Em 2026, regras de transição do INSS exigem mais pontos e idade mínima. Mulheres precisam de 93 pontos ou 59 anos e 6 meses; homens, 103 pontos ou 64 anos e 6 meses. Cálculo mantém média salarial com percentuais progressivos.
Se você planeja a aposentadoria 2026, é preciso atenção redobrada. As regras de transição do INSS ficaram mais duras em janeiro, seguindo a Reforma da Previdência. Entender os novos pontos, idades mínimas e cálculos evita atrasos e perdas no valor do benefício.
O que mudou nas regras da aposentadoria em 2026?
Desde janeiro de 2026, as regras de transição ficaram mais exigentes para quem não completou os requisitos até 31 de dezembro de 2025. As mudanças seguem o cronograma da Emenda Constitucional nº 103 de 2019, que prevê aumento gradual de idade e pontuação.
O objetivo do governo é tornar o acesso ao benefício progressivamente mais difícil até a estabilização das regras permanentes. Na prática, isso significa trabalhar mais tempo ou esperar mais alguns meses para cumprir as novas exigências do INSS.

Quais são os novos pontos e idades mínimas exigidos?
As principais regras de transição ativas em 2026 envolvem a soma de idade e contribuição ou o avanço da idade mínima progressiva. Entre os critérios atualizados, estão os que você confere a seguir.
- Regra dos pontos mulheres: 93 pontos em 2026, com no mínimo 30 anos de contribuição.
- Regra dos pontos homens: 103 pontos em 2026, com no mínimo 35 anos de contribuição.
- Idade mínima progressiva mulheres: 59 anos e 6 meses, com 30 anos de contribuição.
- Idade mínima progressiva homens: 64 anos e 6 meses, com 35 anos de contribuição.
Como fica o cálculo do valor da aposentadoria em 2026?
O valor do benefício segue a regra geral criada pela Reforma da Previdência. O segurado recebe 60% da média salarial de todas as contribuições desde julho de 1994, com acréscimo de 2% para cada ano que ultrapassar o tempo mínimo.
Para mulheres, o tempo base é de 15 anos de contribuição; para homens, 20 anos. Assim, para alcançar 100% da média, a mulher precisa de 35 anos e o homem de 40 anos de contribuição, o que exige planejamento cuidadoso.

Quais regras de pedágio ainda valem para quem estava perto?
Quem estava a poucos meses de se aposentar em novembro de 2019 ainda pode usar as regras de pedágio, criadas pela EC 103/2019. Elas funcionam como exceções e exigem atenção aos detalhes, conforme os pontos abaixo.
- Pedágio de 50%: válido para quem faltava menos de dois anos em 2019, com adicional de metade do tempo restante e aplicação do fator previdenciário.
- Pedágio de 100%: exige idade mínima de 57 anos para mulheres e 60 para homens, com o dobro do tempo que faltava e benefício integral.
O que fazer agora para não perder dinheiro na aposentadoria?
O primeiro passo é consultar o CNIS no Meu INSS e confirmar se todos os vínculos e salários estão corretos. Erros simples podem atrasar a concessão ou reduzir o valor final, especialmente nas regras de transição mais apertadas.
Também vale usar o simulador atualizado do INSS e considerar um planejamento previdenciário. Em alguns casos, esperar poucos meses para entrar em uma regra melhor pode significar um aumento relevante no benefício mensal ao longo da aposentadoria.




