A manutenção preventiva de um automóvel vai muito além de garantir o seu funcionamento mecânico. Trafegar com o veículo apresentando danos estruturais ou falta de itens obrigatórios pode resultar em uma multa pesada e na interrupção imediata da sua viagem.
O que caracteriza a infração grave por mau estado de conservação?
De acordo com o Artigo 230 do Código de Trânsito Brasileiro, conduzir um veículo em mau estado de conservação que comprometa a segurança é uma infração de natureza grave. Situações como para-choques soltos, carroceria com partes cortantes ou pneus carecas são os alvos principais da fiscalização.
Nesses casos, a penalidade financeira é de R$ 195,23, acompanhada da soma de 5 pontos na CNH do proprietário. Para entender melhor a hierarquia das normas que regem a segurança viária, o texto oficial do Código de Trânsito Brasileiro detalha as responsabilidades de manutenção dos condutores.

Qual a diferença entre defeito de iluminação e mau estado?
É comum que motoristas confundam a gravidade das punições ao notar um defeito simples. Rodar com uma lâmpada de farol queimada ou luz de freio inoperante é considerado uma infração média, gerando uma multa de R$ 130,16 e 4 pontos na carteira, conforme o inciso XXII do mesmo artigo.
Contudo, se a falha de iluminação vier acompanhada de outros problemas estruturais que demonstrem descaso com a segurança, o agente pode aplicar a autuação grave. A manutenção do sistema elétrico deve ser constante, seguindo as diretrizes técnicas de órgãos como o Senatran, que regulamenta os equipamentos obrigatórios no Brasil.
Quais equipamentos obrigatórios geram a multa de R$ 195,23?
A ausência ou o mau estado de itens de emergência também enquadra o condutor na penalidade de R$ 195,23. O triângulo de sinalização, o macaco, a chave de rodas e o extintor de incêndio (quando obrigatório para a categoria do veículo) devem estar em perfeitas condições de uso imediato.
Confira os itens que nunca devem faltar no seu porta-malas:
- Triângulo de sinalização: Deve estar íntegro para garantir a visibilidade em paradas de emergência.
- Pneu sobressalente: O estepe precisa estar calibrado e com sulcos dentro do limite legal.
- Macaco e chave de rodas: Ferramentas essenciais para a substituição de pneus em via pública.
- Limpador de para-brisa: Deve funcionar perfeitamente, garantindo a visibilidade sob chuva.
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O agente pode realmente guinchar o veículo no local?
A legislação prevê a medida administrativa de retenção do veículo para regularização. Se o problema que motivou a multa puder ser resolvido no próprio local da abordagem, como prender um para-choque de forma segura, o veículo é liberado após a autuação para seguir viagem.
Entretanto, se o defeito oferecer risco iminente, como pneus com lonas aparentes ou freios comprometidos, o carro será retido. Caso a regularização não seja possível no momento, o proprietário deverá providenciar um guincho para remover o automóvel até uma oficina credenciada, arcando com os custos logísticos da operação.
Como evitar problemas com a fiscalização de trânsito?
A melhor forma de evitar a multa grave é realizar vistorias periódicas em todos os componentes externos e de segurança do carro. Pequenos reparos feitos a tempo impedem que danos simples evoluam para condições de “mau estado”, que atraem a atenção das autoridades durante blitzes de rotina.
Guardar as notas fiscais das manutenções realizadas é uma prática recomendada, pois comprova a diligência do proprietário em manter o bem em condições adequadas. Um veículo bem conservado não apenas protege o bolso contra sanções financeiras, mas garante a integridade física de todos os ocupantes e demais usuários das vias públicas brasileiras.




