Estado de Minas - Em foco
Gerais Política Economia Nacional Internacional Cultura Degusta Turismo
Sem resultado
Veja todos os resultados
Assine Entrar
Estado de Minas - Em foco
Gerais Política Economia Nacional Internacional Cultura Degusta Turismo
Sem resultado
Veja todos os resultados
Assine Entrar
Estado de Minas - Em foco
Sem resultado
Veja todos os resultados
Início Curiosidades

Casal reformava uma antiga casa na zona portuária do Rio quando encontrou vestígios de um cemitério ligado à escravidão onde milhares de africanos foram sepultados

Gabriel Martins Por Gabriel Martins
15/07/2026
Em Curiosidades, Notícias
Casal reformava uma antiga casa na zona portuária do Rio quando encontrou vestígios de um cemitério ligado à escravidão onde milhares de africanos foram sepultados

O achado arqueológico na Gamboa revela marcas da escravidão carioca.

Uma reforma doméstica em uma casa antiga da Gamboa, na região portuária do Rio de Janeiro, revelou um dos sítios arqueológicos mais emblemáticos ligados à diáspora africana no Brasil: o Cemitério dos Pretos Novos. Ao remover o piso do imóvel, trabalhadores encontraram vestígios humanos e materiais que mais tarde seriam identificados como parte desse antigo campo de enterramento de africanos recém-chegados, conectando uma obra comum à realidade brutal do tráfico transatlântico de pessoas escravizadas entre os séculos XVIII e XIX.

O que é o Cemitério dos Pretos Novos e por que ele é central para a diáspora africana

A expressão Cemitério dos Pretos Novos designa o espaço usado para enterrar africanos recém-desembarcados no Rio de Janeiro que morriam pouco após a chegada, antes de serem comercializados. Na documentação da época, “pretos novos” eram os africanos recém-traficados, ainda não inseridos plenamente no sistema escravista, em um período em que o Rio era um dos principais portos negreiros do Atlântico.

Pesquisas divulgadas na revista Ciência e Cultura, da SBPC, estimam que entre 20 mil e 30 mil pessoas tenham sido sepultadas ali, o que dimensiona o impacto do sítio para a compreensão da memória afro-brasileira. Nas escavações no imóvel da Gamboa, localizaram-se 28 ossadas, contas de vidro, fragmentos de cerâmica, porcelanas, conchas, ostras e marcas de fogueiras, associados a práticas funerárias e ao cotidiano daquela população.

Casal reformava uma antiga casa na zona portuária do Rio quando encontrou vestígios de um cemitério ligado à escravidão onde milhares de africanos foram sepultados
O local recebia corpos de africanos vitimados logo após desembarcarem.

Como o Instituto dos Pretos Novos transformou o achado em espaço de memória

A descoberta levou o casal proprietário, Ana Maria de la Merced Guimarães e Petruccio Guimarães, a interromper a reforma e a permitir a entrada de equipes de arqueologia e órgãos de preservação. O imóvel deixou de ser apenas residência para se tornar um centro dedicado à memória da população negra, com pesquisas contínuas sobre o sítio e seu contexto histórico.

LeiaTambém

Ossos de mamute descobertos na Baviera revelam como humanos aproveitaram grandes animais durante a Era do Gelo

Ossos de mamute descobertos na Baviera revelam como humanos aproveitaram grandes animais durante a Era do Gelo

15/07/2026
Arqueólogos descobrem na França um poderoso assentamento celta que reunia indústria, religião e comércio há mais de 2 mil anos

Arqueólogos descobrem na França um poderoso assentamento celta que reunia indústria, religião e comércio há mais de 2 mil anos

15/07/2026
Objeto confundido com um botão se revela rara moeda de prata com valor incalculável do rei Magnus Barefoot, cunhada há quase mil anos

Objeto confundido com um botão se revela rara moeda de prata com valor incalculável do rei Magnus Barefoot, cunhada há quase mil anos

15/07/2026
Artefato de mais de 3 mil anos revela como Tutancâmon carregava imagens de povos derrotados sob os próprios pés

Artefato de mais de 3 mil anos revela como Tutancâmon carregava imagens de povos derrotados sob os próprios pés

15/07/2026

Em 2005, foi criado o Instituto de Pesquisa e Memória Pretos Novos, instalado sobre a área do cemitério. O espaço passou a atuar como museu memorial, centro de pesquisa e ambiente educativo para escolas, universidades e grupos interessados na história afro-brasileira, fazendo da casa um importante ponto de referência para o turismo histórico e cultural da região portuária.

Como o Cais do Valongo e a Pequena África se conectam a esse território

A casa onde foi localizado o Cemitério dos Pretos Novos situa-se na área do Valongo, diretamente ligada ao desembarque e circulação de africanos escravizados. Ali se encontram o Cais do Valongo, reconhecido em 2017 pela Unesco como Patrimônio Mundial, e o próprio Instituto, inserido no território conhecido como Pequena África, que concentra marcas materiais e simbólicas da presença africana no Rio.

Esse território reúne diversos marcos que ajudam a compreender a continuidade e o apagamento da experiência negra na cidade, articulando passado e presente:

  • Restos do cais por onde desembarcaram centenas de milhares de africanos escravizados;
  • Lugares de sociabilidade negra, como terreiros, rodas de samba e manifestações religiosas;
  • Espaços de pesquisa, museus e centros culturais voltados à memória afro-brasileira;
  • Sítios arqueológicos que revelam camadas de ocupação urbana e processos de silenciamento histórico.

Confira o vídeo compartilhado pelo canal do YouTube Canal Futura mostrando a descoberta do Cemitério dos Pretos Novos.

Como a descoberta reposicionou a casa e a preservação da memória afro-brasileira

Com a identificação do sítio, a antiga residência passou a ser vista como ponto estratégico para discutir a presença africana na formação social e urbana do Rio de Janeiro. O imóvel se transformou em referência para estudos sobre rituais funerários, rotas do tráfico, impactos demográficos da escravidão e mecanismos de apagamento da memória negra nas grandes cidades brasileiras.

A existência do Instituto dos Pretos Novos ampliou o debate sobre políticas de preservação em áreas densamente ocupadas, reforçando a necessidade de incluir avaliações arqueológicas em reformas urbanas, proteger sítios ligados à diáspora africana e promover ações educativas. Esse movimento evidencia quantas outras camadas de memória africana podem permanecer ocultas sob o piso de centros urbanos erguidos sobre antigos portos, cemitérios e espaços de vida negra.

Por que o Cemitério dos Pretos Novos exige ação imediata de preservação e memória

O Cemitério dos Pretos Novos simboliza uma história de dor, resistência e silenciamento que ainda estrutura o presente do Brasil. Preservar esse sítio e fortalecer o trabalho do Instituto de Pesquisa e Memória Pretos Novos é uma forma urgente de enfrentar o racismo estrutural, reconhecer a centralidade da população negra na formação do país e garantir que essas vidas não sejam reduzidas a números ou notas de rodapé.

Visite o Instituto, apoie suas iniciativas, leve escolas, organize debates e compartilhe essa história agora. Cada gesto de engajamento ajuda a proteger esse patrimônio ameaçado e a manter viva, de forma digna e crítica, a memória das milhares de pessoas africanas que tiveram seu destino interrompido ali, transformando o luto em ação coletiva e compromisso com justiça histórica.

Tags: arqueologiamemória afro-brasileiraPretos Novos

Deixe um comentário Cancelar resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Estado de Minas

Política Economia Internacional Nacional Cultura Saúde e Bem Viver EM Digital Fale com EM Assine o Estado de Minas

Entretenimento

Entretenimento Famosos Séries e TV Cinema Música Trends Comportamento Gastronomia Tech Promoções

Estado de Minas

Correio Braziliense

Cidades DF Política Brasil Economia Mundo Diversão e Arte Ciência e Saúde Eu Estudante Concursos Concursos

Correio Web

No Ataque

América Atlético Cruzeiro Vôlei Futebol Nacional Futebol Internacional Esporte na Mídia Onde Assistir

Vrum

Classificados MG Classificados DF Notícias

Lugar Certo

Classificados MG Classificados DF

Jornal Aqui

Cidades Esporte Entretenimento Curiosidades

Revista Encontro

Notícias Cultura Gastrô

Tv Alterosa

Alterosa Alerta Jornal da Alterosa Alterosa Esporte

Sou BH

Tupi FM

Apresentadores Programação PodCasts Melhores da Bola Tupi

© Copyright 2025 Diários Associados.
Todos os direitos reservados.

Sem resultado
Veja todos os resultados
  • Gerais
  • Política
  • Economia
  • Nacional
  • Internacional
  • DiversEM
  • Saúde
  • Colunistas
  • Cultura
  • BBB
  • Educação
  • Publicidade Legal
  • Direito e Justiça Minas
  • Regiões de Minas
  • Opinião
  • Especiais
  • #PRAENTENDER
  • Emprego
  • Charges
  • Turismo
  • Ciência
  • Feminino e Masculino
  • Degusta
  • Tecnologia
  • Esportes
  • Pensar
  • Podcast
  • No Ataque
    • América
    • Atlético
    • Cruzeiro
  • Agropecuário
  • Entretenimento
  • Horóscopo
  • Divirta-se
  • Apostas
  • Capa do Dia
  • Loterias
  • Casa e Decoração
  • Mundo Corporativo
  • Portal Uai
  • TV Alterosa
  • Parceiros
  • Blogs
  • Aqui
  • Vrum
  • Sou BH
  • Assine
  • Anuncie
  • Newsletter
  • Classificados
  • Clube do Assinante
  • EM Digital
  • Espaço do Leitor
  • Fale com o EM
  • Perguntas Frequentes
  • Publicidade Legal Aqui
  • Conteúdo Patrocinado
  • Política de privacidade

© Copyright 2025 Diários Associados.
Todos os direitos reservados.