sugerem usar esses fundos apenas para objetivos de médio e longo prazo.

Quais são os principais prós dos fundos imobiliários?

Os benefícios dos fundos imobiliários chamam atenção de iniciantes e experientes. Em geral, os pontos positivos mais citados envolvem renda, acesso e simplicidade.

  • Renda mensal recorrente: muitos FIIs pagam proventos todos os meses.
  • Isenção de imposto de renda nos rendimentos, em boa parte dos casos, segundo regras atuais.
  • Acesso ao mercado imobiliário com valores menores e processo mais simples.
  • Gestão profissional da carteira, com equipe dedicada à análise dos imóveis e contratos.
  • Liquidez maior que a compra direta de imóveis, já que a cota negocia na bolsa.

Além desses pontos, o investidor não precisa lidar com burocracias comuns do aluguel residencial. O fundo cuida de contratos, manutenção e negociações. O cotista acompanha relatórios mensais e faz o controle apenas pela corretora.

Quais são os contras e riscos dos fundos imobiliários?

Os riscos dos FIIs também merecem destaque. Em primeiro lugar, as cotas sofrem influência do mercado. Notícias negativas sobre juros, crédito ou consumo podem derrubar preços, mesmo com imóveis ocupados.

Além disso, o fundo pode enfrentar vacância ou redução de aluguéis. Quando isso ocorre, a renda distribuída diminui. Em cenários de crise, alguns FIIs chegam a suspender pagamentos por alguns meses. Portanto, a renda não é garantida.

  • Oscilação de preços na bolsa, com possibilidade de perdas na venda das cotas.
  • Vacância e inadimplência, que reduzem o fluxo de caixa do fundo.
  • Risco de concentração em poucos imóveis ou inquilinos.
  • Gestão inadequada, que pode prejudicar resultados e projetos.
  • Risco de mercado ligado à economia, juros e mudanças regulatórias.

Outro ponto envolve a tributação sobre ganho de capital. Quando o investidor vende cotas com lucro, paga imposto sobre esse resultado. Assim, o planejamento tributário precisa entrar na análise.

Quando vale a pena investir em fundos imobiliários?

Os fundos imobiliários tendem a fazer mais sentido em planos de prazo maior. Quem busca renda passiva, por exemplo, costuma montar carteira de FIIs e reinvestir os proventos por alguns anos. Com o tempo, a renda pode crescer de forma consistente.

Esse tipo de aplicação também favorece quem deseja equilibrar renda fixa e renda variável. Muitos investidores usam FIIs para criar uma ponte entre os dois mundos. Assim, combinam previsibilidade moderada com potencial de valorização.

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  1. Definir objetivos e horizonte de investimento.
  2. Montar reserva de emergência antes de entrar em FIIs.
  3. Estudar tipos de fundos: tijolo, papel, híbrido, fundos de fundos.
  4. Analisar qualidade dos imóveis, contratos e inquilinos.
  5. Acompanhar relatórios e comunicados do gestor.

Em resumo, o fundo imobiliário pode funcionar como boa aplicação financeira para quem aceita oscilações e pensa no longo prazo. Já quem prioriza liquidez imediata ou preservação total de capital tende a preferir outras alternativas, como títulos públicos atrelados à Selic. O ajuste entre perfil, objetivos e riscos define, na prática, se esse investimento realmente se encaixa na estratégia.

dinheiro – depositphotos.com / VadimVasenin

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