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Durante o inverno, este sapo congela por meses, deixa de respirar e fica sem batimentos cardíacos, mas volta à atividade na primavera graças ao açúcar produzido pelo próprio corpo para proteger suas células

Paulo Por Paulo
04/09/2026
Em Curiosidades
Como a rã-da-floresta sobrevive congelada durante o inverno

Como a rã-da-floresta sobrevive congelada durante o inverno

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A rã-da-floresta pode passar mais de seis meses abaixo de zero, congelada e sem respiração ou batimentos cardíacos detectáveis.↓ Ver no artigo
Quando começa a congelar, o fígado converte glicogênio em grandes quantidades de glicose, que protege as células contra desidratação e gelo interno.↓ Ver no artigo
O gelo se forma principalmente fora das células; órgãos centrais congelam depois e descongelam antes, reduzindo danos durante o inverno.↓ Ver no artigo

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EM FOCO
Resumo da matéria
01
Corpo congelado
A rã-da-floresta pode atravessar parte do inverno congelada, sem respiração ou batimentos, enquanto seu metabolismo fica profundamente reduzido.
Estado suspenso
02
Açúcar protetor
O fígado libera muita glicose quando o congelamento começa, ajudando a proteger as células da desidratação e do gelo interno.
Crioproteção
03
Retorno na primavera
Quando a temperatura sobe, órgãos vitais descongelam primeiro e as funções retornam até o animal recuperar movimento e atividade normal.
Degelo gradual

Durante o inverno, a rã-da-floresta pode ficar congelada, sem respirar e sem batimentos cardíacos, e ainda retornar à atividade quando aquece. O segredo envolve a produção de glicose pelo fígado, que ajuda a proteger as células da desidratação e do gelo interno enquanto o corpo suporta temperaturas abaixo de zero.

Como a rã-da-floresta consegue passar o inverno congelada?

A rã-da-floresta, conhecida em inglês como wood frog, passa o inverno escondida sob folhas e material vegetal no solo. Quando a temperatura cai, parte da água corporal congela e o animal entra em um estado no qual respiração e circulação ficam suspensas.

Esse congelamento é controlado, não uniforme. Gelo se forma principalmente fora das células, enquanto órgãos centrais congelam depois e descongelam antes. A estratégia reduz danos em estruturas delicadas e permite que o metabolismo fique extremamente baixo durante longos períodos abaixo de zero.

Como a rã-da-floresta sobrevive congelada durante o inverno
Como a rã-da-floresta sobrevive congelada durante o inverno

Qual é o papel da glicose quando o corpo começa a congelar?

O início do congelamento dispara uma resposta no fígado, que converte glicogênio armazenado em grandes quantidades de glicose. O açúcar circula pelo sangue e entra nos tecidos, onde ajuda a reduzir a perda de água das células e limita a formação de gelo no interior delas.

Pesquisas da University of Alaska Fairbanks acompanharam animais em condições naturais e encontraram concentrações elevadas de glicose em diferentes tecidos. Ciclos sucessivos de congelamento e descongelamento podem aumentar essa reserva antes de o animal permanecer congelado pelo restante do inverno.

O serviço de parques descreve a pausa fisiológica do inverno

“Durante todo o inverno, as rãs hibernando ficam inertes: elas não respiram e seus corações não batem”

National Park Service Amphibians, Denali National Park and Preserve, tradução livre do original em inglês

O coração realmente para enquanto o sapo está congelado?

Sim. Durante o estado congelado, não há batimentos cardíacos nem respiração detectável, e o animal parece completamente inerte. Isso é possível porque o metabolismo despenca e os tecidos foram preparados pelo crioprotetor antes que o gelo avance pelo corpo.

Quando a temperatura sobe, o processo se inverte. Órgãos vitais descongelam primeiro, o coração volta a bater e, depois, atividade cerebral e movimento retornam. Esse reinício gradual permite que a rã saia do estado congelado e retome a rotina de primavera.

A seguir listamos quatro mecanismos do congelamento que ajudam a explicar como a rã preserva tecidos durante o inverno:

  • Fígado: transforma glicogênio em glicose quando o congelamento começa.
  • Glicose: entra nos tecidos e ajuda a proteger as células contra desidratação e gelo interno.
  • Gelo extracelular: pode se formar ao redor das células sem necessariamente congelar seu interior.
  • Metabolismo reduzido: permite atravessar o período sem respiração ou circulação normais.
Como a rã-da-floresta sobrevive congelada durante o inverno
Como a rã-da-floresta sobrevive congelada durante o inverno

Quanto frio e tempo congelado a rã-da-floresta suporta?

Populações do Alasca suportam condições especialmente severas. Em abrigos naturais, a temperatura pode ficar abaixo de zero por mais de seis meses, com episódios muito frios. Estudos de campo mostram que esses animais atravessam ciclos de congelamento antes de permanecerem congelados por boa parte do inverno.

A tolerância depende de preparação fisiológica, microambiente e população, por isso não existe um único limite válido para todos os indivíduos. O ponto central é que a glicose crioprotetora e a distribuição controlada do gelo trabalham juntas para reduzir danos durante a exposição prolongada.

A seguir listamos três fases do ciclo que resumem o que muda no corpo entre o frio, o congelamento e o degelo:

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DADOS EM FOCO
O corpo durante o congelamento
Resumo das principais mudanças no corpo da rã-da-floresta ao longo do inverno
Fase O que ocorre Função
Início do frio Glicose aumenta Proteção celular
Congelamento Coração e respiração param Economia metabólica
Degelo Órgãos retomam atividade Retorno à primavera

O que acontece quando chega a primavera?

Com o aquecimento do ambiente, o gelo corporal derrete e as funções retornam em sequência. A circulação é restabelecida, o sistema nervoso retoma atividade e os músculos voltam a responder, permitindo que o animal deixe o abrigo depois de meses praticamente imóvel.

Logo depois, a rã-da-floresta segue para áreas úmidas e poças temporárias para reprodução. O mesmo organismo que passou o inverno sem pulso aparente retorna à atividade porque seu corpo combina glicose, controle do gelo e metabolismo reduzido, uma adaptação extrema ao frio das florestas do norte.

Sua história pode virar reportagem

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Tags: anfíbiosglicoseinvernonatureza

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