Aos 86 anos, Mervin Raudabaugh recusou uma oferta milionária de data center por suas terras. Em vez de vender, ele escolheu preservar a fazenda para uso agrícola, mantendo viva uma história familiar de décadas.
Por que a oferta pelo data center chamou tanta atenção?
A história aconteceu em Silver Spring Township, na Pensilvânia, onde Mervin Raudabaugh, de 86 anos, recebeu ofertas de mais de US$ 15 milhões por duas fazendas somando 261 acres.
O interesse vinha de desenvolvedores de data center, tipo de estrutura usada para guardar servidores e sistemas digitais. Pela proposta, o valor passava de US$ 60 mil por acre, mas a resposta do fazendeiro foi não.
O que o fazendeiro escolheu em vez do dinheiro?
Em vez de aceitar a oferta maior, ele entrou em um acordo de preservação das terras. Segundo o município, o produtor aceitou cerca de US$ 7.200 por acre para proteger a área dentro de um programa local.
O caminho escolhido envolveu a Lancaster Farmland Trust, que usa servidões de conservação para manter fazendas abertas, produtivas e protegidas contra outros tipos de construção.
Os pontos centrais da decisão são:
- O fazendeiro recusou mais de US$ 15 milhões para não transformar a propriedade em obra de data center.
- As terras somam 261 acres em duas fazendas vizinhas.
- O acordo de preservação mantém a área voltada para uso agrícola.
- A fazenda também carregava memória familiar e ligação afetiva com o lugar.
- A decisão virou exemplo de resistência à pressão imobiliária sobre áreas rurais.

Por que terras rurais estão entrando na mira dos data centers?
A corrida por inteligência artificial aumentou a busca por energia, espaço e infraestrutura. A Agência Internacional de Energia projeta que o consumo elétrico global de data centers pode chegar a cerca de 945 TWh em 2030.
Nos Estados Unidos, o Departamento de Energia afirma que data centers podem consumir até 9% da eletricidade do país em 2030. Por isso, regiões com terra disponível e acesso à rede elétrica entram no radar.
Na prática, o conflito aparece em pontos como:
- Busca por terrenos grandes e próximos de infraestrutura.
- Preocupação de moradores com energia, água e mudança na paisagem.
- Oferta alta para donos de terra em áreas estratégicas.
- Medo de perda de áreas agrícolas tradicionais.
A decisão de Mervin não significa que todo projeto de tecnologia seja ruim, mas mostra como uma comunidade pode discutir o valor de uma terra além do preço colocado na proposta.
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Quais pontos ajudam a entender a decisão?
O caso chama atenção porque mistura dinheiro, memória familiar, agricultura e tecnologia. Para muita gente, a oferta parecia impossível de recusar. Para o fazendeiro, a terra tinha outro peso.
O próprio modelo de preservação usado no caso ajuda a explicar essa escolha. O USDA descreve as servidões agrícolas como uma forma de limitar usos não agrícolas em fazendas e áreas de cultivo.
A comparação fica assim:

O que essa história deixa para quem acompanha a expansão da tecnologia?
A resposta do fazendeiro ganhou força porque vai contra a ideia de que toda grande oferta compra qualquer lugar. No caso dele, a terra era trabalho, memória e futuro agrícola, não só um ativo para virar obra.
Ao mesmo tempo, a história mostra um dilema real. A tecnologia precisa de estrutura, mas comunidades também querem preservar solo produtivo, paisagem e rotina rural. A decisão de Mervin virou símbolo desse limite entre avanço e pertencimento.




