Uma das maiores empresas de vendas pela televisão dos Estados Unidos entrou em um processo para reorganizar suas dívidas sem fechar as marcas. O pedido foi feito pelo Capítulo 11, mecanismo da lei americana que permite continuar operando sob supervisão judicial. O plano aprovado prevê reduzir uma dívida de cerca de US$ 6,6 bilhões.
Qual gigante entrou no Capítulo 11?
A empresa é o QVC Group, dono de QVC, HSN e outras marcas de casa e decoração. O grupo e algumas empresas americanas ligadas a ele apresentaram pedidos voluntários de proteção em 16 de abril de 2026.
O documento do QVC Group enviado à SEC informa que o caso foi aberto no Tribunal de Falências do Distrito Sul do Texas. A empresa entrou como devedora em posse, condição que permite manter a gestão durante o processo.

Quais marcas fazem parte do grupo?
O QVC Group reúne canais de vendas, lojas digitais e marcas voltadas à casa. A estrutura alcança consumidores pela televisão, redes sociais, aplicativos, sites e lojas.
O comunicado oficial sobre o plano de reorganização apresenta as principais marcas e o alcance do grupo:
O que o Capítulo 11 permite fazer?
O Capítulo 11 não representa um fechamento automático. Ele cria um período de proteção para negociar dívidas, manter operações e apresentar um plano aos credores e ao tribunal.
No caso do QVC Group, o processo foi preparado antes do pedido e recebeu apoio de parte relevante dos credores:
- Suspender cobranças: certas ações de cobrança ficam paradas durante o processo.
- Manter a operação: as empresas podem continuar vendendo e pagando despesas autorizadas.
- Negociar a dívida: o plano muda valores, prazos e participação dos credores.
- Submeter o plano: o tribunal analisa se a reorganização cumpre a lei.
- Concluir a saída: a empresa precisa cumprir condições antes de deixar a proteção judicial.
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A QVC e a HSN encerraram as atividades?
Não. As marcas continuaram funcionando durante a reorganização. O pedido envolveu empresas dos Estados Unidos, enquanto operações internacionais ficaram fora do processo.
Em 20 de julho de 2026, um novo documento enviado à SEC informou que o tribunal confirmou o plano. A saída ainda dependia do cumprimento ou da dispensa das condições previstas:
O que muda depois da aprovação do plano?
A principal mudança é financeira. Quando a saída for concluída, a dívida total deverá cair de cerca de US$ 6,6 bilhões para US$ 1,325 bilhão, uma redução aproximada de US$ 5,275 bilhões.
O plano também prevê que fornecedores tenham seus créditos pagos integralmente ou mantidos. Já os antigos acionistas não devem receber participação na empresa reorganizada, porque os papéis atuais serão cancelados.
O grupo não fechou as portas: ele usou o tribunal para tentar continuar com uma dívida menor.
