Guaco: o chá que ajuda a respirar melhor
Chá de guaco: descubra propriedades expectorantes, broncodilatadoras e anti-inflamatórias naturais, benefícios, preparo seguro e cuidados
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O chá de guaco é bastante conhecido na fitoterapia popular brasileira, principalmente em casos de tosse e desconfortos respiratórios. A planta, de nome científico Mikania glomerata ou Mikania laevigata, é encontrada com frequência em farmácias de manipulação e em casas de produtos naturais. De forma geral, o uso do guaco em forma de infusão costuma ser orientado para auxiliar no alívio de sintomas das vias aéreas, sempre como complemento e não como substituto de tratamentos médicos.
Ao longo dos anos, o guaco passou a ser estudado por pesquisadores interessados em entender as substâncias presentes na planta e seus possíveis efeitos. Parte desses estudos aponta que determinados compostos podem ter ações relevantes no organismo, especialmente em relação à mucosidade e à resposta inflamatória. Mesmo assim, profissionais de saúde costumam alertar para a importância da orientação adequada, principalmente em casos de uso prolongado ou por pessoas com condições de saúde específicas.
Quais são as principais propriedades do chá de guaco?
Entre as propriedades mais mencionadas estão as ações expectorante e bronquidilatadora, atribuídas, em grande parte, ao composto conhecido como cumarina. Essa substância está presente nas folhas da planta e, segundo a literatura, pode ajudar a fluidificar secreções, facilitando a eliminação do muco em quadros de tosse produtiva.
Além disso, o chá de guaco é frequentemente descrito como possuindo possível efeito anti-inflamatório e leve ação antiespasmódica sobre a musculatura dos brônquios. Isso significa que, em alguns casos, pode contribuir para diminuir a sensação de chiado no peito e a irritação das vias respiratórias. Há ainda relatos de uso tradicional do guaco como auxiliar em resfriados, rouquidão e congestão nasal, embora o acompanhamento profissional seja recomendado para avaliar cada situação clínica.
Como o chá de guaco atua no sistema respiratório?
No organismo, o chá de guaco e outros preparados à base da planta costumam ser associados ao alívio de sintomas como tosse, catarro e dificuldade para respirar. A ação expectorante é uma das mais conhecidas: ao tornar o muco menos espesso, o corpo consegue eliminá-lo com mais facilidade, o que pode reduzir a sensação de peso no peito. Esse efeito é especialmente buscado em quadros respiratórios com secreção, como bronquites e gripes.
Outra propriedade frequentemente citada é a possível dilatação dos brônquios, o que pode favorecer a passagem de ar pelas vias respiratórias. Estudos com extratos de guaco sugerem que a cumarina e outros componentes podem atuar relaxando a musculatura lisa dos brônquios. Por essa razão, o guaco aparece em formulações fitoterápicas indicadas para auxiliar em crises de tosse e em doenças respiratórias de caráter inflamatório, sempre como coadjuvante.
De forma complementar, há relatos de que o guaco apresente certo potencial antioxidante, ajudando a combater radicais livres gerados durante processos inflamatórios. Embora esse aspecto ainda seja alvo de pesquisas, ele é citado em estudos que avaliam a planta como um fitoterápico de interesse na área respiratória. Ainda assim, o uso de chá de guaco não substitui inaladores, antibióticos ou outros medicamentos prescritos, cabendo ao profissional de saúde decidir sobre a combinação de tratamentos.
Outras propriedades e usos tradicionais do guaco
Além da atuação no sistema respiratório, o guaco é lembrado na medicina tradicional como planta de uso versátil. Em algumas regiões, o chá é utilizado topicamente (em compressas) ou em banhos para auxiliar em irritações de pele leves. Também existem referências ao uso de preparações de guaco em problemas digestivos, como má digestão e desconforto abdominal, embora essas aplicações não sejam tão difundidas quanto o uso respiratório.
Em termos de propriedades, são frequentemente mencionadas ações analgésicas leves e antissépticas, principalmente quando o guaco é combinado a outras plantas em fórmulas fitoterápicas. A literatura etnobotânica registra, por exemplo, misturas de guaco com hortelã, gengibre ou eucalipto, voltadas a quadros de gripe e mal-estar geral. Nesses casos, o chá de guaco atua como um dos componentes do preparo, somando seu potencial expectorante a outras plantas com propriedades aromáticas e descongestionantes.
Como usar o chá de guaco com segurança?
Apesar das propriedades atribuídas ao chá de guaco, o uso exige cuidados. A cumarina, em doses elevadas, pode ter efeitos indesejados, principalmente relacionados à coagulação do sangue e ao fígado. Por isso, recomenda-se atenção especial em pessoas que utilizam anticoagulantes, apresentam doenças hepáticas ou fazem uso contínuo de diversos medicamentos. Nesses casos, a orientação médica ou de outro profissional habilitado é considerada fundamental.
Em geral, indica-se que o consumo de chá de guaco seja feito por períodos limitados e na quantidade orientada por um profissional de saúde ou terapeuta especializado em fitoterapia. Crianças, gestantes e pessoas que amamentam costumam exigir avaliação ainda mais criteriosa antes de qualquer uso. Reações como náusea, desconforto gástrico, dor de cabeça ou sinais alérgicos são motivos para suspender o chá e buscar orientação adequada.
- Evitar uso prolongado sem acompanhamento.
- Redobrar cuidados em caso de uso de anticoagulantes.
- Não administrar em crianças pequenas sem indicação profissional.
- Observar possíveis reações adversas após a ingestão.
Quais orientações gerais sobre o chá de guaco em 2025?
Em 2025, o interesse por plantas medicinais como o guaco continua em expansão, acompanhado de estudos que buscam esclarecer doses, indicações e riscos. Órgãos de saúde e entidades de pesquisa reforçam a importância de enxergar o chá de guaco como um recurso complementar, e não como substituto de tratamentos convencionais para doenças respiratórias, cardíacas ou sistêmicas.
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- Buscar informação em fontes confiáveis, como publicações científicas e guias oficiais de fitoterapia.
- Consultar médicos, farmacêuticos ou fitoterapeutas antes de iniciar o uso.
- Respeitar doses e tempo de uso indicados.
- Interromper o consumo em caso de sintomas incomuns.
Com essas precauções, o chá de guaco permanece como um recurso tradicional de apoio em quadros respiratórios, articulando saber popular e conhecimento científico em constante atualização.