Você já viu um cachorro de língua de fora, ofegante, tentando se enfiar em qualquer cantinho fresco da casa? Em dias quentes, isso não é “manha”: é o jeito que o corpo dele encontra para não passar mal. Como os cães não suam como a gente, eles ficam muito mais vulneráveis ao calor e podem ter um golpe de calor em pouco tempo, principalmente com as ondas de calor cada vez mais comuns no Brasil.
Por que os cães não suam pela pele como os humanos
O corpo do cachorro funciona de um jeito bem diferente do nosso quando o assunto é controlar a temperatura. A pele deles quase não tem glândulas de suor ativas, que ficam concentradas principalmente nas almofadas das patas, então o cão praticamente não “transpira” pelo corpo.
Sem o suor espalhado pela pele, o cachorro precisa encontrar outras formas de se resfriar. Por isso, ele usa mais a respiração ofegante e busca superfícies frias para deitar, o que explica por que eles adoram piso gelado, sombra e até mesmo tapetes gelados e pedras de ardósia em dias muito quentes.
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Como funciona a respiração ofegante e a língua na refrigeração do cão
Quando o cachorro está com calor, a primeira reação é começar a ofegar, com a língua para fora. Isso aumenta a circulação de ar pela boca e pela língua, fazendo com que a saliva evapore e ajude a liberar calor do corpo, como se fosse um “ar-condicionado natural”, mas com eficiência limitada.
Esse sistema envolve a língua úmida, as mucosas da boca e do nariz e a respiração acelerada. Em ambientes muito quentes, úmidos ou sem ventilação, ou durante esforço físico intenso, esse mecanismo pode não dar conta, e o cão passa a correr um risco maior de superaquecimento. Cães de focinho curto, como pugs e buldogues, têm ainda mais dificuldade para se resfriar e exigem atenção redobrada.
O que é insolação em cães e como reconhecer os principais sinais
A insolação, ou golpe de calor, acontece quando a temperatura do corpo do cachorro sobe rápido demais, geralmente após exposição prolongada ao sol, ficar preso em locais abafados (como carros fechados) ou se exercitar em horários de calor intenso. Sem suar pela pele, o corpo dele não consegue se resfriar a tempo.
Alguns sinais aparecem em sequência e indicam perigo: respiração muito ofegante, língua e gengivas muito vermelhas ou arroxeadas, salivação intensa, fraqueza, vômitos, diarreia e até desmaio. Diante desses sintomas, o ideal é procurar um veterinário com urgência e, até chegar lá, tirar o animal do calor e umedecer levemente patas e barriga com água fresca.
Para você que gosta de cuidar do seu cão, separamos um vídeo do canal PeritoAnimal com dicas para amenizar o calor:
Tapete gelado para cachorro realmente ajuda contra o calor
O tapete gelado para cachorro virou um grande aliado em casas muito quentes. Ele é feito com material resistente e um gel interno que esfria em contato com o corpo do animal ou após ficar um tempo na geladeira, ajudando a aliviar o calor quando o cão se deita sobre ele.
Para aproveitar bem o acessório, o ideal é deixá-lo sempre na sombra, em local ventilado, e observar se o cachorro está confortável. Se ele começar a tremer, evitar deitar ou se afastar o tempo todo, talvez seja melhor reduzir o tempo de uso ou combinar o tapete com outras formas de refresco, como água fresca e ventiladores.
Por que a pedra de ardósia na sombra ajuda a evitar insolação em cães
A pedra de ardósia é muito usada em áreas externas justamente porque tende a ficar mais fresca do que outros pisos, principalmente quando está na sombra. Em dias quentes, ela vira um ótimo “refúgio” para o cachorro deitar e perder calor pelo contato do corpo com a superfície fria.
Instalar uma faixa de ardósia em um lugar fixamente sombreado, como sob árvores ou coberturas, cria um ponto de resfriamento permanente no quintal ou na varanda. Manter água fresca por perto e checar a temperatura da pedra ao longo do dia ajuda a garantir que ela continue sendo um recurso seguro, sobretudo para cães idosos ou com problemas cardíacos.




