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Oficina de Goiânia é condenada a pagar R$ 23 mil após cobrar R$ 18 mil por serviços não autorizados em troca de pneus

Guilherme Araújo Por Guilherme Araújo
10/05/2026
Em Economia
Justiça pune lojas por terminal de direção de R$ 589 e revela esquema de serviços desnecessários em suspensão e freios

Justiça pune lojas por terminal de direção de R$ 589 e revela esquema de serviços desnecessários em suspensão e freios

A relação de confiança entre o motorista e a prestadora de serviços é fundamental para a manutenção veicular. No entanto, o caso de uma moradora de Goiânia revela como a conduta de uma oficina pode ferir gravemente os direitos do consumidor e gerar condenações judiciais expressivas.

Como ocorreu a cobrança indevida no estabelecimento?

A consumidora buscou o local apenas para a substituição de dois pneus, mas foi surpreendida com uma conta de R$ 18.400. Sem o seu consentimento prévio, os funcionários realizaram reparos complexos na suspensão e no sistema de freios, comunicando os procedimentos apenas após a execução via mensagens eletrônicas.

Sob ameaça de retenção do veículo, a cliente efetuou o pagamento no cartão de crédito, mas buscou reparação imediata nos tribunais. Para entender os limites éticos e as normas que regem o setor de serviços automotivos, o portal do Tribunal de Justiça de Goiás disponibiliza informações sobre sentenças relacionadas a práticas comerciais abusivas.

Juiz aplica Código de Defesa do Consumidor contra prática abusiva e obriga oficina a indenizar cliente por retenção de veículo
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Qual foi o valor total da indenização fixado pela Justiça?

A sentença determinou que as empresas envolvidas devolvam R$ 17.192,00 relativos aos danos materiais sofridos pela vítima. Além da restituição do dinheiro pago indevidamente, o magistrado fixou uma condenação de R$ 6.000,00 por danos morais, visando punir a conduta desonesta dos estabelecimentos.

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Confira os principais pontos da decisão judicial:

  • Restituição material: Devolução dos valores cobrados acima da média de mercado.
  • Danos morais: Compensação pelo constrangimento e ameaça de retenção do bem.
  • Prática abusiva: Reconhecimento de violação aos direitos fundamentais do cliente.
  • Laudo pericial: Validação técnica de que as peças foram superfaturadas em quase 10 vezes.

Quais serviços foram realizados sem o consentimento da cliente?

A lista de itens cobrados incluiu desde ajustes de cambagem traseira até o brunimento do pistão e o desempeno da coluna dianteira. A oficina alegou a necessidade dos reparos, mas não apresentou orçamentos assinados ou qualquer prova de que a proprietária do carro havia permitido as intervenções adicionais.

Um laudo técnico pericial foi decisivo para o processo, comprovando que houve superfaturamento em peças básicas. Um terminal de direção, cujo valor de mercado é R$ 65, foi cobrado por R$ 589. O documento também apontou que alguns serviços listados na nota sequer foram executados no veículo, configurando fraude direta contra o consumidor.

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O que o Código de Defesa do Consumidor diz sobre orçamentos?

O CDC estabelece que o fornecedor de serviço é obrigado a entregar um orçamento prévio discriminando o valor da mão de obra, dos materiais e equipamentos a serem utilizados. Qualquer serviço realizado sem a autorização expressa do consumidor é considerado amostra grátis, não gerando obrigação de pagamento.

O juiz Vanderlei Caires Pinheiro classificou a atitude como prática abusiva e contrária à boa-fé objetiva. Os detalhes sobre as proteções legais contra métodos comerciais coercitivos estão descritos no Código de Defesa do Consumidor, que garante a transparência total nas transações entre empresas e cidadãos.

Leia também: Funcionário de banco é condenado a 15 anos de prisão após desviar R$ 385 mil de conta de cliente morta

Como o consumidor deve se proteger ao deixar o carro na oficina?

Para evitar situações semelhantes, é indispensável exigir o orçamento por escrito e assinar apenas o que foi estritamente solicitado. Caso a oficina identifique novos problemas durante o reparo, ela deve interromper o serviço e aguardar uma nova autorização formal do proprietário antes de prosseguir com qualquer troca de peças.

Registrar um Boletim de Ocorrência e guardar todas as comunicações eletrônicas são passos fundamentais caso seja necessário ingressar com uma ação judicial. A transparência no setor automotivo é um direito, e decisões como a de Goiânia servem para desestimular ilícitos e garantir que o motorista não seja vítima de “empurroterapia” ou cobranças fantasmas no dia a dia.

Tags: direitos do consumidorGoiâniaindenizaçãooficina

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