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A Atlântida Japonesa de 20 milhões de anos no fundo do mar: o monumento submerso que o Japão não reconhece como ruína

Vitor Bruno Por Vitor Bruno
13/03/2026
Em Cidades
Yonaguni oferece o espetáculo visual de uma pirâmide monolítica de 100 metros, descoberta acidentalmente durante a observação de tubarões-martelo // (imagem ilustrativa)

Yonaguni oferece o espetáculo visual de uma pirâmide monolítica de 100 metros, descoberta acidentalmente durante a observação de tubarões-martelo // (imagem ilustrativa)

A 25 metros de profundidade, na costa sul da ilha mais remota de Okinawa, uma formação de arenito com terraços, ângulos retos e degraus gigantes desafia a explicação fácil. O Monumento de Yonaguni foi descoberto por acaso em 1986 e, quase quatro décadas depois, segue sem classificação oficial do governo japonês. Nem patrimônio, nem sítio arqueológico. Apenas rocha, corrente marinha e uma pergunta que não se fecha.

Um mergulhador, tubarões-martelo e a descoberta acidental

Kihachiro Aratake, diretor da associação de turismo local, procurava novos pontos de observação de tubarões-martelo quando avistou algo incomum no leito marinho. O que ele descreveu como uma “Machu Picchu subaquática” era uma massa retangular de cerca de 100 metros de comprimento por 60 de largura e 25 de altura, com faces planas e arestas simétricas. A formação fica a apenas 100 metros da costa, sob a ponta do penhasco de Arakawabana.

A notícia atraiu pesquisadores da Universidade de Ryukyus, liderados pelo geólogo marinho Masaaki Kimura. Ele passou uma década estudando o local e concluiu que os terraços eram monólitos esculpidos por mãos humanas. Kimura chegou a associar a estrutura ao lendário continente perdido de Mu, o equivalente pacífico da Atlântida.

Yonaguni destaca-se como a “Machu Picchu subaquática”, uma formação de arenito a 25 metros de profundidade que desafia a arqueologia // (imagem ilustrativa)

O que a geologia diz sobre a “pirâmide” submarina

A rocha que compõe o monumento pertence ao Grupo Yaeyama, formado no início do Mioceno, há cerca de 20 milhões de anos. Trata-se de arenito fino e lamito, com planos de acamamento paralelos e fraturas verticais que se cruzam em ângulos retos. Segundo o geólogo Robert Schoch, da Universidade de Boston, essas características explicam a aparência geométrica: terremotos frequentes na região fraturam a rocha de forma regular, e correntes fortes esculpem as superfícies.

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13/03/2026

Em 2019, Takayuki Ogata e outros pesquisadores realizaram análise topográfica digital da ilha e confirmaram que formações idênticas existem em terra firme, no geossítio de Sanninudai, na costa sul de Yonaguni. O estudo concluiu que o monumento é produto natural de intemperismo e erosão ao longo de juntas lineares no arenito.

Quem se interessa por mistérios e civilizações perdidas, vai curtir esse vídeo especialmente selecionado do canal Ei Nerd, que conta com mais de 98 mil visualizações, onde Peter Jordan mostra as teorias sobre o Monumento Yonaguni, a suposta cidade submersa no Japão:

Nenhum artefato em quase 40 anos de mergulho

Um dado pesa contra a hipótese artificial: até hoje, nenhuma ferramenta, cerâmica ou inscrição foi encontrada no entorno da formação. Em 2024, a equipe de Hironobu Suga, da Universidade de Kyushu, apresentou resultados na Conferência da Associação de Geógrafos Japoneses reforçando essa lacuna. Os pesquisadores documentaram processos ativos de erosão no fundo, incluindo desprendimento de rocha-mãe e formação de marmitas de variados tamanhos.

Nem a Agência de Assuntos Culturais do Japão nem o governo de Okinawa classificam o monumento como patrimônio cultural. Nenhuma das duas instâncias conduziu trabalho de preservação ou escavação no local. O Monumento de Yonaguni permanece, oficialmente, apenas uma curiosidade geológica.

Yonaguni brilha como o enigma que o governo japonês se recusa a classificar, permanecendo num limbo entre monumento humano e obra da natureza // (imagem ilustrativa)

Leia também: A vila onde não há bancos, não há asfalto e não há postes de luz: só o brilho da lua sobre as praias mais bonitas do planeta

A ilha que fica mais perto de Taipei do que de Tóquio

Yonaguni é a ilha habitada mais ocidental do Japão, com cerca de 28 km² e aproximadamente 1.700 moradores. A distância até Taiwan é de apenas 107 km, enquanto Tóquio fica a quase 2.000 km. Em dias de boa visibilidade, é possível enxergar a costa taiwanesa do ponto mais a oeste da ilha. A proximidade geográfica levou a discussões sobre uma linha regular de ferry entre Yonaguni e o porto de Suao, em Yilan, com viagem teste realizada em 2023.

A ilha também abriga curiosidades próprias: o cavalo Yonaguni, menor raça equina do Japão, pasta livre em três campos cercados por grades no chão que impedem sua saída. A mariposa-atlas de Ryukyu, considerada a maior mariposa do mundo, tem em Yonaguni seu único habitat japonês. E o hanazake, um destilado de arroz com 60% de teor alcoólico, é produzido exclusivamente na ilha.

Schoch e a hipótese dos 95%

Embora Robert Schoch considere a formação essencialmente natural, ele não descarta totalmente a presença humana. Após dezenas de mergulhos no local, o geólogo propôs que o monumento seria “95% natural”, mas que habitantes antigos da ilha podem ter admirado e utilizado a estrutura, talvez até retocando partes dela. Na superfície de Yonaguni, existem tumbas e estruturas talhadas na rocha que, segundo Schoch, imitam estilisticamente os degraus naturais hoje submersos.

Entre os visitantes ilustres do monumento está o lendário mergulhador em apneia Jacques Mayol, que escreveu um livro sobre suas imersões em Yonaguni. A formação também atraiu o escritor Graham Hancock, que no livro Underworld a conectou a outros sítios submersos pelo mundo, do Lago Titicaca à costa de Dwarka, na Índia.

Um mistério que a ciência prefere observar a encerrar

O Monumento de Yonaguni não oferece respostas simples. A maioria dos geólogos aponta origem natural, mas a concentração de formas geométricas em área tão reduzida continua provocando perguntas. A ausência de artefatos enfraquece a tese humana, enquanto a semelhança com construções antigas alimenta a imaginação de quem mergulha ali.

Tags: cidadesJapÃoOkinawa

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