Trabalhar mais, reclamar menos e aceitar todas as tarefas pode parecer virtude, mas pode custar caro. O especialista em RH Rafael Alonso alerta que funcionários silenciosos acumulam estresse, recebem menos reconhecimento e podem comprometer a própria saúde mental.
Por que quem trabalha mais sofre mais dentro da empresa?
Segundo Rafael Alonso, há uma realidade pouco discutida no ambiente corporativo: os profissionais que não reclamam e entregam tudo no prazo acabam se tornando alvo preferencial de novas demandas. A confiança dos gestores pode virar sobrecarga.
Em declaração pública, o especialista afirmou que “quem trabalha duro sofre muito mais estresse do que aqueles que apenas cumprem o básico”. Para ele, o esforço silencioso pode se transformar em um ciclo contínuo de pressão emocional.

Quais são os riscos para quem não estabelece limites?
Funcionários que evitam confrontos e aceitam todas as tarefas podem enfrentar consequências invisíveis no dia a dia corporativo. De acordo com Alonso, essa postura tende a gerar desequilíbrios importantes, como mostram os principais impactos abaixo.
- Sobrecarga sem reconhecimento: aumento de responsabilidades sem ajuste salarial ou melhoria nas condições.
- Baixa visibilidade interna: falta de promoção ou valorização por não tornar os resultados visíveis.
- Esgotamento profissional: risco de estresse crônico, desmotivação e desequilíbrio entre vida pessoal e trabalho.
Como o esforço silencioso afeta carreira e salários?
O especialista destaca que muitos trabalhadores dedicados continuam recebendo o mesmo que colegas menos produtivos. Essa estagnação salarial gera sensação de injustiça e pode impactar diretamente a motivação no médio prazo.
Alonso reforça que “se você quer preservar sua felicidade, estabeleça limites”. Para ele, a ausência de posicionamento claro abre espaço para abusos estruturais e compromete a qualidade de vida profissional.

Que atitudes podem proteger sua saúde mental no trabalho?
Para evitar a armadilha do “bom funcionário invisível”, o especialista em recursos humanos recomenda ações práticas que ajudam a proteger o bem-estar e fortalecer a posição profissional. Entre as estratégias mais relevantes estão as seguintes.
- Comunicar a carga de trabalho: registrar tarefas e informar quando o volume ultrapassar o razoável.
- Negociar responsabilidades: solicitar reconhecimento financeiro, folga ou apoio adicional ao assumir novas funções.
- Tornar o trabalho visível: compartilhar resultados, buscar feedback e participar ativamente de projetos estratégicos.
Qual é o papel das empresas nesse cenário?
Além do alerta aos profissionais, Rafael Alonso também direciona a reflexão às organizações. Para ele, líderes precisam avaliar objetivamente quem está assumindo maior carga de tarefas e rever sistemas de reconhecimento interno.
Promover cultura de feedback, incentivar pausas e prevenir o esgotamento são medidas essenciais. Ignorar o esforço constante de quem entrega resultados silenciosamente pode gerar rotatividade, perda de talentos e desgaste institucional.




