Estado de Minas - Em foco
Gerais Política Economia Nacional Internacional Cultura Degusta Turismo
Sem resultado
Veja todos os resultados
Assine Entrar
Estado de Minas - Em foco
Gerais Política Economia Nacional Internacional Cultura Degusta Turismo
Sem resultado
Veja todos os resultados
Assine Entrar
Estado de Minas - Em foco
Sem resultado
Veja todos os resultados
Início Curiosidades

A descoberta na Mesopotâmia que ajudou cientistas a entender mudanças no campo magnético da Terra

Daniely Cardoso Por Daniely Cardoso
01/07/2026
Em Curiosidades
A descoberta na Mesopotâmia que ajudou cientistas a entender mudanças no campo magnético da Terra

Cristais minerais em artefatos antigos registram variações históricas do campo geomagnético terrestre.

Pesquisas recentes indicam que a Terra passou por uma anomalia magnética extrema há cerca de 3.000 anos, quando o campo magnético ficou muito mais intenso do que hoje. O registro desse evento não está em textos sagrados ou objetos luxuosos, mas invisivelmente gravado na estrutura física desses materiais, aproximando ciência e arqueologia de um jeito surpreendente.

O que foi a anomalia magnética extrema de 3.000 anos atrás

A chamada anomalia magnética extrema foi um período em que o campo geomagnético da Terra ficou significativamente mais forte do que é hoje. Estudos sugerem que, em parte da Idade do Ferro no Oriente Próximo, esse campo chegou a ser cerca de uma vez e meia mais intenso, especialmente na região da antiga Babilônia, no atual Iraque.

Esse fortalecimento não foi lento e suave: aconteceu em poucas centenas de anos, mostrando que o campo magnético, gerado pelo ferro líquido no núcleo da Terra, pode mudar de forma rápida. Entender esse comportamento ajuda a enxergar melhor a variabilidade natural desse escudo protetor e a relacioná-lo com o que vivemos hoje.

Os tijolos mesopotâmicos funcionam como pequenos “pendrives” naturais, guardando informações do momento em que foram queimados em fornos de barro

Como tijolos da Mesopotâmia registraram o campo magnético

Os tijolos mesopotâmicos funcionam como pequenos “pendrives” naturais, guardando informações do momento em que foram queimados em fornos de barro. Quando o barro rico em óxidos de ferro é aquecido, os cristais minerais se alinham ao campo magnético da época; ao esfriar, esse alinhamento fica “congelado”, criando uma espécie de assinatura permanente.

LeiaTambém

Cientistas descobrem um "registro intacto" de 3.000 anos atrás no lugar mais comum e impensável.

Cientistas descobrem um “registro intacto” de 3.000 anos atrás no lugar mais comum e impensável.

16/06/2026

Com aparelhos muito sensíveis, pesquisadores medem essa assinatura em tijolos, cerâmicas e restos de fornos. Muitas peças trazem inscrições em escrita cuneiforme com o nome do rei que mandou construí-las, permitindo datar com precisão esses materiais e relacionar história humana com história do planeta.

Como a remanência magnética e as inscrições ajudam a reconstruir o passado

Ao cruzar a idade histórica dos tijolos com o sinal registrado no barro, os cientistas montam uma curva de variação do campo geomagnético, quase como um gráfico de batimentos do “coração” da Terra. Essa base de dados permite acompanhar mudanças em intervalos de poucas décadas, algo raro em estudos tão longos e tão antigos, e hoje já é integrada a bancos globais como o GEOMAGIA, usados em pesquisas de alta precisão.

Em locais onde não há restos orgânicos suficientes para usar carbono-14, o chamado “relógio magnético” dos tijolos e cerâmicas queimadas surge como alternativa de alta precisão. Isso ajuda a resolver debates sobre datas de reinos, guerras e construções que há muito dividem pesquisadores e interessam quem busca entender melhor o passado.

anomalia magnética extrema
Ao cruzar a idade histórica dos tijolos com o sinal registrado no barro, os cientistas montam uma curva de variação do campo geomagnético

Leia também: Um menino encontra uma estátua romana de 1.700 anos entre as pedras mas arqueólogos não atribuem o mérito à descoberta

Como essa anomalia antiga ajuda a entender desafios de hoje

Olhar para uma anomalia de 3.000 anos atrás permite comparar o que já aconteceu com o que está ocorrendo agora, como a Anomalia do Atlântico Sul. Nessa região, o campo magnético está mais fraco, deixando satélites mais expostos à radiação espacial e aumentando o risco de falhas em equipamentos sensíveis . O passado vira um guia para interpretar o presente.

Para organizar essa comparação, pesquisadores seguem alguns passos principais, que ajudam tanto na ciência básica quanto na proteção da tecnologia moderna:

  • Reconstruir histórico de intensidade do campo magnético ao longo de milhares de anos.
  • Comparar ciclos antigos com variações observadas desde o século XX.
  • Aprimorar modelos que projetam a evolução da anomalia magnética atual.
  • Planejar estratégias de proteção para satélites e sistemas eletrônicos.

Por que esses estudos ganham mais importância em 2026

Hoje, dependemos de satélites para quase tudo: comunicação, navegação por GPS e até previsão do clima. Qualquer mudança mais forte no campo magnético pode afetar essa infraestrutura delicada, tornando essencial entender como a Terra já se comportou em outras épocas. Por isso, dados extraídos de tijolos de 3.000 anos entram em estudos e relatórios que ajudam a avaliar riscos futuros, inclusive em painéis internacionais sobre clima espacial e segurança de infraestruturas.

Ao mesmo tempo, a recuperação de peças saqueadas em conflitos no atual Iraque e sua chegada a museus aumenta o número de amostras disponíveis para pesquisa. Cada tijolo analisado adiciona um ponto à curva de variação da anomalia magnética, fortalecendo a ponte entre arqueologia, geofísica e preservação de patrimônio. Assim, vestígios simples revelam não só a vida de antigos reinos, mas também o comportamento profundo do nosso planeta.

Tags: arqueologia mesopotâmicacampo magnético da Terraremanência magnética

Deixe um comentário Cancelar resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Estado de Minas

Política Economia Internacional Nacional Cultura Saúde e Bem Viver EM Digital Fale com EM Assine o Estado de Minas

Entretenimento

Entretenimento Famosos Séries e TV Cinema Música Trends Comportamento Gastronomia Tech Promoções

Estado de Minas

Correio Braziliense

Cidades DF Política Brasil Economia Mundo Diversão e Arte Ciência e Saúde Eu Estudante Concursos Concursos

Correio Web

No Ataque

América Atlético Cruzeiro Vôlei Futebol Nacional Futebol Internacional Esporte na Mídia Onde Assistir

Vrum

Classificados MG Classificados DF Notícias

Lugar Certo

Classificados MG Classificados DF

Jornal Aqui

Cidades Esporte Entretenimento Curiosidades

Revista Encontro

Notícias Cultura Gastrô

Tv Alterosa

Alterosa Alerta Jornal da Alterosa Alterosa Esporte

Sou BH

Tupi FM

Apresentadores Programação PodCasts Melhores da Bola Tupi

© Copyright 2025 Diários Associados.
Todos os direitos reservados.

Sem resultado
Veja todos os resultados
  • Gerais
  • Política
  • Economia
  • Nacional
  • Internacional
  • DiversEM
  • Saúde
  • Colunistas
  • Cultura
  • BBB
  • Educação
  • Publicidade Legal
  • Direito e Justiça Minas
  • Regiões de Minas
  • Opinião
  • Especiais
  • #PRAENTENDER
  • Emprego
  • Charges
  • Turismo
  • Ciência
  • Feminino e Masculino
  • Degusta
  • Tecnologia
  • Esportes
  • Pensar
  • Podcast
  • No Ataque
    • América
    • Atlético
    • Cruzeiro
  • Agropecuário
  • Entretenimento
  • Horóscopo
  • Divirta-se
  • Apostas
  • Capa do Dia
  • Loterias
  • Casa e Decoração
  • Mundo Corporativo
  • Portal Uai
  • TV Alterosa
  • Parceiros
  • Blogs
  • Aqui
  • Vrum
  • Sou BH
  • Assine
  • Anuncie
  • Newsletter
  • Classificados
  • Clube do Assinante
  • EM Digital
  • Espaço do Leitor
  • Fale com o EM
  • Perguntas Frequentes
  • Publicidade Legal Aqui
  • Conteúdo Patrocinado
  • Política de privacidade

© Copyright 2025 Diários Associados.
Todos os direitos reservados.