Do gado às fábricas: Descubra os três maiores poluentes do planeta
Os três maiores poluentes do planeta formam hoje um dos principais temas ambientais. Governos, empresas e pesquisadores monitoram essas substâncias com atenção. Afinal, elas afetam diretamente o clima, a qualidade do ar e a saúde humana. Entre esses poluentes, destacam-se o dióxido de carbono, o metano e os contaminantes que formam a poluição do ar […]
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Os três maiores poluentes do planeta formam hoje um dos principais temas ambientais. Governos, empresas e pesquisadores monitoram essas substâncias com atenção. Afinal, elas afetam diretamente o clima, a qualidade do ar e a saúde humana. Entre esses poluentes, destacam-se o dióxido de carbono, o metano e os contaminantes que formam a poluição do ar urbano.
Esses poluentes não surgem por acaso. A sociedade moderna cria essas emissões com o uso de energia, transporte e produção de alimentos. Assim, cada escolha de consumo influencia o volume de poluição. Alíás, carros, usinas, fazendas e indústrias lançam essas substâncias todos os dias. O resultado aparece em mudanças no clima e em doenças respiratórias.
O que é dióxido de carbono e por que o CO? preocupa tanto?
O dióxido de carbono, ou CO?, é um gás de efeito estufa. Ele retém parte do calor que a Terra libera para o espaço. Em pequenas quantidades, esse processo mantém o planeta habitável. Porém, o excesso de CO? intensifica o aquecimento global e altera padrões climáticos.
As principais fontes de CO? surgem da queima de combustíveis fósseis. Carros, caminhões, aviões e navios utilizam gasolina, diesel ou querosene. Além disso, usinas termelétricas queimam carvão e gás natural para gerar eletricidade. A indústria do cimento também libera grande volume desse gás. Quando ocorre desmatamento, as árvores deixam de absorver CO? e ainda liberam carbono estocado.
Relatórios internacionais estimam cerca de 37 bilhões de toneladas de CO? por ano em 2023. Esse número considera apenas combustíveis fósseis e processos industriais. Desde a Revolução Industrial, a concentração de CO? na atmosfera subiu mais de 50%. Em 2024, medições científicas registraram valores acima de 420 partes por milhão.
O impacto desse aumento se espalha por vários setores. Eventos climáticos extremos se tornam mais frequentes e intensos. Ondas de calor prolongadas afetam cidades em vários continentes. Agricultores enfrentam secas mais severas e chuvas concentradas. A elevação do nível do mar ameaça áreas costeiras e ilhas baixas.
Metano: o gás de efeito estufa silencioso
O metano (CH?) também integra o grupo dos gases de efeito estufa. Ele permanece menos tempo na atmosfera do que o CO?. Contudo, cada molécula de metano retém muito mais calor. Em cerca de 20 anos, o metano aquece o planeta mais de 80 vezes que o dióxido de carbono.
Aliás, as maiores fontes de metano se concentram em três frentes. Primeiro, a produção e o transporte de gás natural, petróleo e carvão liberam esse composto. Vazamentos em dutos e poços somam grandes volumes. Segundo, o setor agropecuário emite metano por meio da digestão de bovinos e ovinos. Terceiro, lixões e aterros geram o gás durante a decomposição de resíduos orgânicos.
Aliás, dados de 2024 indicam que o metano responde por cerca de 30% do aquecimento atual. A concentração atmosférica desse gás quase triplicou desde o período pré-industrial. Organismos internacionais apontam redução rápida do metano como medida eficaz. Essa estratégia pode limitar o aumento da temperatura global nas próximas décadas.
Inclusive, o metano prejudica também a qualidade do ar. Em contato com outros gases, ele favorece a formação de ozônio troposférico. Esse ozônio age como poluente e afeta diretamente o sistema respiratório. Por essa razão, especialistas relacionam o metano não só ao clima, mas também à saúde pública.
Poluição do ar: PM2.5, óxidos de nitrogênio e seus efeitos
Aliás, a poluição do ar aparece diariamente no horizonte das grandes cidades. Um dos componentes mais críticos recebe o nome de PM2.5. Trata-se de material particulado com diâmetro menor que 2,5 micrômetros. Essas partículas entram fundo nos pulmões e alcançam a corrente sanguínea.
Outra família de poluentes inclui os óxidos de nitrogênio, ou NOx. Esse grupo reúne principalmente o NO e o NO?. Motores a diesel e a gasolina produzem esses gases nos escapamentos. Usinas termelétricas e algumas indústrias também liberam grandes quantidades. Em áreas urbanas, o trânsito intensa responde por grande parte dessas emissões.
No dia a dia, fogões a lenha, queima de lixo e incêndios florestais agravam o problema. Em bairros próximos a vias movimentadas, crianças e idosos respiram ar mais carregado. O resultado aparece em quadros de asma, bronquite e outras doenças. Hospitais registram aumentos de internações em dias com alta poluição.
Aliás, organizações de saúde estimam milhões de mortes prematuras por ano devido à poluição do ar. Em 2023, estudos apontaram cerca de sete milhões de óbitos anuais associados a esse fator. O PM2.5 contribui para doenças cardiovasculares, AVC e câncer de pulmão. Os óxidos de nitrogênio irritam as vias aéreas e favorecem crises respiratórias.
Quais soluções podem reduzir os três maiores poluentes do planeta?
A redução do CO?, do metano e da poluição do ar exige ações combinadas. Governos, empresas e população compartilham essa responsabilidade. Políticas públicas, inovação tecnológica e mudanças de hábito caminham juntas. Assim, a sociedade cria trajetórias mais sustentáveis.
Dessa forma, para diminuir o dióxido de carbono, vários países ampliam fontes renováveis. Energia solar e eólica ganham espaço na matriz elétrica. Além disso, programas de eficiência energética reduzem o consumo em casas e indústrias. O transporte público de qualidade também corta emissões de carros individuais.
Aliás, no caso do metano, empresas de petróleo reforçam o monitoramento de vazamentos. Novas tecnologias detectam plumas de gás por satélite e drones. No campo, produtores ajustam a dieta de rebanhos para reduzir emissões entéricas. Cidades implantam sistemas de captação de biogás em aterros sanitários. Assim, transformam o metano em fonte de energia.
Portanto, para combater o PM2.5 e os óxidos de nitrogênio, gestores urbanos adotam diversas medidas. Zonas de baixas emissões restringem veículos mais antigos. Frotas de ônibus migram gradualmente para modelos elétricos. Normas ambientais estabelecem limites mais rígidos para chaminés industriais. Além disso, campanhas educativas desestimulam a queima de lixo e de restos agrícolas.
Aliás, no nível individual, cada pessoa pode adotar hábitos que ajudam. Caminhadas, bicicleta e caronas reduzem o uso de carros. O descarte correto de resíduos evita acúmulo de lixo em terrenos e córregos. A escolha de alimentos com menor pegada de carbono também influencia. Dessa forma, a sociedade diminui a pressão sobre o clima e a qualidade do ar.
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Inclusive, relatórios recentes indicam uma tendência clara. Países que combinam legislação firme, fiscalização e incentivos obtêm quedas relevantes nas emissões. Ainda assim, os três maiores poluentes do planeta continuam em níveis elevados. Especialistas apontam a próxima década como período decisivo. As decisões tomadas agora podem definir a intensidade do aquecimento global e o ar que as próximas gerações irão respirar.