O aumento de fraudes envolvendo benefícios previdenciários vem preocupando órgãos públicos e segurados, especialmente idosos, que são abordados em casa por criminosos se passando por representantes do INSS para roubar dados pessoais e causar prejuízos financeiros.
Como funciona o golpe do INSS em visitas domiciliares
O golpe do INSS costuma seguir um roteiro repetido: golpistas aparecem sem agendamento, dizem ser servidores públicos e alegam realizar procedimentos urgentes relacionados ao benefício. Para dar aparência de oficial, muitos usam crachás falsos, pastas com papéis e até roupas parecidas com uniformes.
Nessas visitas, pedem CPF, RG, comprovante de residência, dados bancários e, em alguns casos, senhas ou códigos enviados por SMS. Com essas informações, conseguem abrir contas, alterar cadastros, solicitar empréstimos consignados e realizar operações fraudulentas, cujo prejuízo muitas vezes só é percebido semanas depois.

Como evitar cair no golpe do INSS em casa
Para reduzir o risco de ser enganado, especialistas e o próprio INSS orientam que qualquer visita inesperada seja tratada com desconfiança. O órgão não envia servidores de forma aleatória para coletar documentos, senhas ou dados bancários na residência, e atendimentos domiciliares legítimos sempre têm comunicação prévia registrada em canais oficiais.
Algumas medidas simples podem ajudar na prevenção e devem ser seguidas por beneficiários e familiares que convivem com idosos ou pessoas com pouca familiaridade digital:
- Desconfiar de visitas não agendadas em nome do INSS ou de qualquer órgão público;
- Evitar permitir a entrada de desconhecidos em casa, mesmo com crachás ou documentos aparentes;
- Não entregar cópias de documentos pessoais, cartões bancários ou dados de conta;
- Jamais informar senhas, códigos de confirmação ou número completo de cartão;
- Encerrar o contato imediatamente se houver pressão, ameaça ou urgência artificial.
Quem são os principais alvos e quais os impactos desse golpe
O golpe do INSS tem como alvo preferencial idosos e pessoas com pouca familiaridade com meios digitais, que muitas vezes dependem integralmente do benefício para despesas básicas. Criminosos exploram o medo de bloqueio do pagamento e a confiança em quem aparenta representar o poder público.
Os danos vão além da perda de dinheiro: há dificuldade para regularizar a situação, necessidade de registrar boletim de ocorrência, idas ao banco e ao INSS, além do risco de reutilização dos dados em novos golpes. Por isso, monitorar extratos, descontos e movimentações estranhas é essencial.

Como agir passo a passo diante de suspeita de golpe
Quando houver qualquer suspeita de tentativa de golpe, é importante agir rápido e de forma organizada. Um roteiro simples ajuda a proteger o benefício e facilita a investigação pelas autoridades e pelo próprio INSS.
- Interromper o contato com o suposto servidor ou agente, seja presencialmente, por telefone ou mensagem.
- Evitar entregar qualquer documento ou senha, mesmo diante de alegações de urgência ou risco de suspensão.
- Registrar o ocorrido, anotando data, horário, nomes informados, telefones e outros detalhes relevantes.
- Confirmar a informação nos canais oficiais do INSS (Central 135, Meu INSS, site gov.br/inss ou agência).
- Procurar a polícia para registrar boletim de ocorrência em caso de prejuízo, ameaça ou tentativa de obter dados.
Por que compartilhar essas orientações pode evitar novos golpes
Expandir essas informações dentro da família, entre vizinhos e cuidadores é decisivo para quebrar o ciclo de fraudes, especialmente entre idosos. Explicar como o INSS realmente entra em contato, quais procedimentos são feitos apenas pelos canais oficiais e em quais casos há visitas previamente autorizadas reduz drasticamente as chances de alguém cair no golpe.




