A escola particular pode cobrar uma mensalidade vencida, negociar o débito e até negar a matrícula do período seguinte. O que não pode é usar a mensalidade escolar atrasada para impedir provas, reter o histórico ou aplicar outra punição pedagógica. O aluno mantém seus direitos acadêmicos durante o período letivo em andamento.
Quais punições a escola não pode aplicar por falta de pagamento?
A escola não pode suspender provas, impedir a participação nas aulas ou criar uma penalidade acadêmica para pressionar o responsável a pagar. A dívida existe, mas deve ser tratada pelos meios de cobrança permitidos.
O artigo 6º da Lei nº 9.870 proíbe a suspensão de provas, a retenção de documentos escolares e outras penalidades pedagógicas motivadas pela inadimplência.
Quais direitos acadêmicos continuam garantidos ao aluno?
O aluno deve continuar recebendo o atendimento acadêmico previsto para o período já contratado. A falta de pagamento não autoriza a instituição a expor, separar ou constranger a criança, o adolescente ou o estudante adulto.
As orientações do Ministério da Educação confirmam os direitos que não podem ser bloqueados:
Como a escola pode cobrar a mensalidade atrasada?
A escola pode cobrar a dívida diretamente do responsável, oferecer um acordo ou procurar a Justiça. O impedimento vale para punições acadêmicas, não para a cobrança do contrato.
A instituição pode usar medidas separadas da rotina escolar:
- Enviar cobrança: a escola pode avisar sobre parcelas, juros e multa previstos no contrato.
- Oferecer negociação: as partes podem combinar prazo, entrada e parcelamento.
- Cobrar judicialmente: a instituição pode apresentar os documentos da dívida à Justiça.
- Negar a rematrícula: o débito não resolvido pode impedir a renovação para o período seguinte.
- Encerrar o vínculo: o desligamento por inadimplência deve ocorrer no fim do período letivo.
A cobrança deve ser dirigida ao responsável financeiro. O aluno não pode ser colocado em situação de vergonha diante de colegas, professores ou funcionários.

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O que muda entre o ano em andamento e a próxima matrícula?
Durante o período letivo, a escola deve manter as atividades e entregar os documentos acadêmicos. Para o ano ou semestre seguinte, a falta de pagamento pode impedir a renovação do contrato.
O Conselho Estadual de Educação de Goiás resume essa separação:
O que fazer quando a escola bloqueia a prova ou o histórico?
O responsável pode pedir que a negativa seja registrada por escrito e apresentar uma solicitação formal à direção. O pedido deve identificar o documento ou a atividade bloqueada.
Se a escola mantiver a recusa, o caso pode ser levado ao Procon, à secretaria ou ao conselho de educação responsável pela instituição. O contrato, os comprovantes de pagamento e as mensagens trocadas ajudam a demonstrar o ocorrido.
A dívida pode continuar, mas a trajetória acadêmica não pode ser usada como cobrança.

