O Conselho Curador do FGTS confirmou recentemente uma distribuição recorde de rendimentos para os trabalhadores com carteira assinada. O fundo alcançou um lucro expressivo, parte dele sendo repassada diretamente para as contas dos milhões de titulares que possuíam saldo positivo em 31 de dezembro de 2024.
Como foi feita a distribuição dos lucros do fundo?
O montante total de R$ 12,9 bilhões foi creditado nas contas dos trabalhadores, correspondendo a 95% do lucro histórico de R$ 13,6 bilhões registrado no exercício de 2024. Essa antecipação, operada pela Caixa Econômica Federal, visa garantir que a rentabilidade do fundo supere a inflação oficial medida pelo IPCA.
A rentabilidade total alcançou 6,05% ao ano, consolidando o FGTS como uma reserva estratégica. Esse rendimento é composto pela taxa base de 3% ao ano, somada à distribuição de lucros e à correção monetária via TR.

Qual o cálculo para conferir o valor creditado?
A participação nos resultados é proporcional ao saldo que o trabalhador mantinha em sua conta no final de 2024. O cálculo é simples: basta multiplicar o saldo da conta na data-base pelo fator de 0,02042919.
Para visualizar esse crédito, o trabalhador deve seguir o caminho oficial:
- Acesse o aplicativo oficial do FGTS com seu CPF e senha.
- Selecione a opção Resumo do Seu FGTS na tela principal.
- Consulte o Histórico de Depósitos, Saques e Rendimentos para identificar o lançamento de dezembro de 2024.
O que mudou para quem foi demitido e tinha saldo retido?
Uma alteração significativa veio com a Medida Provisória nº 1.331/2025. Trabalhadores demitidos sem justa causa entre 2020 e dezembro de 2025, que antes estavam impedidos pelo saque-aniversário, puderam finalmente resgatar o saldo que permanecia bloqueado.
O Ministério do Trabalho coordenou o pagamento de cerca de R$ 4,6 bilhões para esse grupo. A medida corrigiu um impedimento antigo, permitindo que esses profissionais utilizassem o recurso de forma integral, respeitando o direito rescisório pleno.

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Como funciona a nova correção mínima pelo IPCA?
Houve uma mudança estrutural importante para proteger o poder de compra dos depósitos. Por determinação do Supremo Tribunal Federal, os saldos passaram a ser corrigidos minimamente pelo IPCA, garantindo que o dinheiro aplicado não perca valor real perante a inflação anual.
Essa nova regra de rentabilidade mínima é uma salvaguarda para o patrimônio do trabalhador. Valores acumulados em anos anteriores seguem normas de transição, enquanto os novos depósitos possuem esse mecanismo de proteção inflacionária atrelado diretamente ao índice oficial de preços.
Quais são os impactos da modernização do fundo em 2026?
A digitalização via FGTS Digital transformou a fiscalização dos recolhimentos patronais. Desde fevereiro de 2026, a plataforma do Ministério do Trabalho centraliza as guias de pagamento do crédito do trabalhador, reduzindo drasticamente os erros de processamento e facilitando o acompanhamento por parte do empregado.
Além da eficiência digital, as regras de antecipação do saque-aniversário tornaram-se mais restritas para conter o endividamento. Com uma queda de 87% no volume dessas operações de crédito, o fundo retém maior liquidez, permitindo que o valor permaneça rendendo na conta do trabalhador em vez de ser comprometido por taxas bancárias elevadas.




