O acúmulo de pedidos de perícias no INSS tem sido um dos maiores desafios para milhões de brasileiros. Para reverter o cenário de longa espera, o governo federal iniciou uma série de ações estratégicas focadas na otimização da análise de benefícios previdenciários e assistenciais.
Por que a fila de espera cresceu tanto nos últimos anos?
O volume de processos represados alcançou números recordes, com o tempo de espera chegando a 64 dias em março de 2025. Esse acúmulo gerou uma pressão significativa sobre o Instituto Nacional do Seguro Social, exigindo mudanças estruturais imediatas na gestão interna.
O cenário, monitorado pelo Ministério da Previdência Social, reflete uma demanda elevada por serviços médicos e administrativos. A complexidade na verificação documental e o alto número de solicitações pendentes tornaram a situação insustentável para milhares de famílias que dependem do auxílio estatal para a sobrevivência básica.
Como funciona o Programa de Gerenciamento de Benefícios?
A principal solução estrutural veio por meio da Lei nº 15.201, que instituiu o Programa de Gerenciamento de Benefícios (PGB). Esta iniciativa incentiva servidores a realizarem análises fora do horário regular de expediente, oferecendo bonificações financeiras como contrapartida pela produtividade extra alcançada.
Confira os valores pagos por atividade adicional aos servidores:

Quais processos recebem prioridade na análise?
A força-tarefa estabelece uma escala de importância para garantir que os casos mais urgentes sejam resolvidos primeiro. A determinação é coordenada pelo Ministério da Gestão e da Inovação em Serviços Públicos, buscando dar celeridade a situações de vulnerabilidade social extrema.
Têm precedência na fila os seguintes casos:
- Processos com prazos judiciais que já expiraram.
- Solicitações que acumulam mais de 45 dias de espera.
- Avaliações sociais para o pagamento do BPC.
- Perícias médicas em regiões com agendamento superior a 30 dias.

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Como a fila única nacional vai ajudar os segurados?
Desde janeiro de 2026, o instituto implementou a fila única nacional, unificando a carga de trabalho de todas as regiões. Com essa alteração, servidores de áreas com pouca demanda agora colaboram ativamente na análise de processos de locais com maior acúmulo, evitando a ociosidade administrativa.
Essa medida visa equilibrar a eficiência operacional em todo o território nacional. A descentralização das atividades garante que o cidadão, independentemente de onde esteja, tenha seu pedido processado por qualquer unidade disponível, acelerando o tempo de resposta final para o segurado.
Qual é a meta para o encerramento das filas em 2026?
O INSS intensificou a realização de mutirões presenciais em diversas cidades, aumentando em 20% o número de atendimentos médicos em comparação ao ano anterior. O objetivo declarado pelos gestores é alcançar a normalidade operacional até julho de 2026, trabalhando apenas com a demanda de novos requerimentos mensais.
A expectativa é de que, com a continuidade das bonificações e a tecnologia aplicada, a fila de espera seja eliminada. Enquanto a meta não é atingida, o segurado deve acompanhar a situação do seu processo através dos canais oficiais, mantendo sempre a documentação atualizada para evitar atrasos desnecessários.




