Uma marca de laticínios pode fechar após 70 anos e voltar poucos meses depois? Foi o que ocorreu com a La Suipachense, na Argentina. A falência cortou cerca de 140 postos em 2025, mas a fábrica retomou parte da produção em 2026.
Qual marca de laticínios fechou após mais de 70 anos?
A empresa atingida foi a La Suipachense, marca tradicional da cidade de Suipacha, na província de Buenos Aires. A fábrica produzia leite, iogurtes e outros laticínios.
A companhia funcionava oficialmente como Lácteos Conosur S.A.. O Boletim Oficial da Província de Buenos Aires registrou que a falência foi decretada em 11 de novembro de 2025 pelo Juizado Civil e Comercial nº 7 de Mercedes.
Por que o fechamento não aconteceu de repente?
A crise já vinha de anos anteriores. Em 2018, a empresa entrou em concurso preventivo, processo usado quando uma companhia tenta negociar suas dívidas antes de chegar à falência.
Em 2025, a produção perdeu força e a fábrica deixou de operar. A decisão judicial abriu a etapa de falência, colocou os bens sob controle do processo e determinou que os credores apresentassem seus pedidos.
- O concurso preventivo foi aberto em 2018.
- A produção caiu antes do fechamento definitivo.
- Salários e outros pagamentos passaram a enfrentar atrasos.
- A empresa acumulou dívidas com trabalhadores e fornecedores.
- A Justiça decretou a falência em novembro de 2025.
- A fábrica ficou meses sem produzir.

O que aconteceu com os 140 funcionários?
O fechamento deixou cerca de 140 trabalhadores sem emprego. O número foi confirmado pelo governo da Província de Buenos Aires ao tratar da crise no setor leiteiro.
O efeito não ficou limitado aos funcionários da linha de produção. O fechamento também atingiu transportadores, produtores de leite, fornecedores, pequenos comércios e famílias que dependiam da renda gerada pela fábrica.
- Funcionários perderam salários e postos de trabalho.
- Produtores ficaram sem um comprador próximo para o leite.
- Transportadores perderam parte das entregas.
- Fornecedores deixaram de receber novos pedidos.
- O comércio local sentiu a queda da renda das famílias.
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A fábrica continua fechada em 2026?
Não. Em maio de 2026, a Justiça autorizou o aluguel das instalações a uma empresa privada durante o processo de falência. A medida permitiu recuperar as máquinas e iniciar uma retomada gradual.
O plano inicial previa a entrada de 53 trabalhadores, mas a primeira etapa começou com um grupo menor. Assim, a unidade voltou a funcionar, porém ainda longe dos cerca de 140 postos existentes antes da quebra.

O que a reabertura muda para a marca e para a cidade?
A retomada preserva as máquinas, a fábrica e a marca enquanto a falência continua na Justiça. O registro da Rádio Provincia informa que a unidade foi alugada a um grupo privado com experiência no setor.
A reabertura ainda não devolveu todos os empregos perdidos. Porém, ela evita o abandono da planta e cria a possibilidade de ampliar novamente a produção, contratar mais trabalhadores e manter viva uma marca com mais de 70 anos.




