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Cartão bancário: adeus ao código de 4 dígitos, aqui está o método que o substituirá daqui para frente

Núbia Rangel Por Núbia Rangel
05/06/2026
Em Notícias
Cartão bancário: adeus ao código de 4 dígitos, aqui está o método que o substituirá daqui para frente

A tecnologia aposta em mais segurança nas compras.

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Resumo gerado por IA a partir dos artigos deste site.
⚡ Destaques
● O cartão bancário biométrico substitui a senha numérica pelo reconhecimento da impressão digital diretamente no plástico do cartão.
● A tecnologia foi desenvolvida pela empresa Thales e está sendo adotada gradualmente por grandes bancos franceses como BNP Paribas e Crédit Agricole.
● A Mastercard quer eliminar a inserção manual de senhas e o número impresso nos cartões até 2030, apostando em tokenização e biometria nas compras online.

Você já parou para pensar que a senha de 4 dígitos do seu cartão bancário existe praticamente do mesmo jeito desde que os caixas eletrônicos surgiram nos anos 1970? Pois é, esse hábito tão enraizado no nosso dia a dia está prestes a mudar, e a revolução vem de um lugar bem inesperado: a ponta do seu dedo.

Um sensor minúsculo, uma mudança gigante

O cartão bancário biométrico funciona com um pequeno sensor embutido na própria superfície do cartão. Na hora de pagar, basta apoiar o dedo sobre esse sensor enquanto aproxima o cartão da maquininha. O sistema lê a sua impressão digital, confirma a identidade em milissegundos e autoriza a transação, sem digitar nada.

A tecnologia foi desenvolvida pela empresa francesa Thales, gigante do setor industrial e de segurança digital. Um detalhe importante: o cartão não tem bateria própria. A energia vem do campo eletromagnético do terminal de pagamento, captada em fração de segundo. E a impressão digital nunca sai do cartão, fica cifrada em um chip seguro, sem acesso do comerciante nem do banco.

O que os golpistas não conseguem roubar

A principal vantagem do cartão biométrico não é a comodidade, mas a segurança bancária. Uma senha numérica pode ser espiada no caixa eletrônico, descoberta por câmeras ou obtida por engenharia social. A impressão digital, por outro lado, é única para cada pessoa e praticamente impossível de replicar em um cenário cotidiano de fraude.

Outro ganho relevante é que o pagamento sem contato com biometria não tem limite de valor. Hoje, as transações por aproximação costumam ter um teto justamente pela falta de autenticação adicional. Com a leitura da digital diretamente no cartão, esse limite cai porque a identidade do portador é verificada em tempo real, a cada compra.

Cartão bancário: adeus ao código de 4 dígitos, aqui está o método que o substituirá daqui para frente
Um simples toque pode mudar a forma de pagar.

Adoção em diferentes ritmos: quem já avançou e quem ainda se prepara

O avanço do cartão bancário biométrico na França está acontecendo de forma gradual, com cada banco em um estágio diferente. Veja o panorama atual:

  • BNP Paribas: foi pioneiro nos testes, iniciados em 2019, e chegou a oferecer o cartão comercialmente. Porém, a comercialização foi encerrada em dezembro de 2025, sinalizando uma fase de transição e reformulação da oferta.
  • Crédit Agricole: seguiu os testes em 2021 e está entre os bancos que avançaram no processo de adoção, com disponibilidade para determinados perfis de clientes.
  • Société Générale: está se preparando para entrar no movimento, com lançamento previsto de cartões biométricos para segmentos específicos, ainda em fase inicial.
  • Mastercard: patrocina a visão mais ambiciosa do setor, com o objetivo de eliminar a inserção manual de senhas e o número impresso nos cartões até 2030, por meio de tokenização e autenticação biométrica nas compras online.
📌 Pontos-chave
2030
meta da Mastercard para eliminar senhas e números impressos nas compras online
0
limite de valor para pagamentos com autenticação biométrica
1
toque do dedo para autorizar qualquer transação bancária

Isso chega ao Brasil em breve?

A tendência global aponta que sim. O Brasil já é um dos líderes mundiais em adoção de tecnologia financeira, com o Pix transformando hábitos de pagamento em tempo recorde. O ecossistema de segurança bancária digital no país também é sofisticado, com biometria facial e tokenização já consolidadas nos aplicativos dos grandes bancos. A chegada do cartão biométrico ao mercado nacional seria uma extensão natural desse caminho.

Instituições como Itaú, Bradesco, Nubank e Banco do Brasil acompanham de perto as inovações em autenticação biométrica e devem avaliar a incorporação dessa tecnologia em seus portfólios à medida que os custos de produção dos sensores caem com a escala global.

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A senha não vai desaparecer do dia para a noite

Mesmo com o avanço do cartão bancário biométrico, a transição será gradual. O caso do BNP Paribas, que chegou a lançar a solução e depois encerrou a oferta temporariamente, mostra que o mercado ainda está calibrando custos, demanda e formatos. A impressão digital como chave de acesso financeiro é promissora, mas exige maturidade tecnológica, aceitação do consumidor e adaptação da infraestrutura de pagamentos digitais.

O movimento, porém, é irreversível. Com a Mastercard apostando na eliminação das senhas estáticas e dos números impressos nas compras online até 2030, e com a Thales refinando o sensor embarcado, a pergunta não é mais se a senha de 4 dígitos vai desaparecer, mas quando.

Se este conteúdo sobre o futuro dos cartões bancários foi útil para você, compartilhe com alguém que ainda não sabe que a senha de 4 dígitos tem os dias contados!

Tags: Cartão biométricoimpressão digitalPagamentos Digitaissegurança bancária

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