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Arqueólogos encontram 225 estatuetas funerárias escondidas na antiga cidade de Tânis e tentam descobrir a quem pertenciam

Guilherme Araújo Por Guilherme Araújo
08/09/2026
Em Entretenimento
O conjunto apareceu reunido em um local que ainda levanta dúvidas sobre sua origem e finalidade

O conjunto apareceu reunido em um local que ainda levanta dúvidas sobre sua origem e finalidade

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Arqueólogos encontraram 225 ouchebtis na lama, em posição original, junto a um sarcófago anônimo de granito rosa em Tânis.↓ Ver no artigo
Inscrições nas estatuetas identificaram Shoshenq III, faraó da 22ª dinastia, como proprietário do sarcófago e dos vestígios próximos.↓ Ver no artigo
O achado sugere que Shoshenq III pode ter sido enterrado numa câmara ligada a Osorkon II, apesar de possuir outra tumba com seu nome.↓ Ver no artigo

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Resumo da matéria
01
225 estatuetas na lama
Os ouchebtis foram encontrados em posição original, concentrados numa fossa junto a um sarcófago de granito rosa sem inscrição.
achado excepcional
02
Nome resolveu o mistério
As inscrições nas estatuetas identificaram Shoshenq III e ligaram o faraó ao sarcófago que permanecia anônimo na tumba de Osorkon II.
identidade revelada
03
Tumba ganhou nova história
A descoberta sugere que Shoshenq III pode ter sido enterrado numa câmara ligada ao predecessor, embora possuísse outra tumba com seu nome.
necrópole revista

Na necrópole real de Tânis, arqueólogos encontraram 225 estatuetas funerárias preservadas na lama ao lado de um sarcófago anônimo. As inscrições ligaram o conjunto ao faraó Shoshenq III, da 22ª dinastia, permitindo identificar o proprietário do sarcófago e revisar a história de uma câmara funerária conhecida desde 1939.

Onde estavam escondidas as 225 estatuetas de Tânis?

A equipe trabalhava na necrópole real de Tânis, no delta do Nilo, durante ações de limpeza e conservação. As peças apareceram numa sala da tumba de Osorkon II, concentradas numa fossa junto a um sarcófago anônimo de granito rosa que já era conhecido pelos arqueólogos.

O local integra uma das áreas funerárias mais importantes do Egito antigo. Tânis foi capital durante parte do Terceiro Período Intermediário e ficou famosa pelas tumbas reais descobertas por Pierre Montet no fim da década de 1930.

Inscrições e características das peças podem ajudar a identificar quem estava ligado ao esconderijo

Como as estatuetas permitiram identificar o sarcófago?

Os 225 objetos são ouchebtis, pequenas figuras funerárias colocadas nos sepultamentos para servir simbolicamente ao morto no além. Nesse caso, as inscrições presentes nas peças traziam o nome de Shoshenq III, criando uma associação direta entre o conjunto funerário e o faraó da 22ª dinastia.

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A EPHE-PSL afirma que a identificação confirma Shoshenq III como proprietário do sarcófago e dos vestígios funerários próximos. Novas inscrições encontradas na própria câmara reforçam a conclusão e ajudam a reconstruir a sequência de enterramentos reais em Tânis.

Por que encontrar as peças em posição original foi tão importante?

As estatuetas estavam preservadas numa camada de lama acumulada durante milênios. Segundo a equipe, elas permaneceram em seu local de deposição original, próximas ao sarcófago. Isso reduz a possibilidade de que tenham sido simplesmente deslocadas de outra sepultura em épocas posteriores.

Esse contexto transforma o conjunto em evidência arqueológica mais forte do que peças isoladas. A associação entre nome, posição e sarcófago permite reconstruir um evento funerário específico. Cerâmica e contas encontradas ao lado também entram nessa mesma interpretação, formando parte do mobiliário ligado ao rei.

A seguir listamos 4 evidências que sustentam a identificação e mostram por que as estatuetas mudaram a interpretação da câmara funerária:

  • 225 ouchebtis: o grande conjunto apareceu concentrado junto ao sarcófago anônimo.
  • Nome do faraó: as inscrições nas figuras identificam diretamente Shoshenq III.
  • Posição original: as peças permaneceram no contexto funerário em que foram depositadas.
  • Novas inscrições: textos descobertos na câmara reforçam a mesma atribuição ao soberano.

Leia também: Ilha artificial construída há mais de 5 mil anos é mais antiga que Stonehenge e ainda esconde uma plataforma de madeira sob as pedras

A quantidade de estatuetas torna ainda mais intrigante a tentativa de reconstruir a história do conjunto

Por que a descoberta muda a história da tumba de Osorkon II?

Shoshenq III já possuía outra tumba com seu nome em Tânis, o que havia levado pesquisadores a imaginar que ali estaria seu sepultamento. As novas evidências sugerem que ele pode nunca ter sido enterrado nessa estrutura e acabou sepultado numa câmara associada ao predecessor Osorkon II.

Isso ajuda a explicar por que o sarcófago de granito permanecia anônimo apesar de décadas de estudo. A nova leitura mostra que uma mesma necrópole podia passar por rearranjos complexos, com câmaras reutilizadas e projetos funerários alterados durante a sucessão dos reis.

A seguir listamos 3 consequências históricas da descoberta que mostram por que identificar o dono do sarcófago altera mais do que apenas o nome de uma peça:

Logo EM Foco
DADOS EM FOCO
O que mudou com as 225 estatuetas
Resumo das principais evidências arqueológicas usadas para identificar o sarcófago
Evidência O que foi encontrado Impacto
Ouchebtis 225 estatuetas inscritas Nome de Shoshenq III
Contexto Peças em posição original Ligação direta com o sarcófago
Câmara funerária Novas inscrições Revisão da história da necrópole

O que os 225 ouchebtis revelam sobre Shoshenq III?

O conjunto também permite estudar práticas funerárias e organização de oficinas. As estatuetas foram produzidas em faiança silicosa e aparecem em diferentes categorias, incluindo trabalhadores e supervisores. Essa padronização ajuda a investigar recursos, produção artesanal e ideias religiosas da corte durante o reinado do faraó.

Os 225 ouchebtis de Tânis transformaram uma câmara conhecida havia décadas em uma descoberta nova. Preservadas pela lama, as peças devolveram identidade a um sarcófago anônimo e mostraram que revisar sítios já escavados pode ser tão revelador quanto abrir uma área inédita.

Sua história pode virar reportagem

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Tags: arqueologiaEgitoShoshenq IIITânis

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