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Para salvar companheiras feridas, estas formigas-carpinteiras amputam patas com a boca e conseguem elevar a sobrevivência para até 95% nos testes

Paulo Por Paulo
07/09/2026
Em Curiosidades
Como formigas-carpinteiras amputam companheiras feridas

Como formigas-carpinteiras amputam companheiras feridas

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Formigas-carpinteiras Camponotus floridanus amputam patas de companheiras com lesões no fêmur, após limpar o ferimento.↓ Ver no artigo
Nos testes, a amputação elevou a sobrevivência de formigas com ferimentos infectados no fêmur para 90% a 95%, contra menos de 40% sem atendimento.↓ Ver no artigo
Lesões na tíbia receberam limpeza prolongada, sem amputação, e resultaram em sobrevivência de cerca de 75% nos testes.↓ Ver no artigo

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Resumo gerado por IA a partir dos artigos deste site.
⚡ Feito com Myth Box

Em uma colônia da Flórida, formigas-carpinteiras conseguem fazer algo raro no mundo animal: amputar a pata ferida de uma companheira. Nos testes, o procedimento elevou a sobrevivência em lesões no fêmur para cerca de 90% a 95%, enquanto ferimentos mais baixos receberam outro tipo de cuidado na colônia.

Por que essas formigas-carpinteiras tratam uma pata ferida de duas maneiras?

A espécie Camponotus floridanus vive em colônias onde trabalhadoras feridas recebem atenção de outras operárias. O comportamento muda conforme a posição do corte, o que indica que a resposta não é simplesmente morder qualquer membro machucado.

Quando a lesão experimental atingia o fêmur, a região mais próxima do corpo, as companheiras primeiro limpavam a área e depois cortavam a pata na base. Quando o ferimento estava na tíbia, mais distante do corpo, elas prolongavam a limpeza e não amputavam.

Como formigas-carpinteiras amputam companheiras feridas
Como formigas-carpinteiras amputam companheiras feridas

O que os testes mostraram sobre a sobrevivência após a amputação?

O estudo Wound-dependent leg amputations to combat infections in an ant society, publicado em 2024 na Current Biology, confirmou que amputações após lesões no fêmur aumentaram de forma significativa a sobrevivência em comparação com indivíduos sem o procedimento.

Nos experimentos com ferimentos infectados, o tratamento no fêmur levou a uma sobrevivência de cerca de 90% a 95%. Sem atendimento, o índice ficou abaixo de 40%. A diferença mostra por que retirar a pata pode ser vantajoso, mesmo sendo um procedimento demorado e irreversível.

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Por que uma lesão mais baixa recebe apenas limpeza?

A explicação está na anatomia da perna. Exames mostraram que o fêmur concentra músculos ligados à circulação da hemolinfa, o fluido que exerce funções semelhantes às do sangue nos insetos. Uma lesão nessa região pode reduzir o fluxo e retardar a dispersão de microrganismos.

Essa diferença muda o tempo disponível para agir. Os principais resultados foram:

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05/09/2026
  • Ferimento no fêmur: limpeza seguida de amputação da pata.
  • Ferimento na tíbia: limpeza prolongada, sem corte do membro.
  • Amputação demorada: o processo pode levar pelo menos 40 minutos.
  • Resposta seletiva: o tratamento varia conforme a posição da lesão.
Como formigas-carpinteiras amputam companheiras feridas
Como formigas-carpinteiras amputam companheiras feridas

Como as próprias formigas executam uma amputação?

As operárias começam usando as peças bucais para limpar o ferimento. Depois avançam pela pata até a base e mordem repetidamente a região de ligação com o corpo. A companheira ferida permanece relativamente imóvel enquanto o membro é separado e o local volta a receber cuidados.

O acompanhamento de uma equipe de pesquisa também registrou que, em lesões de fêmur, a sobrevivência chegou a 90% ou 95%. Já a limpeza de feridas na tíbia elevou a sobrevivência para cerca de 75% nos testes.

O que esse comportamento revela sobre a vida dentro da colônia?

A amputação mostra que o cuidado coletivo pode chegar a um nível de especialização comportamental muito maior do que uma simples limpeza. A colônia responde ao tipo de ferimento, investe tempo no tratamento e preserva operárias que depois podem voltar às atividades mesmo com cinco patas.

O mais marcante é a combinação entre diagnóstico e ação: nem toda lesão recebe o mesmo procedimento. A localização do corte altera o risco e a utilidade da amputação, e as formigas ajustam o cuidado de modo compatível com essa diferença anatômica.

Sua história pode virar reportagem

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Tags: Animaisciênciacomportamentoformigas

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