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Gerente dá folgas de até 7 dias como prêmio na festa da empresa, é demitida e ganha indenização de 31 mil

Guilherme Araújo Por Guilherme Araújo
22/07/2026
Em Economia
Gerente dá folgas de até 7 dias como prêmio na festa da empresa, é demitida e ganha indenização de 31 mil

Distribuição de dias de descanso em festa corporativa não justifica demissão ilegal.

Uma gerente de uma empresa farmacêutica da China foi demitida após oferecer folgas como prêmio em uma festa de fim de ano. Os vencedores receberam de 3 a 7 dias extras de descanso. A Justiça concluiu que a empresa não provou abuso de poder, fraude ou ganho pessoal e manteve uma indenização de cerca de US$ 31 mil.

O que a gerente fez durante a festa da empresa?

A funcionária, identificada apenas pelo sobrenome Lv, usou dias de descanso como prêmio de uma brincadeira realizada na confraternização. Alguns vencedores receberam 3 dias, enquanto outros ganharam até 7 dias.

Lv havia sido contratada em janeiro de 2021 para liderar uma equipe ligada a uma farmácia. Os dias extras foram concedidos sem uma autorização formal dos superiores, mas alguns funcionários chegaram a usar as folgas.

O nome da empresa e o número do processo não foram divulgados nas reportagens consultadas. Por isso, detalhes que não aparecem nas decisões relatadas não podem ser tratados como confirmados.

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Por que a empresa decidiu demitir a funcionária?

A empresa afirmou que a gerente abusou do cargo ao distribuir um benefício que não tinha poder para conceder. Também citou fraude, má conduta e interesse pessoal como motivos para encerrar o contrato.

A cobertura do caso da gerente demitida informa que o vínculo foi encerrado em setembro de 2023. A funcionária recorreu à arbitragem trabalhista no mesmo ano.

A sequência relatada foi:

1
Contratação em 2021 Lv começou a trabalhar como líder de uma equipe de farmácia.
2
Prêmios na festa anual A gerente ofereceu dias extras de descanso aos vencedores.
3
Folgas de 3 a 7 dias Parte dos funcionários usou os dias concedidos na brincadeira.
4
Demissão em setembro de 2023 A empresa alegou abuso do cargo, fraude e benefício pessoal.
5
Vitória na arbitragem A empresa foi condenada a pagar compensação pela dispensa.

O que foi analisado para afastar a acusação de abuso?

A Justiça analisou se a gerente agiu para obter vantagem própria e se a conduta causou prejuízo grave. A empresa precisava demonstrar as acusações usadas para justificar a punição mais pesada.

Segundo o relato detalhado da decisão trabalhista, a empresa não apresentou provas suficientes de que Lv tivesse recebido dinheiro, favorecido a si mesma ou agido com intenção de causar dano.

Os pontos importantes para o resultado foram:

  • Autorização: a concessão não havia recebido uma aprovação formal dos superiores.
  • Benefício pessoal: não foi provado que a gerente ganhou dinheiro ou folgas.
  • Prejuízo: a empresa não demonstrou uma perda grave causada pela brincadeira.
  • Política interna: a acusação precisava estar apoiada em regras claras e conhecidas.
  • Proporção: a demissão deveria corresponder à gravidade comprovada da conduta.

A falta de autorização poderia justificar uma medida interna. Porém, o tribunal não aceitou que ela provava, sozinha, fraude e abuso de poder.

Leia também: Bancário é demitido por justa causa acusado de desviar dinheiro, mas Justiça manda reintegrá-lo e pagar R$ 100 mil

Quanto a gerente pediu e quanto recebeu?

Lv pediu cerca de 328.349 yuans, mas a arbitragem fixou o pagamento em 228.492 yuans. Esse segundo valor equivalia a aproximadamente US$ 31 mil quando o caso foi divulgado.

A empresa contestou a decisão na Justiça. O tribunal rejeitou os pedidos da companhia e manteve o pagamento definido pela arbitragem.

O Departamento de Recursos Humanos de Guangzhou explica que uma demissão considerada ilegal pode gerar pagamento calculado em dobro sobre a compensação econômica prevista na legislação chinesa.

Valor pedido
328.349 yuans A gerente solicitou essa quantia ao contestar a demissão.
Valor mantido
228.492 yuans A arbitragem fixou esse pagamento e o tribunal manteve o resultado.
Conversão
Cerca de US$ 31 mil O valor em dólares corresponde à conversão divulgada na época.
Não provado
Abuso para benefício pessoal A empresa não demonstrou que a gerente ganhou vantagem com os prêmios.

A decisão cria uma regra para todas as festas de empresas?

Não. O resultado vale para o caso analisado na China e depende das provas, das regras internas e da legislação daquele país. Uma empresa pode exigir autorização antes de conceder dias extras de descanso.

A Lei de Contratos de Trabalho da China permite demissão por falta grave em situações previstas, mas o empregador precisa demonstrar que a conduta realmente ocorreu.

Como funciona as regras caso tivesse acontecido por aqui?

No Brasil, o resultado também dependeria das regras da empresa, da autoridade dada à gerente e das provas sobre eventual prejuízo. Decisões individuais não criam uma autorização geral para oferecer folgas sem aprovação.

Outros julgamentos mostram como a prova pode mudar o resultado, como ocorreu na decisão envolvendo uma fortuna escondida durante o casamento. Em qualquer processo, uma acusação grave precisa de elementos que sustentem o que foi alegado.

Tags: demissão ilegalfesta da empresafolgasindenização

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