As fibras musculares e hipertrofia caminham juntas em um processo biológico complexo que envolve desde o tipo de célula recrutada até a sinalização de proteínas como o VEGF. Entender essa mecânica ajuda a otimizar os ganhos de massa e a resistência física de forma eficiente.
Quais as principais diferenças entre as fibras do tipo 1 e tipo 2?
As fibras do tipo 1 possuem um limiar de excitação baixo, sendo as primeiras a entrar em ação no movimento. Elas são ricas em mitocôndrias e possuem alta vascularização, o que as torna perfeitas para exercícios de endurance e longa duração.
Já as fibras do tipo 2 têm um limiar mais alto e maior área de secção transversal, garantindo mais força e volume. Por terem menos tecido conjuntivo de proteção, elas sofrem dano muscular mais facilmente sob estresse mecânico intenso, sendo as protagonistas da hipertrofia.

Por que o VEGF é importante para o crescimento do músculo?
O VEGF, ou fator de crescimento vascular endotelial, expande a árvore vascular para sustentar o novo volume de tecido. Quando o músculo cresce, ele exige mais nutrientes e oxigênio, e essa proteína garante a formação de vasos colaterais adequados.
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Como ocorre a integração entre VEGF e a via de sinalização IGF?
A hipertrofia não depende apenas de uma via isolada, mas da conversa entre o VEGF e o IGF. Ambos atuam na famosa via Akt/mTOR, que é o gatilho principal para a síntese de proteínas contráteis como actina e miosina.
Essa interação cria um ambiente favorável para o desenvolvimento das fibras. Abaixo, listamos os principais componentes desse sistema de crescimento:
- Células satélites: fundamentais para a regeneração e doação de núcleos;
- Sinalização hormonal: resposta a estímulos de diversos hormônios;
- Adaptação vascular: ajuste do fluxo sanguíneo ao tamanho do músculo.
Qual o papel das células satélites na resposta ao treino?
Entender como seus músculos se renovam e crescem é o segredo para manter um corpo forte e ativo em todas as fases da vida. No vídeo a seguir, do canal UNIGUAÇU BRASIL, é explicado como o funcionamento das fibras musculares e hipertrofia ajuda a fortalecer o organismo e proteger sua saúde.
As células satélites funcionam como um exército de reserva que responde rapidamente a estímulos hormonais e mecânicos. O VEGF também participa dessa sinalização, facilitando a ativação dessas células para reparar as microlesões geradas pelo treino de força.
Essa sensibilidade hormonal permite que o músculo se adapte a cargas progressivas. Com o suporte do IGF, as células satélites se fundem às fibras existentes, aumentando a capacidade de síntese proteica e o volume muscular total.
A vascularização limita o ganho de massa muscular?
Sim, pois um músculo sem a capilarização correta não consegue manter sua estrutura metabólica. A produção de VEGF garante que a hipertrofia seja acompanhada por uma rede de vasos eficiente, evitando a fadiga precoce e melhorando a recuperação pós-treino.
O crescimento muscular é, portanto, um evento multifatorial. Para ter resultados sólidos, o corpo coordena a força das fibras do tipo 2, a resistência das fibras do tipo 1 e a inteligência química de fatores como o VEGF e IGF em uma sinergia perfeita.




