Marco Marques saiu das vendas de carros, criou frisos sem furo no quintal da mãe e fundou a Kitoplastic. Hoje a indústria atende 17 montadoras, emprega 210 pessoas e fatura R$ 220 milhões por ano.
O brasileiro Marco Marques saiu do balcão de uma concessionária e transformou uma ideia simples em indústria. Ele começou fazendo frisos no quintal da mãe e hoje comanda a Kitoplastic, que atende 17 montadoras e fatura R$ 220 milhões ao ano.
Como um vendedor de carros virou dono de indústria?
Aos 20 e poucos anos, Marco Marques vendia carros e ouvia pedidos de personalização que eram caros ou difíceis de instalar. Esse contato diário com o consumidor mostrou uma lacuna clara no mercado e abriu espaço para uma solução prática.
Em 2000, ele saiu do discurso e testou a ideia na prática: passou a produzir frisos no quintal da casa da família, com foco em facilitar a vida de quem vende e de quem compra. O projeto cresceu até virar uma indústria referência.

Qual foi a sacada que fez o friso virar um negócio milionário?
Na época, frisos originais de alguns modelos exigiam furar a porta, aumentando tempo e risco de erro. Marco criou uma alternativa pensada para instalação simples e acabamento pronto, e essa mudança virou vantagem competitiva. Entre os pontos-chave estão os seguintes.
- Problema: frisos que exigiam furo e aumentavam o risco na instalação.
- Solução: peça sem furo e já pintada, pronta para aplicação.
- Resultado: concessionárias e clientes passaram a preferir o novo padrão.
Como a produção deixou de ser caseira e virou indústria moderna?
Com a demanda crescendo, a estrutura improvisada ficou pequena e a empresa ganhou galpões, logística e máquinas. Hoje, o processo parte do grão de plástico ABS, passa por secagem, aquecimento e injeção em molde, com retirada por robô e esteira.
Na sequência, entram linhas contínuas de pintura industrial, com limpeza, primer e tinta, até a peça sair pronta para montagem. A operação evoluiu porque começou simples e reinvestiu rápido, sem esperar o cenário perfeito para dar o primeiro passo.

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O que explica o salto de R$ 8 mil por mês para R$ 220 milhões?
O faturamento saiu de R$ 8 mil mensais no início para R$ 220 milhões por ano com carteira ampliada, mais volume e diversificação de peças. A empresa também aprendeu que depender de poucos compradores aumenta o risco. Os sinais desse crescimento aparecem aqui.
- Escala: ampliação de capacidade, equipes e linhas de montagem e pintura.
- Carteira: atendimento a 17 montadoras e vários CNPJs para diluir riscos.
- Gestão: reinvestimento constante e adaptação quando modelos saem de linha.
Como equipe e disciplina sustentam esse império automotivo?
Por trás das máquinas, existe estrutura humana: são cerca de 210 pessoas em áreas como financeiro, fiscal, contábil, comercial e atendimento. A cultura se fortaleceu com metas, rotina e gente crescendo junto, mantendo padrão técnico mesmo em alta demanda.
Marco diz trabalhar em média 14 horas por dia, mas busca regularidade e equilíbrio emocional para decidir melhor. A regra é evitar euforia e desespero, encarar fatos com análise e agir rápido após um erro, mantendo foco no próximo passo.




